22 maio 2012

acusado provocador O jornalismo não está acima da lei nem pode pisotear ninguém

Quando se discute liberdade de imprensa no Brasil, os sinais costumam chegar truncados. Às vezes por ingenuidade, normalmente por má-fé, quem defende esse princípio universal de forma absoluta e radical costuma ser instrumento de uma manipulação que só convém ao pior tipo de interesse.

Os usurpadores da democracia são canalhas da pior natureza. Historicamente, se bandeiam para o lado da opressão ao menor sinal de fraqueza dos que verdadeiramente defende valores como justiça, igualdade e tolerância. São predadores da civilização.

Não estou falando apenas dos policarpos e comunicadores com algum lastro de cultura. Esses são os profissionais que, a peso de ouro, conspurcam a República e se aliam aos poderosos mais inescrupulosos. Também há o baixo clero, o esgoto, a excrescência, os que praticam os abusos mais indecorosos, a troco de nada, sem nenhum requinte , a não ser o de crueldade.

Se tiver estômago, assista a esse vídeo, de uma concessionária da Band na Bahia, em que uma suposta repórter chega ao mais baixo nível da comunicação. Parece que ela está fazendo teste para entrar no CQC. Caso não soubesse se expressar por meio de palavras, característica a princípio humana, seria o mais acabado exemplo de animal selvagem e ilógico. Desumano.

Antes de mais nada: não estamos aqui para defender bandido. O desgraçado da "reportagem" assume seus crimes e nem protesta quando, de passagem, narra ter sofrido prováveis agressões físicas. Só insiste com veemência que umas das acusações não procede, a de estupro. Tudo isso, a veracidade ou não do discurso do marginal, é irrelevante diante da postura da pretensa entrevistadora.

Nem vale a pena perder tempo com ponderações. Essa moça, Mirella Cunha, é o que, além de ridícula? Meu repertório de adjetivos infames é vasto, mas insuficiente para descrever o asco que ela me despertou. Que Constituição se prestaria a garantir o direito de alguém, sádica e bestialmente, humilhar, constranger e tripudiar? Para depois julgar de forma sumária? Nenhuma Carta Magna permite esse arbítrio, muito menos a nossa. Isso não é liberdade de imprensa. É abuso, sociopatia, desvio moral, a indecência que vocês imaginarem. Tudo, menos jornalismo.

Essa moça que aparece segurando um microfone merece ser processada. Ela é uma esculhambação, uma meliante indigna dessa e muitas outras profissões. A que ponto chegamos?  Mais do que a Justiça, a própria imprensa não pode dar cobertura à existência desse tipo de profissional.

Cabe uma precaução: a censura prévia é impensável, destruiria os pilares do jornalismo. Mas, a partir do momento que algo foi publicado, cada veículo deve se responsabilizar pelas consequências do que divulgou. Se houve erro, assuma. Se houve crime, que pague por ele.

Ninguém, nem nada, pode estar acima da lei. Nem mafiosos nem garotas de programa (jornalístico, no caso).

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20 maio 2012

civita latinha l 20120508 Mais uma do nosso Rupert Civita

Mesmo com os panos quentes que parlamentares tentam por na CPI do contraventor Carlinhos Cachoeira, uma coisa já se tornou de conhecimento público: a  revista Veja usa suas páginas e jornalistas para plantar notícias falsas contra seus inimigos.

Não faltam provas de que esse é o modus operandi — para usar um termo reservado a quadrilhas e serial killers — da família Civita. São vários grampos feitos pela Polícia Federal que escancaram os procedimentos ilegais praticados por um dos jornalistas da publicação em Brasília.

Rupert Civita, ou Roberto Murdoch (referência ao magnata das comunicações envolvido em um escândalo de grampos ilegais na Inglaterra), já mandou um recado por meio de seus capangas: quem insistir em denunciar as relações criminosas de sua revista vai sofrer retaliações. Atitude bem típica de mafiosos: constranger, intimidar e ameaçar.

Contra a Record, retaliação sempre houve, mas agora tende a se tornar puro desespero. Eu já cantei essa bola aqui neste blog.

Eles são previsíveis. Basta ver nota publicada na coluna Radar, de Veja, assinada por Lauro Jardim, aquela mesma citada nos grampos da polícia entre o bicheiro e Policarpo Junior.

Novamente, neste final de semana, sem o menor constrangimento, as páginas de aluguel da revista se prestam a anunciar mais uma crise imaginária na emissora. Só que agora o delírio é retumbante: a Record vai fechar o ano de 2012 com um prejuízo de R$ 100 milhões. Uau.

O jornalismo analfabeto funcional foi escancarado. Como afirmar o prejuízo de uma empresa em 2012 se ainda estamos em maio? Chega a ser engraçado. E, como sempre, Radar não cita fontes, nem poderia, já que a maioria do que se publica naquela coluna é fruto da mente perversa desses senhores que se julgam acima da lei e da democracia.

Dá pra entender os motivos de mais esse ataque da Veja contra o empresário Edir Macedo. A Record é um dos poucos grupos de comunicação que não participaram do "acordão" em não denunciar as ligações suspeitas da revista com o crime organizado. Globo e Folha (UOL) deram as mãos em nome da impunidade. Contra o Brasil.

Assista a reportagem exibida hoje no Domingo Espetacular e entenda o caso.

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17 maio 2012

FRAME METRO031 Gestão tucana descarrilou em São Paulo

O governo tucano no Estado de São Paulo conseguiu mais uma proeza. Transformou o metrô, que já foi o único transporte público decente dos paulistanos, numa calamidade. Parabéns, governador Geraldo Alckmin. Isso não é pra qualquer um.

É preciso ser muito negligente para atingir tamanho patamar de incompetência administrativa. De fato, foram necessárias quase duas décadas de desmandos para que a vida do usuário fosse finalmente colocada em risco.  Uma tragédia anunciada desde que o PSDB assumiu o comando do maior orçamento entre os membros da União.

É realmente um feito histórico a primeira colisão entre trens com passageiros a que assistimos nesta quarta-feira, 16. Ao menos 106 pessoas foram parar em hospitais, algumas com fraturas.

Não fosse a presteza do maquinista, que freou a composição a tempo, teria sido uma catástrofe ainda maior que a cratera que vitimou sete pessoas durante as obras da estação de Pinheiros, em 2007. Como podemos ver, a tucanada tem acumulado precedentes em desgraças.

Não há nada que justifique a falência e o sucateamento do Metrô. Há verbas de sobra, tecnologia de ponta à disposição e funcionários preparados, além de uma tarifa cara e periodicamente reajustada, sem dó nem piedade.

A única explicação para esse descalabro é uma só: a gestão do PSDB descarrilou faz tempo. Só fico intrigado em saber como os milhões de paulistanos que vivem amontoados nos vagões de metrôs e trens se esquecem, na hora de votar, das humilhações diárias a que são submetidos por esse governo.

Votar bem, sem nenhum exagero, é questão de vida ou morte.

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16 maio 2012

cruzamento ok1 Motoristas cavalos e pedestres jumentos: mulas no cruzamento

A Prefeitura de São Paulo banca uma milionária campanha sobre o uso da faixa de pedestres. Já podemos ver o resultado nas ruas. Se a intenção de Kassab era aumentar o número de vítimas de trânsito, parabéns. Fim de mandato é assim mesmo, meio depressivo.

Particularmente, dirijo como velho desde os 18 anos. Não gosto de velocidade ou ultrapassagens suicidas, muito menos de atropelar velhinhos ou gente desatenta. Estou à vontade para criticar essa iniciativa, pois dou preferência a pedestres mesmo quando eles estão errados. Nem espero agradecimentos. Sei que não virão.

Um ser humano dentro de uma máquina se comporta como um cavalo de aço. Em compensação, o mesmo ser humano atravessando a rua muitas vezes age como um jumento de carne e osso. Cavalo e jumento se cruzam, sabia?

Pois os cruzamentos da capital paulistana estão sendo tomados por verdadeiras mulas. Ninguém mais se entende. Algum burro supremo decidiu colocar uma pitada de caos na tumultuada selva urbana da cidade.

A propaganda é mal-feita. Truncada, populista, preguiçosa. Dá a entender aos mais apressados (com o perdão do trocadilho) que estar a pé significa sempre ter razão. Faltou clareza aos publicitários que ganharam alguma fortuna com esse serviço de utilidade pública.

A imprudência tomou conta dos semáforos. Já vi casal de jovens fazendo sinal para exigir passagem. Com um dedo só, se é que me entendem. Uma senhora, bem no meio de uma avenida, a quilômetros de uma sinaleira, deu guardachuvadas num taxista que tentou alertá-la que a vida é curta.

Já os motoristas agem como os animais que sempre foram, só que, pela primeira vez, acuados. Quer dizer, piorou. Gesticulam, gritam, resfolegam, protestam, estão parecendo ciclistas!

O Kassab só deve andar de jatinho e helicóptero. Por isso é inocente na história: ele não tem experiência nesse troço de passar sufoco na rua, nem tinha como opinar. Mas que as agências de publicidade ganharam um dinheiro na faixa, ah, ganharam.

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11 maio 2012

Carta Capital  Policarpo, pede pra sair

Dias atrás eu defendi que a Veja demitisse o seu editor-chefe, senhor Policarpo Junior. Hoje eu pensei melhor. Na verdade, o que se espera do jornalista e assessor de bicheiro é que peça demissão. O moço simplesmente não sabia da ligação do senador Demóstenes Torres com Carlinhos Cachoeira! Isso mesmo. Editor-chefe da revista, íntimo dos poderosos e nada sabia. Que jornalista mais mal informado!

Se fosse cirurgião, não saberia pegar em um bisturi. Jornalista mal informado não é jornalista. Como bem mostra a Carta Capital, a Veja tinha pleno conhecimento das relações entre Demóstenes e Cachoeira. Só o Policarpo desconhecia?

E não é que chegou o dia em que os barões da mídia se uniram para impedir uma investigação? Na mesma semana, editoriais dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo saíram em defesa de Policarpo, pego em mais de 200 conversas telefônicas suspeitas com o contraventor Cachoeira. Duzentas. Para a chamada grande imprensa, convocar um de seus subalternos para depor é um atentado à democracia. Eles se julgam acima da lei, intocáveis. Mais do que arrogância, só pode ser medo. Perderam a compostura.

Trata-se, simplesmente, de prestar esclarecimentos. Se o jornalista não tem nada a esconder, por que esse escarcéu todo? Basta explicar de que tanto falavam. Por que nas conversas eles parecem agir como aliados, com inimigos em comuns?

Uma dessas sabotagens, sabe-se hoje, foi contra o então diretor da Polícia Federal Paulo Lacerda, demitido do cargo por conta de denúncias (falsas) ostentadas em capas da publicação da família Civita. Esse homem, ao que tudo indica honesto, sentou-se diante de deputados e senadores para prestar depoimento. Mas o Policarpo não pode.

E a fúria com que tentaram colocar no banco dos réus até mesmo o presidente Lula? Governadores, parlamentares, empresários, cidadãos comuns. Todos podem ser chamados para depor. Mas o Policarpo e o sr. Civita não.

O mais indecente de tudo é que Policarpo Junior já depôs numa CPI. Sabia? Pois é. Foi em 2005, a convite. Naquela ocasião, ele foi, todo sorridente. Nenhum editorial se levantou para dizer que aquilo era um atentado à liberdade de imprensa. Sabe por que, prezado internauta?

Porque Policarpo Junior, veja só, depôs como testemunha de defesa de um bandido. De defesa. Sabe de quem? Adivinhou: Carlos Cachoeira. O coitado estava sendo vítima de chantagem, declarou o aspone de bicheiro.

Segundo Policarpo, o então deputado André Luiz, (sem partido-RJ) teria tentado extorquir R$ 4 milhões do bicheiro, para evitar que seu nome constasse no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito da Loterj, instaurada no ano anterior pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Não é muito cinismo? Para defender bandido, Policarpo pode depor. Para prestar esclarecimentos à sociedade, não.

Os tubarões da mídia estão desesperados. Podem publicar centenas de editoriais. Podem estrebuchar o quanto quiserem. O povo não é bobo: Policarpo, pede pra sair!

Assista à reportagem do Jornal da Record sobre a relação entre Cachoeira e Veja:

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10 maio 2012

389278 10150780228876638 142404191637 9762698 2086999086 n1 Os bananas e a macacada

Depois não digam que eu não avisei. A onda do politicamente correto vai virar um tsunami. E vai afogar a todos num oceano de bobagens. Essa turma de engomadinhos não tem limite. Abrem mão do bom senso sem nenhum pudor, em troca das mais insanas paranoias. Gente doida.

A última aparição desses bananas assassinos se deu por conta da música “Kong”,  de Alexandre Pires. No vídeo de divulgação, o cantor e convidados, entre eles Neymar, aparecem vestidos, vejam só seque coincidência, de gorilas. Kong. King. Entendeu?

Pois tem gente que não entendeu. Viram racismo onde eu só vejo bom humor e música ruim. Se o Ministério Público implicasse com a baixaria da letra, já seria coisa de primatas. Mas acusar um cantor negro de racismo é piada pior que as do Danilo Gentili.

A música não ofende ninguém, além dos que ainda cultivam alguma esperança na música popular. Fora isso, só uma mente bem pervertida para enxergar algum preconceito naquela porcaria.

Deve ser falta do que fazer. Ou vontade de fazer o que não faz falta. Caso uma única folha de papel tenha sido gasta nesse delírio já é questão de enquadrar em crime ambiental.

Se à primeira vista essa situação parece apenas esdrúxula e patética, não vamos nos iludir, logo ali na frente todos perdem o controle e entraremos num mundo de regras absurdas para situações banais.

Quanto menos o Estado (leia-se Executivo, Legislativo e Judiciário) se meter em questões subjetivas, melhor para a humanidade. Trabalho é que não falta para nossos funcionários públicos.

Essa quadrilha dos politicamente corretos precisa levar uma enquadrada. “É no pelo do macaco que o bicho vai pegar”. Tô avisando.

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9 maio 2012

pizza provocador ok Justiça só se faz a céu aberto

A investigação das ligações criminosas de Cachoeira, revista Veja e políticos corruptos corre o risco de se tornar, literalmente, uma conversa a portas fechadas que não ecoará em lugar nenhum. Coisas de Brasil. Mais uma pizza pode estar entrando no forno do Congresso Nacional.

A maioria dos integrantes da CPMI que investiga o caso decidiu, nesta terça-feira (8), que os trabalhos seriam iniciados com uma sessão secreta, restrita apenas a quem faz parte da própria comissão. Leia aqui.

Desconfiar de uma manobra dessas é questão de sanidade mental. Por quê? Me digam: por que aquela que tem tudo para ser a maior devassa dos últimos anos vai começar da pior forma possível? Qual o motivo para que reuniões sobre o assunto sejam feitas longe dos olhos e ouvidos da opinião pública? O que têm a esconder? Dizer que a abertura da sessão pode prejudicar o andamento do processo contra o criminoso não é justificativa aceitável quando temos diante de nós um assunto de tamanho interesse nacional.

Boa coisa, não é. Graças ao trabalho da Polícia Federal e da Justiça, chegamos num ponto inédito, em que diversos setores da vergonha nacional se veem acuados. Políticos de vários partidos, empresários de todas as cores e, finalmente, grandes expoentes da mídia (notadamente o senhor Roberto Civita) terão de prestar contas à sociedade.

É uma oportunidade única de passar o País a limpo. Todo mundo vai ter de cortar na própria carne, não só a oposição, mas também o PT e o governo Dilma. Deveria ser uma questão de sobrevivência para a própria democracia. É muita sujeira, não cabe embaixo de nenhum tapete.

Ao optar pelas sessões secretas, a CPMI permite que qualquer cidadão imagine os parlamentares negociando entre si os acordos mais espúrios, as omissões mais criminosas, os ingredientes mais indigestos para outra pizza ser esfregada na cara do povo brasileiro.

A chamada grande imprensa vai fazer vistas grossas. Jogo de cena, nada mais. Ela também está acuada, torcendo para que tudo fique nas mãos dos pizzaiolos de sempre, com seus fornos entrevados nas cavernas.

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8 maio 2012

civitalatamaior O desespero de Civita

Dizem que a melhor defesa é o ataque. E quando não há defesa? A revista Veja responde: o ataque gratuito.

Ontem, quase 24 horas após a veiculação das denúncias contra a revista levadas ao ar pelo Domingo Espetacular, da Record, o senhor Roberto Civita (dono, patrão e responsável por Veja) usou sua caneta de aluguel e publicou em um bloguinho do site oficial da publicação uma série de ataques gratuitos, grosseiros e infantis contra o empresário Edir Macedo e a Record.

No lugar de explicar as acusações contra seu jornalista Policarpo Júnior - o homem de Cachoeira na Veja -, Civita partiu para cima de quem o denunciou.

As ligações telefônicas suspeitas, registradas pela Polícia Federal e mostradas pela Record, entre o jornalista e a quadrilha montada pelo bicheiro, não tiveram como origem ou destino qualquer celular da Record, como você pode ler aqui.

Há tempos a Veja deixou de ser uma revista para virar um panfleto. Não é preciso ser jornalista para saber disso, mas a explicação dada pela cúpula da “publicação” de que “ter uma fonte corrupta não torna o jornalista corrupto” é digna de estudo psicológico.

De fato não torna, desde que a ligação entre a fonte e o jornalista não gerasse cinco capas com denúncias “embasadas” em interesses de bandidos.

Quem diz isso não sou eu, basta contar as capas e constatar. Notícia plantada (inventada) ganhou destaque em Veja. E se não houvesse essa denúncia? Quantas mais viriam? Será que Cachoeira e seus comparsas fizeram tantas denúncias somente porque desejavam o bem do Brasil?

A escuta da Justiça mostra que apenas a ponta do podre iceberg que sustentava as operações dos Civita deu as caras.

São duzentas ligações (isso mesmo: duzentas!!) entre Policarpo e o criminoso registradas pela Polícia Federal. Vem muito mais por aí e a Editora Abril sabe disso,  assim como seu dono. Por isso o desespero. Pelo teor da raiva, imagino como a Veja deve atacar a Record nas páginas panfletadas de sua revista.

Não é batendo em Edir Macedo ou na Record que se resolve a questão, meu caro Civita. É dando a cara para bater. A sua, a de Policarpo e de quem mais estiver envolvido nesta sujeira. É passando a limpo a sua revista.

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7 maio 2012

A Veja deveria ser coerente com seu histórico de arrogância e usar contra o diretor da revista em Brasília, Policarpo Junior, os mesmos métodos fascistas e truculentos que a consagraram como Diário Oficial da Nova Inquisição. Nem que fosse por hipocrisia, outra marca do semanário da família Civita.

A credibilidade desse jornalista virou pó. Se ele fosse ministro do governo Dilma, estaria queimando numa fogueira de denúncias em praça pública. Mas não. Sabe o que Veja fez no primeiro dia útil deste 2012? Promoveu Policarpo a redator-chefe, ao lado de Thaís Oyama, Fábio Altman e Lauro Jardim, com a saída de Mário Sabino no último dia de 2011.

Voltemos ao caso em questão.

Não há mais dúvidas de que a relação do escrevinhador com o bicheiro Carlos Cachoeira foi criminosa ou, no mínimo, promíscua e incompatível com o mais frouxo dos códigos de ética jornalística.

Não param de vir à tona novos fatos que comprovam que Policarpo era usado como porta-voz e escriba dos interesses do crime organizado. Leia aqui.

Para a sociedade, o cara já está morto profissionalmente. Ele não passa de aspone de contraventor. Mais que uma fonte, Cachoeira praticamente pautava a publicação, sempre a partir dos interesses mais espúrios. Gravações telefônicas grampeadas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, deixam isso muito claro.

O mais provável é que a Veja entregue a cabeça de seu colaborador numa bandeja de prata, mas com fundo falso. O cara vai cair pra cima. Deve ganhar algum cargo corporativo e ser colocado na geladeira, longe da redação. Uma espécie de exílio na Sibéria, só que numa sala com ar condicionado e secretária. Logo a Veja, que critica tanto o stalinismo e aqueles que reescrevem a história queimando arquivos e apagando seus crimes e erros.

O jornalismo “investigativo” dos Civita foi feito com informações repassadas por um bicheiro com o único objetivo de beneficiar um grupo criminoso. Para aplicar essa “política editorial”, recrutaram mentirosos, arapongas e gente desqualificada. Eles devem explicações não só a seus leitores, mas à opinião pública.

É preciso insistir neste assunto, diante do pacto de silêncio decretado pela chamada grande mídia. Nós não veremos nem ouviremos nada sobre isso na Folha de S.Paulo e nas Organizações Globo.

Por que essa blindagem, essa cortina de fumaça, esse cordão de isolamento?  São perguntas sérias, que a CPI do Cachoeira, instalada em Brasília, tem  a obrigação de responder. E nós, a de cobrar.


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2 maio 2012

.

cpi dobicheiro .

O assunto é sério. Gravíssimo. E é hora de todo cidadão honesto ficar alerta. Os barões da mídia se uniram para que uma CPI não passe a limpo as relações criminosas do bicheiro Cachoeira e parte da chamada grande imprensa brasileira, principalmente a revista Veja.

O País não pode perder essa oportunidade de desmascarar aqueles que toda semana tentam mostrar nas bancas que são os reis da honestidade. Falam de ética, mas agem como traficantes da informação. Investigações da Polícia Federal já revelaram que a Veja, revista da família Civita, agiu como porta-voz do bicheiro, preso desde o final de fevereiro, e manteve com ele uma clara troca de favores.

A relação fere, no mínimo, qualquer princípio do bom jornalismo. Evidências mostram que a Veja se submeteu aos interesses do crime organizado, jogou a favor de um determinado grupo político por interesses desconhecidos e usou informações obtidas de forma ilegal para atacar seus inimigos.

O diretor de jornalismo da Veja em Brasília virou confidente, amigo íntimo, do bicheiro Cachoeira e de sua turma envolvidos até o pescoço com ações criminosas, como provam as centenas de ligações grampeadas com autorização judicial. Eles escolhiam até em qual parte da revista a informação "denunciada" seria publicada.

Quando as denúncias contra o senador Demóstenes Torres e seus negócios com o bicheiro Cachoeira ameaçavam trazer à tona toda sujeira, a revista dos Civita preferiu dedicar uma capa ao Santo Sudário. Bem diferente da cobertura dedicada ao Mensalão, que mereceu 27 capas desde maio de 2005. Repito: 27. Vinte e sete. No dia 18 de abril até ensaiaram tocar no assunto como matéria principal, mas fizeram com a palavra MENSALÃO impressa assim, em letras garrafais em meio a uma cortina de fumaça. Coisa que a Editora Abril parece conhecer bem.

Globo e Folha de S. Paulo fazem barricada para proteger Veja. É de dar calafrios quando essa turma se une. Onde estão as reportagens no Jornal Nacional citando a revista e a editora abertamente? Onde se escondeu o jornalismo "plural e independente" da Folha?

Querem proteger os que praticam um crime.

Na edição desta semana, a Veja tenta intimidar os parlamentares que podem investigar as ligações de Cachoeira com a revista. “Vou explodir”, avisa Cachoeira da prisão, de acordo com uma chamada no alto da capa. Em entrevista a revista, Andressa Mendonça, mulher do contraventor, diz que o marido pode revelar tudo o que sabe. E agora, Veja?

O mais importante agora é ver a coragem dos parlamentares para levar de fato Roberto Civita, o dono da Veja, a sentar-se em uma das cadeiras da CPI e encarar as perguntas daqueles que estão lá como representantes do povo. O mesmo povo que a Veja tenta enganar todos os fins de semana.

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