6 abril 2010

Essa turma do BBB sabe aproveitar seus 15 minutos de fama. Antes de virarem pó, ganham uns trocados bem legais. Estão na deles. Intrigante é ter quem pague. Pagando, que graça tem?

Por que um dono de boate acredita que vale a pena desembolsar 20 mil reais para ver a Angélica Morango por duas horas? E 15 mil reais pela Cacau Melancia ou o Eliezer Banana? O Dourado Pé na Jaca, então, vale 50 mil? Esses empresários são loucos de rasgar dinheiro?

Que fique bem claro. Vou repetir. Nada contra gente sem nenhum talento fazer um pé-de-meia honesto. Vão precisar. O que merece algum estudo psiquiátrico é ter quem pague para vê-los.

Qual o problema, afinal? Não há nada em suas vidas que faça sentido? Pensam em suicídio com frequência? É algum tipo de ajuda humanitária? Temem pela sanidade desses pobres coitados?

O “show business” chegou a esse estágio de decadência. Há muito que artistas de TV sobrevivem à base de bailes de formatura, batizados e churrasco na laje. Cada um no seu quadrado. Minúsculo, por sinal.

Mais triste é saber que as plateias chegaram a esse ponto. Bons tempos em que a fama era reservada a pessoas especiais. E nos sentíamos especiais por poder admirá-las.

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