30 março 2010

A horda enfurecida em frente ao Fórum de Santana deveria se reunir novamente. Na porta do Supremo Tribunal Federal. Para perguntar por que o casal Nardoni saiu do julgamento e foi posto novamente na prisão. Que injustiça é essa?

Eles nem réus confessos são. E o Pimenta Neves, que nunca negou ter assassinado a também jornalista Sandra Gomide? Sim, ele deu dois tiros na ex-namorada, um pelas costas e outro no ouvido. Pois o animal ainda está solto, apesar de condenado desde 2006, quatro anos após o crime.

pimenta neves agliberto lima AE Por que os Nardoni não estão soltos como o Pimenta Neves?

Depois de julgado em primeira e segunda instâncias, o ex-diretor de redação de O Estado de S. Paulo até agora só pagou um ano e onze meses das quase duas décadas de prisão que deveria ser obrigado a cumprir.

Graças ao Supremo, que lhe deu o direito de aguardar em liberdade até que se esgotem todas as falcatruas jurídicas que a Corte lhe assegura. Não é assim que funciona a Justiça deste país?

Esse é o chamado princípio da presunção da inocência, segundo o qual ninguém pode ser considerado culpado antes que todos os recursos da defesa sejam julgados à exaustão.

Ou isso só vale para quem tem dinheiro para pagar bons advogados? Os mesmos doutores que tripudiam dos que acreditam que um assassino confesso precisa ir para a cadeia.

Temos o direito de saber. O Pimenta Neves aguarda a apreciação de seus infinitos recursos muito bem instalado no seu casarão na Chácara Santo Antônio, bairro nobre de São Paulo. Vive de duas boas aposentadorias privadas. É de cortar o coração. A facadas.

Recursos jurídicos servem para evitar que o acusado seja vítima de alguma injustiça. Mas, no Brasil, são usados para um único fim: o de garantir a impunidade dos endinheirados.

Sabe aquelas pessoas que não precisam trabalhar e ficam cuidando da vida alheia? As caricaturas de paladinos da Justiça? Os heróis anônimos que covardemente hostilizam familiares de réus e agridem fisicamente advogados de defesa?

Pois então. Chamem a Gloria Perez e façam algo realmente útil. Deem mais uma mãozinha para que o bem triunfe sobre o mal. Que armem o circo romano da vingança para exigir que os monstros sejam castigados.  Toda fúria é pouca nessas horas.

Se os desocupados que saíram de suas casas para fazer algazarra têm alguma vergonha na cara, faço um pedido. Se realmente estão preocupados com a Justiça, que peguem um busão até Brasília. E armem seus barracos na frente de quem tem algo a dizer. O Supremo Tribunal Federal merece dormir com um barulho desses.

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26 março 2010

Os moralistas podem entrar em pânico. Baseado numa pesquisa feita na Inglaterra, é possível afirmar que as mulheres jovens de hoje têm tantos parceiros sexuais quanto os homens de antigamente.

Dez por cento das 3 mil inglesas que responderam ao questionário (feito por uma empresa farmacêutica) afirmam ter transado com mais de 10 caras. Aos 24 anos. Nada de beijinho e ralação. Só valia o serviço completo. Elaiê.

Na média, as moças mandaram ver com 5,65 rapagões. Três vezes mais mocinhos do que as suas vovós pegavam (1,67) quando tinham a mesma idade, na década de 1960. As suas mamães, nos anos 80, saboreavam 3,72 espécimes masculinos.

Os homens que fiquem espertos. O mito de que eles acumulam conquistas, enquanto as meninas ficam se guardando, já era. É visível isso, convenhamos.

A erotização precoce, a queda de tabus como a virgindade, a naturalidade com que o sexo é tratado, tudo isso é gritante. As mulheres são independentes, os direitos são iguais, aquela conversa toda.

Patético é os homens promíscuos serem  tratados como garanhões e pegadores, enquanto elas são vagabundas e vadias. Ah, tá. Esse raciocínio é de um requinte intelectual admirável.

Os machos precisam se cuidar. Podem engolir seco, salivar, ficar inseguros, sentir medo, raiva, nojo, inveja, o que for. Já era. A mulherada está pegando pesado mesmo. Como eles sempre fizeram. A diferença é que elas não saem por aí contando vantagem.

Os homens não suportam mulheres com passado. Tudo bem. As mulheres não suportam homens sem futuro. Se vira, mané.

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24 março 2010

 

caso isabella nardoni Júri popular não passa de um paredão

O júri popular foi a maneira que a civilização encontrou para substituir o linchamento. Muito mais higiênico, bem menos cruel. Mas igualmente humano. Portanto, falível.

O que muitos querem é fazer justiça com as próprias mãos. O que mais justificaria a horda que se amontoa em frente aos tribunais em julgamentos como o do casal Nardoni?

Fica todo mundo lá posando de bonzinho e indignado. Falso. Dizem que foram prestar solidariedade. Mentira. Eles querem alimentar seus instintos mais primitivos.

No fundo, querem ver sangue. Vingança. No íntimo, gostariam que algo fugisse ao controle e pudessem esquartejar, trucidar e linchar os supostos assassinos.

Não vem ao caso se são inocentes ou culpados. O fato é que ninguém fora dos tribunais teve acesso ao inquérito, aos laudos, testemunhos, tudo isso que leva trabalhosos meses para ser colocado definidamente.

Baseado em convicções mais próximas de palpites do que certezas, as pessoas já se decidiram sobre a inocência ou culpa das vidas em jogo. Como num paredão de BBB, muitos foram eliminados assim, sob o grito das multidões. Em fogueiras medievais ou em modernas cadeiras elétricas.

A Justiça falha, em qualquer lugar do planeta. Aqui no Brasil, então, é o fim do mundo. Estamos longe de ser um país justo. Inclusive na hora de absolver (para que não venham os que ladram contra os direitos humanos).

Doca Street, assassino confesso, foi absolvido num primeiro julgamento. Os cidadãos do júri chegaram à conclusão que a vítima do crime, Angela Diniz, era uma vagabunda e merecia morrer. Meigo.

Recentemente, um júri popular inocentou os três acusados de matar o bombeiro João Adalberto da Costa, em 2006, durante os ataques daquela famigerada facção que controla o crime em São Paulo. Provas não faltaram. E nem ameaças de retaliação, provavelmente. Jurado também tem medo.

Mesmo sendo falha, e lenta, e favorável aos ricos, a justiça feita apenas por togados é em tese fria, técnica, profissional. E erram, como erram. Imaginem a decisão tomada por pessoas comuns, anônimas, despreparadas. Sujeitas ao clamor popular. Ou ao tédio de sessões que se estendem por dias e dias.

Já existem muitos especialistas que condenam à morte a instituição do júri popular. Daqui, a distância, contem com meu voto. Silencioso.

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23 março 2010

blog provocador Toma que o terreno é meu

Vamos combinar um negócio? Vou invadir o quintal da sua casa. Não vou pagar nada por isso. Também vou proibir sua família de entrar na área. Para garantir, vou colocar cerca em volta, com seguranças. Depois de anos, porque eu sou bonzinho, vou devolver o pedaço. Mas só se você me agradecer por isso. Está bom assim?

Foi essa a imagem que me veio quando soube que a Rede Globo “doou” um terreno para o governo do Estado de São Paulo construir uma escola técnica. Li isso no portal Comunique-se, voltado para profissionais de comunicação. “Doou”. Doeu. Deu o que não era dela! Quer dizer então que não devolveu! Cara de pau!

Para quem não conhece a história, é rapidinho: a Globo incorporou ao seu patrimônio um terreno público de quase 12 mil metros quadrados, avaliado em mais de R$ 11 milhões. A área fica contígua ao prédio da emissora no Brooklin, em São Paulo. Terrenão.

Era uma praça. Virou pista de cooper exclusiva aos funcionários da emissora. Ninguém podia frequentar o lugar. Tinha grade e vigilância 24 horas. Apropriação indébita. Invasão, se o MST se atrevesse a fazer algo parecido. Caso de polícia.

Houve uma gritaria, claro. O povo não é bobo. Conversa vai, conversinha vem, semana passada a Velha Senhora assina um convênio com o Serra e posa de bacana. Detalhe: a tal escola vai formar profissionais de quê? De multimídia, áudio e vídeo. Quanta generosidade!

Aí vou no site da Globo e vejo que o terreno “é propriedade do Estado”. Então confessaram o crime?! Invadiram a área esses anos todos. Para uso particular e mesquinho. Sem gastar um centavo. Socorro! Cadê o Ministério Público? Hein?

Não vão ser punidos por isso? Não, não. Vão ficar olhando para nossas caras de patetas esperando que a gente diga obrigado, obrigado. Ah, vá. Chama o ladrão! Chama o ladrão!

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19 março 2010

Os Estados Unidos estão pressionando o Brasil a cortar relações com o Irã. Afinal, eles são inimigos mortais, certo? Como sempre, não é bem assim. Os dois países são parceiros numa guerra: contra as drogas.

E acabam de fechar um acordo em quem se tornam colaboradores bilaterais no sangrento combate ao tráfico e consumo de substâncias ilícitas. Nisso eles se entendem.

O negócio dos dois é dar porrada. A prioridade? Fortalecer a indústria bélica. O Irã, por convicção. Os EUA, por dinheiro mesmo.

Eles enfrentam o narcotráfico com armas. Militarizam o assunto. Como se resolvesse. Mas é só pretexto para expandir seu poderio. Os norte-americanos constroem bases militares fora do seu território com essa desculpa.

As drogas são mais um problema de saúde pública do que uma questão militar. O mundo se recusa a legalizar o consumo. E assim retroalimenta o crime organizado.

Mesmo os que são contra a legalização hão de convir que essa guerra não tem fim. Nem terá. Há décadas são gastas fortunas nessa política, sem que os traficantes recuem um centímetro sequer.

O Reagan esbravejava que a luta contra as drogas ocorreria dentro e fora do território norte-americano. Mas o que ele queria mesmo era combater o comunismo. Era truque.

Pretexto. Sempre foi. Os norte-americanos, todo mundo sabe, são campeões mundiais no consumo de substâncias proibidas. Não por acaso.

O Irã pune o tráfico, em qualquer quantidade, com a pena de morte. Em praça pública, enforcam o condenado e o deixam pendurado em hastes de guindastes por horas.

Cerca de 60% das execuções ocorridas no Irã envolvem a venda de drogas proibidas, incluído o álcool. Por lá, todo ano, são executadas cerca de 350 pessoas. Credo. E mesmo assim o tráfico continua florescendo.

Esses dois países fracassam vergonhosamente no combate às drogas. Mas querem mais guerra.  São viciados nisso.

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18 março 2010

O Kassab é um gênio. Sua inteligência iluminada teve uma ideia magistral. Para acabar com os acidentes envolvendo motociclistas ele resolveu eliminar as motos. Como ninguém pensou nisso antes?!

Simples, não? Num esforço gigantesco de logística e esmero técnico, a prefeitura de São Paulo identificou as vias de trânsito mais perigosas para os motoboys. Marginal Tietê e avenida 23 de Maio. Uau. Podia ter perguntado, era mais rápido.

E aí? Implantaram motovias nos locais? Deram início a uma campanha de conscientização? Aumentaram a fiscalização? Não. Vão proibir a circulação de motos nesses corredores. Pronto.

Kassab Para Kassab, governar é fechar estradas

Governar é abrir estradas, dizia o Washington Luis. O Aquassab prefere fechar ruas. E restringir caminhões. E proibir outdoors. E interditar boates. E inundar a cidade.

O prefeito alegou (ou alagou?) que serão construídas oito faixas exclusivas até o fim de 2012. Só não sabe onde ficarão sete delas. Que franqueza!

Quanto mais complexo o problema, mais singela é a solução. Ainda bem que o iluminado não se comprometeu a acabar com a pobreza.

Ele podia seguir a sabedoria popular e, em vez de retirar as motos das marginas, tirar os marginais das motos. Aí sim. Pronto.

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17 março 2010

A Justiça brasileira é o que todo mundo sabe, um desastre. Mas a Justiça Desportiva consegue ser pior.  É de mentirinha.

Pois não é que querem mostrar serviço? A procuradoria do TJD enquadrou o Neymar, atacante do Santos, e sugerem uma pena que pode chegar a 18 jogos de suspensão.

Neymar A injustiça da Justiça Desportiva

Que bonito é. A que ponto chegaram, resolveram bater em criança. Um bando de marmanjo trocando porrada por aí e implicam com o moleque. Covardia.

A falta que o pirralho fez no adversário merecia o cartão vermelho. Pronto. Mas não foi “agressão física” como querem nossos prelados das peladas.

Ele falar palavrão também causou muita indignação nas vestais dos vestiários. Foi considerado coisa feia, “atitude antiética”.

Que estádios de futebol esse pessoal frequenta? Atleta com boca suja é um padrão mundial. Pensei até que constava das regras a obrigatoriedade de ficar xingando em campo.

O Santos é ruim de bastidores. Não faz parte da patotinha poderosa. É bem capaz que usem o Neymar de bode expiatório. Vão dar um puxão de orelhas no craque, para servir de exemplo.

Por que não deram umas palmadas no Diego Souza, do Palmeiras? O sarrafo que ele deu no Domingos, também do Santos, ano passado, foi típico de um arruaceiro. No fim, pagou umas cestas básicas e ficou por isso mesmo.

Mas se o julgamento do Neymar não der em nada, também deixo aqui meu protesto. O que me interessa é falar mal da Justiça Desportiva. Eles merecem.

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16 março 2010

A vida do Zezé Di Camargo é mais importante que a do Fernando Henrique Cardoso. Pelo menos para a imprensa brasileira.

É o que indica a repercussão dada aos dois filhos que eles supostamente tiveram fora do casamento.

Quando FHC era candidato, em 1994, os jornalistas não acharam relevante expor que o tucano pulou a cerca e teve um rebento com a repórter Miriam Dutra, da Globo. Agora que não é candidato a nada, o homem assumiu a paternidade. Antes tarde.

Mas quando o cantor sertanejo é envolvido num hipotético romance com a atriz Mariana Kupfer, aí vira notícia. Vai entender.

A turma precisa decidir se a vida privada de quem quer se seja é relevante ou não. Os manuais de redação dizem que isso é feio. O que não pode é ter duas medidas, ao sabor das conveniências.

Particularmente, estou mais preocupado em conhecer o caráter de um presidente da República do que o de um artista. Um deles pode comprometer minha vida. O outro, no máximo, meus ouvidos.

O fato é que muitos jornalistas continuam a invadir a privacidade dos famosos. Cuidam da vida dos outros, principalmente a sexual. E a gente que se ferre.

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15 março 2010

Esse assassino do cartunista Glauco provavelmente vai ser considerado louco. Portanto, inimputável. Não vai a júri popular, nem será condenado pelo crime absurdo que cometeu. Ainda bem.

O elemento é uma caricatura de psicopata. Tem todos os tiques, até o sorriso cruel e cínico. Tendo chance, vai voltar a matar, com certeza. Ele é do mal.

Se for responder diante da Justiça pode até pegar a pena máxima de 30 anos. Mas estará nas ruas em menos de seis, sete anos. O doidão é de família abonada, vai ter excelentes advogados, aquela história de sempre.

Mas tudo vai dar certo e ele será dado como doente mental. Vai mofar num manicômio judiciário. Para sempre.

Cadu Tomara que o assassino do Glauco não seja julgado

Casos como o dele são irreversíveis, garantem os psiquiatras forenses. Não há cura. Nem alta. Podem trancar e jogar a chave fora.

Pena que isso não se aplique a tantos outros assassinos. Quem mata outra pessoa no domínio de suas faculdades mentais se dá bem. Terrível que a medicina seja mais severa que o judiciário.

Que loucura.

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12 março 2010

Nunca discordei do meu querido colega e amigo Eduardo Marini. Vou aproveitar a rara oportunidade: não acho o beijo da modelo Cristina Mortágua no filho de 15 anos nem grotesco, nem ridículo, nem nada. Leia mais aqui.

Só é fútil. Como tudo que diga respeito à obsessiva mania de querer aparecer a qualquer custo. As celebridades de forma geral expõem seus filhos. Desde a maternidade. Vendem fotos deles para as revistas de fofocas. No berço, na praia, na festinha de aniversário. Enfim.

A pancadaria que a moça tem recebido é desproporcional ao festival de sexualidade explícita desses nossos tempos sombrios. Estão apedrejando a mulher como se fosse uma adúltera iraniana.

Alguns a matariam, se pudessem. Por que ela beijou o filho na boca? Por que estão seminus? Ter se envolvido com o Edmundo já não foi castigo suficiente?

Medo. Tenho medo desse moralismo. É violento, assustador. Freud explica. A tragédia grega explica. Nelson Rodrigues explica. Minha explicação é dispensável.

As reações têm sido mais doentias do que a pressuposta obscenidade do ato edipiano. Só falta dizerem que aquilo é pedofilia. Alguém vai propor que ela perca a guarda do moleque. Aguardem.

Não me ofende, não me incomoda, não estou nem aí se dois homens se beijam. Se duas mulheres se beijam. Se três pessoas se beijam. Vou ficar indignado porque uma mãe e um filho se beijam? Era só o que me faltava.

O que me incomoda, me entristece e acho obsceno é essa multidão de anônimos e sem-talento brigando para aparecer. Seja no BBB, na Fazenda, na Sapucaí, na Caras, no Twitter, no escambau.

Todo mundo quer ficar famoso. Dar autógrafos na rua, ganhar carro, ser entrevistado na TV. Ganhar dinheiro sem trabalhar, sem estudar, sem dar nada em troca. Isso que é grotesco e me dá nojo quando eu vejo a Cristina Mortágua.

Mais ridícula é a tarja encobrindo o rosto do menino que colocaram no vídeo. Como se ele fosse um bandido. Ou precisasse ser preservado. Do quê? De um beijo da mãe! ?

Essa reação das pessoas, sim, vai traumatizar o garoto. Tirando a falta de talento da mãe, esse menino não teria do que se envergonhar.

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