22 novembro 2009
Acabo de chegar, ainda nem deram crachá e já me vejo em meio a um tiroteio.
Até a Sabrina Sato sabe que a Record tem inimigos declarados. A Folha de S.Paulo e a Globo fazem questão de deixar isso bem claro. OK, legítimo. Ninguém é obrigado a ir com a cara do outro.
Mas sair por aí falando pelas costas e espalhando mentiras, que coisa feia.
Ainda essa semana passada, ocorreu mais um round dessa briga que ninguém vai apartar. Dá uma olhadinha.
Que papelão, né? Um jornal tão conceituado, tem até Manual de Redação e rabo preso com o leitor. Era de se esperar que o ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva, tocasse no assunto e puxasse a orelha da turma em sua coluna desse domingo, 22. Nada. Ignorou.
Conheço o Carlos Eduardo. É um cara sério, bem sisudo, com uma carreira bacana. Foi um dos mentores do Projeto Folha, que de fato modernizou o jornalismo brasileiro.
Mas parece que nessa briga ele não quer ou não pode se meter. Seria enriquecedor para todos ouvir suas ponderações sobre técnicas de apuração, manipulação e direito de resposta.
A matéria é tecnicamente uma farsa. Um texto daqueles não é publicado sem passar por uma boa dúzia de manés e uns dois ou três cabeçudos que passam as férias na Europa. Redator-chefe, editor, subeditor e repórteres que sabem o que estão fazendo. São pagos pra isso.
O ombudsman comeu bola. Ou ele também sabe o que está fazendo? Será que o representante dos leitores da Folha concorda com essa orquestração? Porque ele, que já foi maestro, ficou só no pianinho.












