12 abril 2010

O juiz que libertou o assassino Admar de Jesus precisa vir a publico pedir perdão à sociedade. E, voluntariamente, deveria ir para a cadeia junto com o psicopata.

Com certeza, esse magistrado teve acesso ao laudo psiquiátrico feito em agosto do ano passado. O documento apontava que o então detento (por pedofilia) possui grave distúrbio mental e deveria ser mantido “isolado do convívio social”.

Mesmo assim, ele foi posto em liberdade, dentro do que a lei chama de progressão de pena por bom comportamento. Voltou às ruas em 23 de dezembro de 2009.

Uma semana depois, fez a primeira de suas seis vítimas, todas abusadas sexualmente e mortas a pauladas. Tinham entre 13 a 19 anos.Os crimes foram cometidos no curto e exato espaço de um único mês.

A tragédia que vitimou esses jovens poderia ter sido evitada. Se tivéssemos um Judiciário justo, se o Estado não fosse omisso, se a polícia fosse eficiente. Se.

O direito à redução de pena está na Constituição, no Código Penal e na Lei de Execuções Penais. E precisa ser revisto, com urgência. Não faltam exemplos de como servem para beneficiar criminosos de alta periculosidade.

Segundo o próprio Ministério da Justiça, oito em cada dez agraciados pela progressão de regime voltam a cometer crimes. É um absurdo, portanto.

Que o Congresso se apresse. Já é tarde para que algo seja feito. Que o digam as famílias dos garotos assassinados.

E que perguntem ao juiz que libertou o serial killer: quando Vossa Excelência virá pedir perdão em público?

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