Erundina chegou, e vai piorar

 Erundina chegou, e vai piorar

A crise chegou cedo à campanha de Marina Silva. A troca na coordenação, que agora está a cargo de Luiza Erundina, é um sinal claro de que as ideias estão fora de lugar. O PSB está dando abrigo a uma contradição insolúvel.

Cada vez que Marina Silva cita Eduardo Campos em suas entrevistas morre um urso panda de pelúcia em algum lugar do planeta. É quase uma heresia ela tentar se colocar como sucessora direta do ex-governador de Pernambuco.

Com a chegada de Erundina, o quadro tende a se tornar mais tenso e caótico. Ela já é um estranho no ninho dos socialistas de aluguel. E mais forasteira ainda na Rede que, convenhamos, é quem vai mandar na campanha. Seu perfil consegue ser mais intransigente que o da candidata majoritária.

Mesmo os que respeitam seus pontos de vista sabem que a capacidade de a deputada agregar algum valor eleitoral é próxima de zero. O que já se desenhava como um conflito – principalmente com os setores do agronegócio com que Eduardo Campos sabia negociar — agora se aproxima de uma cisão pura e simples. E vai piorar. Anotem aí.

Petros e Corinthians dão mau exemplo

1ae21 Petros e Corinthians dão mau exemplo

Não bastassem as humilhações históricas por que tem passado, o futebol brasileiro segue firme rumo a uma crise irreversível. E só piora. O caso do corintiano Petros é só mais uma gota de vergonha no oceano de decadência em que submergiram todos os grandes clubes.

Quem assistiu ao jogo entre Santos e Corinthians neste domingo, 10, na Vila Belmiro, viu quando o jogador, de forma proposital, agrediu pelas costas o juiz da partida, Raphale Klauss. As repercussões dessa banalidade se esgotariam rapidamente se o atleta fosse repreendido e punido pelo seu time. Mas não.

De forma unânime, colegas e dirigentes saíram em defesa do agressor. Maior responsável pela conduta moral de sua equipe dentro de campo, o técnico Mano Menezes participou do coro da impunidade. Ao defender seu subordinado, mandou um recado para todos que estão sob seu comando: pode bater, pode ser desleal, pode contar com nossa cumplicidade.

Essa falta de caráter é o que legitima torcedores agirem como selvagens dentro e fora dos estádios. Não por acaso, antes do jogo, uniformizados santistas fizeram uma tocaia para agredir covardemente seus adversários — que revidaram de pronto, quase felizes.

Ninguém imagina ser possível eliminar completamente a violência nos esportes. Mas recriminá-la é algo não só viável como rigorosamente necessário. No caso brasileiro, tão carente de talentos, nos restaria o consolo do exemplo a ser dado pelos mais experientes. Pois nem isso sobrou.

Eduardo Campos fará falta

Impossível não ficar chocado. A morte de Eduardo Campos é uma tragédia em vários sentidos. A começar pela perda do ser humano (e de todos que o acompanhavam no avião). Mas também perde a democracia brasileira, que tinha nele a única possibilidade concreta de evitar a pouco saudável polarização entre PT e PSDB. Ele era um oxigênio na disputa eleitoral. Fará falta.

Para os que gostam de dizer que todo político é igual e que são todos ladrões, verdade seja dita, Campos vinha de uma linhagem de gente combativa e honesta. Era um homem público correto. Teria como contribuir para ajudar a construir um País mais justo. Era do bem.

Que seus adversários saibam tratar a situação com o devido respeito, sem margem para discursos oportunistas ou mesquinhos. E que as boas ideias de Campos frutifiquem entre os demais candidatos. Esta é a melhor homenagem possível.

Coincidência terrível, morreu no mesmo dia em que partiu seu avô Miguel Arraes, nove anos atrás.  A vida é frágil e gosta de nos lembrar a todo o momento que estamos por um fio. Felizes daqueles que deixam alguma contribuição. Eduardo Campos não teve tempo para nos provar que seria um líder nacional. Mas morreu em combate. E isso é para poucos.

Parem de sacanear com os assexuados

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A abstinência é maior das perversões sexuais, disse um sábio. E deve ser praticada com moderação, emendou outro. O que falta dizer é que ela — assim, como a ninfomania ou compulsão sexual — não costuma ser uma escolha moral, mas  uma espécie de vocação (ou falta de talento) que normalmente já nasce com a pessoa.

Todo comportamento excessivo costuma trazer danos e infelicidade, principalmente para os que vivem ao redor do praticante. Sempre existem tratamentos psicológicos e medicamentos, caso alguém se interesse: desde que seja uma escolha (ou necessidade), tudo bem.

A assexualidade, por sua vez, quanto mais extrema, menos dano causa.  A não ser que o paciente seja casado, o que se tornaria um problemão — para o parceiro. A rigor, nada grave, desde que consciente e consentido. Mas isso não impede que essa característica, quando descoberta, seja tratada com deboche e crueldade.

Mesmo após a sociedade abolir os terríveis preconceitos contra a perda da virgindade (algo que atormentou e destruiu muitas vidas, não duvidem), ainda assim existem jovens que optam por se manterem intactos até o casamento. Bom proveito.

Recentemente, o ator Luiz Henrique, mais conhecido por Mamma Bruschetta, admitiu não fazer sexo há 40 anos. Não ficou claro o quanto isso se deve à sua assumida e visível obesidade, mas o fato é que a fofoqueira profissional não se sente incomodada com a “inatividade”.

Mamma se considera uma pessoa feliz. Eis o ponto. Assunto encerrado. Não cabem sermões nem piadas. Que tal cada um de nós irmos cuidar da própria vida? Que todos os indivíduos possam preencher esse mundo com sua existência. Pacificamente.  O resto é sacanagem.

 

Por aqueles que se matam porque amam a vida

robin Por aqueles que se matam porque amam a vida

O jornalismo tem uma regra não escrita que diz ser proibido noticiar suicídios. Conta a lenda que esse tipo de destaque costuma motivar novos incidentes parecidos. Realmente, há alguns casos específicos que sustentam esse temor. São tão poucos que me permito achar que isso é uma bobagem.

Duas figuras públicas se suicidaram nos últimos dias. Uma não era um astro nem mesmo de proporções nacionais. Mas era querido por uma geração que o viu surgir  e que sempre acompanhou suas brincadeiras como quem recebe notícias de um simpático e distante amigo do colégio. Fausto Fanti, da dupla Hermes e Renato.

Nesta segunda, 11, o mundo soube da partida de um grande comediante. Robin Williams também foi encontrado morto. Um artista reconhecido, premiado, inesquecível para muitos fãs. Ficará na memória, seja por "Sociedade dos Poetas Mortos", seja pelo antológico personagem de "Bom dia, Vietnã!".

Ambos se foram num gesto extremo, que alguns tolos insistem em chamar de covarde. O poeta americano Gregory Corso sentenciou: eles se matam porque amam a vida. Não que mereçam elogios por isso. Mas um mínimo de atenção, com certeza. E respeito. Outro escritor ilustre, Albert Camus foi mais piedoso e escreveu: "O suicídio é assim como um poema. Às vezes ele baixa e a gente o comete".

A depressão é uma doença grave, silenciosa, invisível. E costuma ser tratada com impaciência e desprezo até pelas pessoas que amam as vítimas dessa carga genética que nos trouxe, na história da humanidade, tantos gênios e tantos homens e mulheres profunda e irreversivelmente infelizes.

Ninguém escolhe ser depressivo. A novidade é que, recentemente, descobriram remédios e tratamentos. Mas o estigma continua: essa tristeza inconsolável seria falta de força de vontade, coisa de gente preguiçosa e derrotada. Essa maldição só acaba quando, dilacerado de dor, alguém próximo de nós escreve um bilhete de despedida normalmente repleto de amor.

Como sou depressivo e não sou gênio, só posso, numa hora dessas, prestar minha homenagem e sussurrar: boa noite, Vietnã.

 

Receita Federal informa: cartolas são bandidos sonegadores

 Receita Federal informa: cartolas são bandidos sonegadores

Se havia alguma dúvida, acabou: os dirigentes de clubes de futebol agem de forma criminosa, premeditada e contínua ao sonegar impostos, taxas e contribuições, sempre em prejuízo do dinheiro que pertence ao povo brasileiro. Portanto, vamos fazer bom uso das palavras: são bandidos.

Coloquei a cartolagem no plural porque tenho a convicção que não é só o Corinthians que pratica essa sonegação acintosa. A única particularidade é que o time de Itaquera foi pego em flagrante. Tudo fica muito claro ao sabermos detalhes do processo penal contra o ex-presidente do clube Andrés Sanchez e outros dirigentes corintianos das gestões Alberto Dualibi e da atual, de Mario Gobbi.

Fora as dívidas que já prescreverem, a Receita identificou fraudes que chegam perto dos R$ 100 milhões. Barra pesada. O montante de dinheiro é de encher os olhos até da turma do crime organizado.

A devassa nas contas do time vem sendo feita desde 2011, sem que o Corinthians colabore com as investigações, inclusive se negando a fornecer a maioria dos documentos requisitados pelo Fisco.

Basta fuçar um pouco que as mesmas acusações vão se estender a todas as grandes equipes - ou a dívida delas com o País não chegariam aos estimados R$ 4 bilhões - que em breve deve ser "renegociada", o que em bom português só significa uma coisa: eles não vão pagar um centavo. Pilantras.

O advogado do Corinthians garante que nenhum dirigente se apropriou dessa grana toda. Segundo ele, “A questão é relacionada a impostos retidos e não pagos". É assim que pensam todos os sonegadores: por um raciocínio tortuoso, típico de mentes criminosas, se julgam inofensivos e até boa gente.

Pois são do pior tipo: os que privam a sociedade e seu povo de recursos valiosos, vultosos e que fazem falta em hospitais, escolas, estradas e para atenuar as tantas outras carências desse país ainda tão pobre. Falta dinheiro até para construir mais presídios - e vamos precisar, se tudo der certo e essas devassas prosperarem.

Luana Piovani merece a azaração do Pânico

 Luana Piovani merece a azaração do Pânico

Luana Piovani em sua foto íntima postada na internet

Luana Piovani é uma mulher bonita, outrora sexy, medianamente talentosa, de personalidade forte, comportamento libertário e que se se acha o tempo inteiro coberta de razão. Fala pelos cotovelos e escuta pouco. Não há como não antipatizar com uma pessoa assim.

Mas uma pessoa assim é importante para dar alguma consistência ao insipiente mundo do show bizz. E como, inteligentemente, ela gosta de ser polêmica, nunca vi nenhum motivo para manifestar nossas eventuais diferenças. Mas agora chega. Cansei.

Luana guardou um trunfo sobre suas contemporâneas: nunca quis e sempre rejeitou os sedutores convites para posar nua (isso numa época em que dava para comprar um apartamento bacana com o cachê da Playboy — que hoje, no máximo, paga um carro zero, básico, nacional).

Pois a moça deixou a perereca cair. Por causa do seu marido afoito, carente e desconhecido, teve uma foto sua, de uma atroz intimidade de casal, num motel, disponibilizada para o universo. Nua. Gratuitamente. Que mico. Enfim. Dançou.

Mas Luana fez de conta que nada aconteceu. Não passou recibo, não deu explicações. E continuou sua saga de rebelde bem resolvida, até que a abominável turma do programa Pânico foi tirar uma com a cara dela. Merecida.

Aí, de forma irreversível, para sempre, inexoravelmente, a bonitinha agiu sem perceber que não era mais a garota que nunca cedeu a esse estúpido mundo de exibicionismo e ostentação. Deixou de ser. Um novo barraco. Se misturou àquilo que sempre condenou.

Quanta bobagem. Nada disso, hoje em dia, tem a menor importância. A coisa tá feia. Nossas crianças têm de decidir se admiram o Neymar, a Bruna, a Valesca Popozuda ou o Michel Teló. Ninguém pensa na Fernanda Montenegro ou no Ariano Suassuna. É o que temos pra hoje: a Luana Piovani e o Scooby.

A culpa é deles? Claro que não. A culpa é nossa. A que ponto chegamos. Nem mesmo uma heroína chinfrim é capaz de segurar a onda. Se liga, menina. Só restou a antipatia. Triste fim.

Deixem o pai do menino amputado em paz

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Acidentes envolvendo pais negligentes sempre ocorreram, e vão continuar ocorrendo. Muitas vezes, custam a vida de filhos inocentes, abandonados em carros trancados, ou sozinhos em casa, ou expostos a riscos desnecessários - como na trágica história do adolescente que teve o braço dilacerado por um tigre, em um zoológico do Paraná.

O pai desse garoto está sendo julgado e condenado de forma impiedosa e implacável pela opinião pública. Que houve descuido e irresponsabilidade deveria ser irrelevante, diante da dor que uma situação dessas causa a todos os envolvidos.

Esse é um fato que merece e precisa ser divulgado pela mídia, afinal, pode servir de alerta para que outros não cometam o mesmo erro. Mas a repercussão e a espiral de maldade decorrentes desse tipo de notícia são tão previsíveis que fico em dúvida se vale a pena submeter e expor uma família destroçada à maldade e frieza humanas.

É assustador o que homens e mulheres são capazes de dizer numa hora dessas. Em vez de alguma solidariedade e um mínimo de decência e respeito, o que sempre assistimos é a um espetáculo dantesco de insensibilidade e sadismo.

É tão óbvio que não há castigo maior para um pai do que saber-se responsável por aleijar (e, algumas vezes, matar) um filho, que a própria lei já prevê que, nesses casos, não havendo intenção, não cabe nem sequer julgamento.

O arrependimento e a culpa são penas perpétuas. Mesmo assim, não são poucos os que se apressam em apedrejar moralmente ou mesmo sugerir sentença de morte ou outras atrocidades inomináveis.  Até o sacrifício do animal chegou a ser sugerido, num daqueles momentos em que sentir vergonha da humanidade é que nos resta.

Um fiapo de dignidade e altruísmo seriam suficientes para que casos assim não se estendessem além do simples relato. Fora disso, só serve para alimentar e trazer à tona monstros do inconsciente coletivo. Se alguém realmente estivesse preocupado com o garoto e sua família, o que de melhor poderia fazer é ficar em silêncio. Ou - sendo mais sincero - calar a boca.

Valesca Popozuda é do bem

Jaqueline Valesca Popozuda é do bem

Alguns gestos, por menores que sejam, dão a exata dimensão de uma pessoa. A surpreendente Valesca Popozuda provou ser do bem, assim, de uma forma quase singela: vai custear metade das despesas de viagem da pedagoga Jaqueline Conceição da Silva (na foto), convidada para um Congresso na prestigiosa universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

A professora vai apresentar a conclusão de sua dissertação sobre funk e juventude, na qual cita "a grande pensadora contemporânea", como Valesca foi chamada recentemente por um outro professor, de Brasília. A funkeira está se tornando íntima do mundo acadêmico. Em breve, aposto, vai ser paraninfa de alguma turma de formatura em Letras. Anotem.

Jaqueline dá aulas de literatura em uma escola de Paraisópolis, segunda maior favela de São Paulo. Finalizou seu mestrado em educação pela PUC-SP. Uma guerreira, portanto, que evidentemente não tinha os módicos R$ 3700 necessários para sua viagem de trabalho. Com vaquinha na internet e a ajuda de amigos, conseguiu juntar metade desse valor. E ia morrer na praia, não fosse a generosa e espontânea oferta da Valesca, que cobriu a outra metade.

Vamos combinar, para um artista em evidência, esses menos de R$ 2 mil é a conta de um jantar com amigos nesses restaurantes badalados. Não sei quanto Valesca ganha. Só tenho certeza que muitos de seus colegas de fama ganham milhões, mas nunca, jamais, enfiaram a mão no bolso para ajudar algum cidadão anônimo.

Não é que o brasileiro rico não seja generoso. Não. Simplesmente, ele é mesquinho e avarento. Em um ranking internacional de benemerência, devemos estar na lanterninha. O cara compra uma mansão e um iate. Depois, compra a segunda mansão e o segundo iate. E assim por diante, até o fim de seus dias. Em resumo, é um miserável dono de uma vida besta.

Os americanos são campeões em doações. Por um único motivo: o imposto sobre heranças naquele país é uma paulada violenta: 50%, sem choro nem vela. Na marra, as pessoas se desapegam e são treinadas a partilhar sua riqueza ainda em vida. No Brasil, se alguém propuser uma lei dessas, vai ser empalado em praça pública, acusado de comunista ou herege. No fundo, no fundo, é muito recalque. Pra isso, só beijinho no ombro.

Neymar e Bruna são más influências para a juventude

ney Neymar e Bruna são más influências para a juventude

Neymar é um mau exemplo para os jovens. Por trás de seu comportamento infantil, de seu jeito de bom menino, se revela uma pessoa fútil, que só pensa em dinheiro, sexo e ostentação. Um playboy. Um tonto.

Não poderia ser diferente. Afinal, não se pode esperar que um jogador de futebol, ainda adolescente, se comporte com senso de solidariedade, espírito cívico ou grandeza intelectual. Atletas costumam ter origem humilde, pouca leitura e nenhuma militância política ou humanitária.

Ademais, a responsabilidade por se tornaram heróis ou ídolos não é deles. Só uma sociedade empobrecida ética e culturalmente para permitir que cheguemos a esse ponto. Não custa lembrar que poucos anos atrás a garotada estaria em dúvida entre admirar Caetano ou Chico, Cazuza ou Renato Russo, Mano Brown ou Lobão. Cada geração tem os talentos que merece.

O mais preocupante nisso tudo é que, hoje, milhares de crianças sonham em ser Neymar. Para que? A depender dos gostos e excentricidades do infante prodígio, para comprar iates e mansões, passar férias em Ibiza e trair sua namoradinha compulsivamente.

A bem da verdade, Neymar e Bruna Marquezine se merecem. Formam um belo casal - evidentemente que para os padrões atuais, pouco rigorosos. Eu acho um porre. Fico pensando se ela realmente estaria com ele não fossem os milhões de euros que o tornam um rapaz sexy e agradável.

Nos meados do século passado, o maior mito sexual de Hollywood, Marilyn Monroe, se casou com um astro do basebal, Joe DiMaggio. O casamento foi um fracasso. Como era inquieta e havia opções, a diva depois contraiu matrimônio com Arthur Miller, grande dramaturgo e intelectual brilhante.

Covardia fazer essas comparações. Mas necessário. Nosso País precisa recuperar a capacidade de criar boas referências para a juventude. Não se constrói uma nação vitoriosa com mansões e iates. Nem com jogadores de futebol. Duvida? Pergunte a um alemão.

 

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