10 maio 2010
Temos uma das polícias mais assassinas do mundo. E ainda tem gente que gosta. Enquanto cidadãos ignorantes apoiarem a violência do Estado, seremos um país de bandidos fardados.
O Brasil conhece a violência da PM há muito tempo. Qualquer pessoa sabe que a polícia humilha, achaca, tortura e mata. Provas e testemunhos existem aos borbotões. Recentemente, inclusive.
Quantos inocentes ainda terão de morrer nas mãos de psicopatas (mal) remunerados por dinheiro público? Não há Justiça que dê conta do que sabemos ser um crime que se repete diariamente, e sempre contra pobres.
Se essa corporação agressiva, descontrolada, ao menos diminuísse os índices de criminalidade, o discurso dos justiceiros faria algum sentido. Mas não. Continuamos uma nação em guerra civil.
Apoiar a matança, mesmo que de marginais, é apenas estupidez e sadismo. No entanto, é o que se vê nas TVs, nas ruas, nas pesquisas. Um estímulo a que os policiais ajam como carniceiros.
Quando ficamos sabendo da morte de um inocente, assistimos a uma apoteose de cinismo. Até os vingadores mais implacáveis entram para o coro da indignação. Hipócritas.
A maioria dos brasileiros apóia o policial rambo, truculento e mortal. Bandido bom é bandido morto. Se algum infeliz morre nesse campo de batalha, azar dele. Ninguém mandou ser trouxa de estar no lugar errado, não é mesmo?
Um minuto de silêncio é o bastante para aliviar a consciência. Depois, podem voltar a descer porrada. Atirem primeiro, perguntem depois. Continuem a ensaguentar os quartéis. Tem gente que gosta.
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