25 maio 2010

Quando você ouvir que um jornal fez uma reforma, saiba que ele envelheceu. Não é culpa dele, coitado. Nem incompetência. Assim é a vida, afinal.

Os jornais já embrulharam peixe. Hoje nem isso, não há papel suficiente. As tiragens caíram tanto que ser assinante é parecido com militância em ONG.  Salvem as baleias. Salvem as balelas.

Acompanhar o mundo pelos jornais é hábito de gente que, a rigor, está desinformada. A internet mudou radicalmente a forma como lemos o mundo. Não há tempo nem para ir à banca da esquina.

Por que vou ler amanhã o que está piscando na telinha neste instante? Não é à toa que leitor de jornal é saudosista. E os jovens de hoje, malcriados, não respeitam os mais velhos.

Por isso, os editores tentam imitar os sites de notícias. Letras maiores, menos texto, muita imagem. Só que computador não suja as mãos. E a Folha, ainda por cima, carrega nas tintas.

A saída, dizem os que são pagos para isso, é vender opinião, interpretação, aprofundamento. Só precisa combinar com os leitores. Se até novela perdeu audiência, imagina quantos sobraram para ficar lendo editorial do Estadão.

As redações estão cada vez mais enxutas. As colunas e colunistas se multiplicam entre as ruínas, mas não há mais o que sustentar. Em breve, Veja se IstoÉ Época para revistas.

O jornalismo impresso está na UTI. Ainda recebe a visita de amigos e parentes. Por favor, silêncio. Parem as rotativas.

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+ Provocador critica o discurso do ex-cineasta Arnaldo Jabor
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20 maio 2010

O ex-cineasta Arnaldo Jabor sempre aparece na calada da noite para assustar crianças e democratas com seus olhos e raciocínios esbugalhados. Medo.

Mais feio é o que ele escreve. Ao observar a patologia de suas dejeções literárias, ficam evidentes o oportunismo e a escatologia ideológica desse cidadão.

 Patologia de um fantoche

REUTERS/Peter Morgan

Do alto de seu ego, em vez de pular e suicidar-se, investe numa retórica de inegável pobreza estilística. Sua literatura arrogante é indigna de reacionários limpinhos como Nelson Rodrigues ou alucinados geniais como Glauber Rocha.

Sem pudor, o Arnaldo limpa os pés nos capachos dos palácios e outorga-se lucidez num país de dementes. Joga suas fichas ensebadas na provocação barata, na autopromoção compulsiva, no servilismo explícito.

Ele sempre encontra um jeito de puxar o saco dos barões e baronetes. FHC, Collor, Serra, Bush, Reagan. Até PC Farias esse homem defendeu. Menos o Lula, parabéns.

Arnaldo somatiza a doença da adesão incondicional ao poder econômico. Em seu maniqueísmo, que alterna forças das trevas e anjos neoliberais, o que não for tucano é lixo, espantalho, judas.

Uiva delírios paranoicos e destila rancor contra quem tenha um projeto para o Brasil diferente do genocídio promovido pelas elites brancas.

Faz de conta que seus aliados não são o que o Brasil formou de mais perverso, arcaico e malévolo nas últimas décadas.

Mártir de si mesmo, Arnaldo morre de medo de perder o emprego que lhe restou. Não há por que se preocupar. Sempre haverá espaço para os escribas do templo que exalem elogios subalternos e lambam as feridas que o poder produz.

PS: Se alguém achou esse post pesado, grosseiro ou sem noção, um conselho: imagine o Jabor lendo isto na TV. No fundo, no fundo, estou prestando uma homenagem.

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19 maio 2010

Os velhos olhos azuis estão de volta. Com sua arrogância histórica, os EUA refrescam nossa memória e nos lembram por que os ianques enfileiram tantos inimigos. Império do Mal não é um apelido que se ganhe impunemente. É preciso fazer por merecer.

Movidos pelos mais mesquinhos interesses, os americanos reuniram a patotinha para colocar lenha na fogueira do fundamentalismo. Eles não admitem perder a liderança mundial, nem que isso lhes custe mais um confronto nefasto entre as forças das trevas.

Não há mocinhos nessa história. Os iranianos são barra pesada. Um bom motivo para não atiçar a fogueira deles. Mas não. O governo de Barack Obama é mais do mesmo. Beligerante, imperialista e presunçoso.

Aceitar a proposta turco-brasileira seria a confissão de que é possível uma saída pacífica e negociada. Mas os donos do universo não admitem intermediários. Só negociam se o interlocutor estiver ajoelhado. Acordo, para eles, é rendição.

Aqui no Brasil, a euforia de alguns políticos para desqualificar o esforço diplomático soa como um ranger de dentes. Estão trincando de inveja. Vão acabar mordendo a língua de tanta raiva.

Como nunca antes na história deste país, temos um presidente que de fato participa do cenário internacional. Como protagonista. Contra todas as expectativas, não fez papel ridículo. Nem ele acreditou.

O Lula Alá também conseguiu a proeza de colocar do mesmo lado Hillary Clinton e Arthur Virgílio. Que capacidade de aglutinação fantástica. Um estadista. Quem sabe agora o Obama não se filia ao PSDB?

Não sou vidente para saber quem no mundo vai produzir bomba atômica. O Irã, com sua ira, irá? As grandes potências já têm seu paiol de mísseis e tacapes. Bom motivo para conversar, não é?

Os EUA não admitem que um país emergente assuma alguma importância. Mas nenhuma noite é eterna. Uma hora o sol sempre surge. Assim será o dia de amanhã.

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18 maio 2010

focus reproducao Quero uma tragédia grega só para mim

Capa de revista alemã sobre a crise grega - Foto: Reprodução

 

Vou me endividar de forma irresponsável. Gastar bem mais do que eu ganho. Boto pra quebrar mesmo. Um pouco antes de decretar falência, vou dar uma banana para meus credores. E fujo para a Grécia.

Quero ver quem tem coragem de me cobrar, processar ou prender. Vou ficar agarrado às colunas do Parthenon, armo barraca em frente ao parlamento grego, me alio aos banqueiros de lá. Promovo uma tragédia se for preciso.

Não sossego enquanto o FMI não criar um plano de emergência para me socorrer. Faço questão que a União Europeia participe da operação. Se o Obama quiser ajudar, eu deixo. Não quero ser deselegante com ninguém.

O mundo que se vire. Também tenho direito a quebrar contratos, lesar contribuintes, comprometer o futuro do sistema financeiro internacional. Isso não dá em nada mesmo.

Os magnatas de Wall Street não promoveram a bancarrota deles e saíram com aqueles dividendos bilionários? Pois então. Também quero, ué.

Por que ficaria de fora dessa farra? Sei que não me convidaram. Mas se ficar esperando convite, morro trabalhando para pagar impostos.

A marolinha europeia está com pinta de tsumani. Tenho certo pressentimento de que o bicho vai pegar. E vai sobrar para quem? Antes que respondam, vou até ali comprar uma Ferrari. Não sei que horas volto, tá?

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17 maio 2010

O Kassab não tem mais jeito. Esse homem precisa casar! Quem sabe assim para de fazer bobagem. Ele tem que dar uma dentro, pelo menos. Agora cismou de fechar as boates da Praça Roosevelt. O homem realmente implica com a coisa.

Não bastasse o quanto ele atormentou o proxeneta careca do Bahamas, lembra, o Oscar Maroni? Ficou tão em cima do cara que até na cadeia o infeliz foi parar, acusado de explorar a prostituição. Inocente, disse depois a Justiça.

Sabe aquela lorota de defensor dos bons costumes? Ah, cansei. Jânio Quadros, pelo menos, era bem-humorado e só fazia essas cretinices quando estava sóbrio.

Kassab Vamos esperar que o próximo prefeito assuma

Mas sempre tem a turma que gosta de proibir a felicidade alheia. E que acha possível uma metrópole como São Paulo ser administrada como uma diocese do interior.

O projeto de revitalização da Praça Roosevelt é usado como justificativa para a desapropriação das boates Kilt e My Love. Puro xaveco de moralista.

A prefeitura tem sido tão incompetente nessa reforma que o Banco Interamericano de Desenvolvimento, financiador do projeto, cortou parte do dinheiro reservado. Fora os R$ 2,7 milhões desviados. Isso sim, uma imoralidade.

Essa obra simplesmente vai ficar no papel. Está trancada em algum armário, e de lá não sai.

Mas o prefeito não perde a oportunidade de fazer demagogia. Como não tem o que mostrar, vive de factóides. Esse é mais um, com uma agravante.

A prefeitura nunca fez nada pela praça, que sofre um terrível processo de degradação. Quem segura as pontas e impede que o local seja dominado por nóias e bandidos, é exatamente o pessoal das boates.

Junto com os bares e teatros vizinhos, dão vida e segurança ao pedaço. Pois são eles sempre os que recebem multas, autuações e pressão do poder público omisso e irresponsável. Que beleza.

A contagem regressiva para que Kassab saia do cargo é o que resta para a cidade. Uma hora acaba essa frescura toda. Já que o Kassab não faz nada, vamos esperar que pelo menos o próximo prefeito assuma. Ui.

 

Veja mais:

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14 maio 2010

tuma jr agênciabrasil g A turminha do Tuminha

Onde fazemos mais amigos durante nossas vidas? No bairro, na escola e no trabalho. Então, por que estão pegando tanto no pé do Romeu Tuma Jr. por causa de seus eventuais laços afetivos com o Li Kwok Kwen?

Quanta injustiça com o Secretário Nacional de Justiça de nosso país! Só porque o outro é um dos chefes da máfia chinesa no Brasil? Bem que o Tom Jobim dizia: no Brasil, sucesso é ofensa pessoal. Gente invejosa.

O Li chegou ali por méritos. Usou meios eletrônicos, é verdade. Mas é um homem corajoso: não permite que nada lhe seja imposto. Talvez até tenha caráter.

Os dois terem supostamente ido juntos à China não me causa estranheza. O Juninho é gênio. Quem melhor do que o Li para ir lá discutir o crime organizado? O chinês é especialista nisso, ora bolas. Imagine o quanto ele não poderia colaborar numa investigação dessas?

Brasileiro é assim mesmo. Somos calorosos, solidários, convidamos a turma toda para um churrasco na laje, uma partida de videogame, uma lavagem de dinheiro. Como responsável pelo controle da pirataria no Brasil, é obrigação do Tuma Jr. ficar na cola do chinês. Coladinho nele.

Mas vamos ser justos com nosso paladino da justiça nacional: quem não gostaria de ter um brother que traga muamba de primeira? Sejamos honestos! Bem melhor saber a procedência do contrabando do que se arriscar aí pelas ruas. É muito perigoso.

Estão sendo rigorosos demais com o Tuminha. Ô, turminha!

Veja mais:
+ Entenda por que a PF investiga Tuma Jr
+ Lula defende o afastamento do secretário

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13 maio 2010

Em Londres, esta semana, dois garotos, de 10 e 11 anos, estão sendo julgados pelo estupro de uma menina de 8 anos. Precoces, não? Aqui no Brasil, eles jamais responderiam por esse crime. Ou qualquer outro.

São pequeninos e não seriam nem ao menos recolhidos a instituições “socioeducativas”. Para uma dessas foi o rapaz de 14 anos que se entregou à polícia, nesta quarta-feira (12), pelo assassinato de um jovem de 15 anos, em Porto Alegre.

Nossas crianças são melhores do que as do resto do mundo. E os adolescentes, então? Tão meigos, carentes, indefesos. Precisam de muito amor e afeto. Não devemos brigar com eles. Nem gritar. Traumatiza, deixa marcas na personalidade. Entende?

Pois é. A redução da maioridade penal virou tabu, cláusula pétrea. Até nosso presidente já declarou ser contra criminalizar jovens menores de 18 anos. Coitadinhos. Tem que reeducar. No máximo, devolvê-los ao convívio social ao completarem 18 anos.

Por trás de tamanha benevolência, generosidade e crença no ser humano, esconde-se um equívoco atroz. Fruto de desinformação, ou ignorância mesmo, se preferirem. O mundo mudou. E com ele, o que imaginávamos ser a infância e a adolescência.

Uma criança pode matar, roubar e cometer atrocidades. Um jovem, então, pode ser traficante, assassino de aluguel, líder de quadrilha. Um sociopata normalmente já nasce assim, sociopata. Depois vem o Ministério Público dizer que criança não pode nem ser vilã de novela. Leia aqui.

E ninguém se torna pistoleiro porque não ganhou bicicleta no Natal ou porque papai lhe deu palmadas. Há todo um discurso dominante para que os adultos se sintam culpados quando os filhos falham.

A sociedade está doente. A nossa ainda mais. Porque se recusa a punir aquele que merece punição. Por tentar salvar o que já está perdido. Por tratar demônios como anjos. Este país precisa crescer.

Veja mais:

+ Só existe polícia violenta porque tem gente que gosta
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11 maio 2010

 Seleção deveria ser convocada por voto direto

Vou torcer pela Argentina na Copa do Mundo. Esse timeco que o Dunga vai mandar para a África do Sul não merece vestir o manto sagrado canarinho. É a seleção mais medíocre e burocrática que nosso país já enviou.

Se esse time ganhar, o futebol brasileiro vai sofrer uma derrota colossal. Demoraremos décadas para reparar o estrago. A mediocridade vai prevalecer. Sentiremos saudades do Zagallo, do Parreira, do Lazaroni!

Não entendo como o capitalismo pode ser tão cruel a ponto de transformar um patrimônio cultural da humanidade em business. Precisamos estatizar o futebol brasileiro!

A seleção deveria ser eleita por voto direto e universal. Jamais veríamos um timinho desses representando a nação. O Kaká deveria pedir dispensa, para não se misturar com os pés de chinelo convocados.

É um time sem graça. Sem talento. Sem ginga. Dunga cumpriu sua missão: montou uma seleção sem surpresas. Por que vou emprestar meus batimentos cardíacos a um amontoado de jogadores sem alma?

Os deuses do futebol deveriam enviar uma legião de anjos para espancar esses falsos guerreiros. Pô-los na roda. Fazê-los dançar. Dá-lhe, Messi! Olé!

Veja mais:
+ Dunga deixa santistas e Ronaldinho de fora
+ Opine: quem é o principal injustiçado por Dunga?
+ Acesse o especial do R7 sobre a Copa do Mundo 2010

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10 maio 2010

Temos uma das polícias mais assassinas do mundo. E ainda tem gente que gosta. Enquanto cidadãos ignorantes apoiarem a violência do Estado, seremos um país de bandidos fardados.

O Brasil conhece a violência da PM há muito tempo. Qualquer pessoa sabe que a polícia humilha, achaca, tortura e mata. Provas e testemunhos existem aos borbotões. Recentemente, inclusive.

Quantos inocentes ainda terão de morrer nas mãos de psicopatas (mal) remunerados por dinheiro público? Não há Justiça que dê conta do que sabemos ser um crime que se repete diariamente, e sempre contra pobres.

Se essa corporação agressiva, descontrolada, ao menos diminuísse os índices de criminalidade, o discurso dos justiceiros faria algum sentido. Mas não. Continuamos uma nação em guerra civil.

Apoiar a matança, mesmo que de marginais, é apenas estupidez e sadismo. No entanto, é o que se vê nas TVs, nas ruas, nas pesquisas. Um estímulo a que os policiais ajam como carniceiros.

Quando ficamos sabendo da morte de um inocente, assistimos a uma apoteose de cinismo. Até os vingadores mais implacáveis entram para o coro da indignação. Hipócritas.

A maioria dos brasileiros apóia o policial rambo, truculento e mortal. Bandido bom é bandido morto. Se algum infeliz morre nesse campo de batalha, azar dele. Ninguém mandou ser trouxa de estar no lugar errado, não é mesmo?

Um minuto de silêncio é o bastante para aliviar a consciência. Depois, podem voltar a descer porrada. Atirem primeiro, perguntem depois. Continuem a ensaguentar os quartéis. Tem gente que gosta.

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+ Secretaria afasta comandantes após morte do motoboy
+ Mãe acusa PMs de matarem seu filho na Zona Sul
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7 maio 2010

O prefeito Aquassab é um enrolão. E acha que o povo é burro. Essa conversinha de demolir o Minhocão é pra boi dormir.

Nem original essa ideia é. Volta e meia, na falta do que apresentar para a cidade, vem um picareta com esse tipo de artifício. Só que, de tanto usar, esgarçou. Está ficando irritante. Já deu. Chega.

Reurbanização do centro, fim da cracolândia, revitalização da região da Paulista, da Praça Roosevelt, o escambau. Tudo papel que vai pro lixo. É até antiecológica essa demagogia.

É o chamado factóide. Embuste. Para dar a falsa impressão de que estão trabalhando. A imprensa não tem saída e vai lá, acender holofotes para os falastrões.

Ninguém acredita que um governante deste país seja capaz de promover uma ação que só vá se concretizar daqui a 15, 20 anos. Lorota. Vejam as marginais. Em vez de retirar aquela aberração, ampliaram.

Claro, resolver demoraria décadas. Isso seria tarefa para estadistas, não para síndicos de espeluncas. Essa gente não é séria. Estamos lascados.

O prefeito de São Paulo é incapaz de implantar um único quilômetro de corredor de ônibus. Nem unzinho. E aparece posando de administrador visionário? Tenha dó.

Minhocão Minhocão do Kassab é de mentirinha

Foto: Rosana Hermann

Não temos nem sequer um Plano Diretor de verdade. Não há gestor público que ouse planejar ações que efetivamente nos tirem desses infernos chamados metrópoles.

São Paulo é a mais triste representante dessa falência administrativa. Somos o pesadelo do urbanismo. O caos da arquitetura. O armagedon da civilização.

Ok. Ok.  Estou sendo bairrista, confesso. O Rio de Janeiro está bem pior.

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+ Demolição do Minhocão pode levar caos ao trânsito
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