19 abril 2010

Arquivo GDF 01.06.200
Vocês provavelmente vão discordar, mas Flávia Arruda é uma mulher de verdade. E emprestou um fiapo de dignidade ao ex-governador do Distrito Federal. José Roberto Arruda, sem ela, só teria o desprezo de um país inteiro.
Ela pode até ser mulher de bandido. Mas, por enquanto, não há nenhuma acusação contra essa jovem senhora de 30 anos, bonitinha, elegante e leal. Fato raro no modelo de matrimônio que impera na política brasileira.
As esposas de homens públicos envolvidos em escândalos costumam agir como ratazanas cínicas e oportunistas. Bem feito, eles se merecem. Assim que o canalha é pego em flagrante, as biscates costumam vir a público denunciar as mais sórdidas falcatruas. Praticam a delação premiada como se fosse adultério. Na cadeia, tamanha trairagem não tem perdão.
A esposa anterior do Arruda, a atriz Mariane Vicentini, saiu do divórcio com a bagatela de R$ 15 milhões. E hoje vai aos jornais descer a lenha no esquema de corrupção que provavelmente ajudou a construir esse patrimônio.
Já a Flávia visitou o marido na prisão várias vezes. Até marmitinha levou. Foi vista chorando na saída da Polícia Federal. Não abriu a boca para falar mal de ninguém. O acompanhou na saída da prisão. Fez a parte dela. Foi companheira na hora da desgraça.
Ver uma mulher de político achincalhado manter o mínino de decência em público vale o registro. O cara não merece, é verdade. Vai entender as mulheres...
Pode ser que no futuro eu morda a língua. E ela se mostre mais uma pistoleira no faroeste caboclo da nossa politicagem. Bem provável. A vida não tem graça se não corremos riscos.
Não me surpreenderei se isso for apenas um plano de rapinagem. Pensando bem, seria bem mais divertido ver a Flavinha fugir com o promotor público.
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