27 dezembro 2009

Essa história do garoto Sean rendeu demais para tão pouco assunto. É claro que um filho tem que ficar com o pai e não com a avó. Precisa dessa conversa toda? Ô mania de se meter na vida dos outros.
Nem ia entrar no assunto, não é da minha conta. Mas, quando vi a balbúrdia em frente ao consulado dos EUA, pensei: "Essa família brasileira gosta de um barraco, heim?" Estavam fazendo cena. Drama.
Mas, em seguida, o pai embarca com o menino em um avião fretado por uma emissora de TV norte-americana! Tenham dó. Quanto oportunismo.
A cabeça desse moleque deve ter virado omelete com bacon. Usaram o pirralho como corda de cabo-de-guerra. Os dois lados perderam o senso de ridículo. Devem estar gostando da muvuca.
E a mídia, como sempre, fazendo novela com roteiro ruim. Nem o Manoel Carlos conseguiria esticar tanto uma historinha dessas.
O único detalhe relevante é que a família gringa é bem mais pobre que a brazuca. Aposto que essa viagem à Disney será a primeira e última. Se ficasse no Brasil, o padrasto levaria o menino a cada seis meses. Menino azarado, esse Sean.
Virou vítima do improvável: um padrasto brasileiro rico e um pai americano durango.
O advogado da avó brasileira declarou que o governo tem a obrigação de apoiá-los. Que seria "impensável" isso não ocorrer. Era só o que faltava. Dinheiro público gasto em briga de família.
Parem de dar corda pra essa conversa mole. É evidente que o pai americano vai deixar a avó visitar o moleque (leia aqui).
É óbvio que logo o menino vai estar feliz ao lado da nova família. Mesmo que não volte mais à Disney.
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