27 janeiro 2010
Obama é o cara certo, na hora certa, no país errado. Chegou chegando, ganhou o Nobel da Paz, virou sinônimo de esperança para o Ocidente. O primeiro negro a comandar o Império. Que contra-atacou.
Justiça social, defesa do meio ambiente e o fim das guerras. Fechamento de Guantánamo. Retirada das tropas do Iraque. Acordo em Copenhague. Até agora, tudo conversinha.
Sua eleição teve um alto valor simbólico. Parecia que ia enfrentar a turma de Wall Street. Mas que nada. Fez o mesmo de sempre, e a patota está lá, esbanjando arrogância e dinheiro.
Obama não tem forças para enfrentar a direita sanguinária e o capitalismo selvagem. Talvez até tenha as melhores intenções. Mas está faltando dar murros na mesa. Dizer quem manda e a que veio.

O presidente dos EUA está encurralado. Para aprovar sua reforma no sistema público de saúde, praticamente se humilhou. Teve uma vitoria pífia.
E não vai cumprir nenhuma de suas promessas. Ao contrário. É frouxo. Ele amarelou.
Mais soldados americanos foram enviados ao Afeganistão. Tratou o golpe de estado em Honduras com a mesma petulância de sempre. Reforçou a base militar na Colômbia. Mandou ajuda ao Haiti desde que aparecesse como o grande benfeitor. Um ianque típico.
E a China não está para brincadeira. Provavelmente, vai tomar o lugar dos EUA como maior economia do mundo em 2020. Daqui a pouco. Eles vêm com tudo.
Assistiremos ao declínio do império americano. As invasões bárbaras estão prontas para avançar sobre todas as muralhas. E o Obama lá. O cara. Mas... do que mesmo?
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