31 agosto 2010

Os dois brasileiros chacinados no México não morreram em vão. O sacrifício deles pode mostrar a muitos jovens o quanto é inútil fazer o que eles fizeram (leia mais aqui).

Eles foram assassinados com uma crueldade de fazer inveja aos nossos psicopatas dos morros cariocas ou das periferias paulistanas. Violência sem fronteiras.

A família de um dos garotos afirma ter gastado R$ 24 mil para bancar a imigração ilegal. Com esse dinheiro dava para abrir um negócio modesto e seguro em qualquer canto deste nosso país.

Mas muitos preferem arriscar a vida para, se tudo der certo, arrumar algum subemprego no quintal do Tio Sam. E serem tratados como lixo num país em crise e plena decadência.

coyote Agenciadores de imigrantes ilegais deveriam ser expatriados

Já vi conhecidos que nunca lavaram um prato em suas casas ir ser empregados domésticos nos EUA. Psicólogos e jornalistas que preferiram ser garçonetes ou faxineiros. Isso sim é projeto de vida.

Mas não cabe nenhum patriotismo. Nosso país é injusto e miserável. Trata muitos a pontapés, como se quisesse deportar os mais pobres. Viver aqui chega a ser um exílio.

O que incomoda é bandidos venderem a ilusão de um mundo melhor para gente ignorante e desesperada. São carniceiros, os tais atravessadores.

E deveriam ser caçados em nosso país. Da mesma forma que a polícia federal americana persegue invasores. Sem dó.

São mercenários de almas, os agenciadores. Mereciam ser expatriados. E largados na fronteira mexicana, sem passaporte. Os coiotes de verdade iriam uivar de alegria.

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30 agosto 2010

É um absurdo o ministro Carlos Ayres de Britto permitir que humoristas voltem a fazer piada com políticos (leia mais aqui). É um péssimo exemplo à nação.  Como sempre, prevalece a lei do menor esforço.

Tirar sarro de político é coisa de vadio, preguiçoso. É moleza demais. Covardia. Quero ver essa turma gozar da cara de banqueiro, cirurgião plástico e ministro do STF!

Por isso nossos humorísticos estão em crise. Estão mal acostumados. Basta colocar uma biscate ou uma nerd na porta do Congresso e ficar esperando. Piada pronta.

tiririca destaque Fazer piada com político é covardia

Divulgação

Os próprios políticos se encarregam muito bem de mostrar o quanto são ridículos. Não precisam da concorrência desleal desse bando de oportunistas. Palhaços.

Vão trabalhar, vagabundos! Ficam fazendo cócegas em cachorro morto. Tripudiando da miséria alheia.  Coisa mais sem graça. Degradante.

Sou a favor de um abaixo-assinado pela volta da censura ao humor contra políticos. Humorismo é coisa séria, não pode se alimentar do que há de mais sórdido na natureza humana.

Ai, que saudades do Jânio Quadros e do Clodovil. Aqueles sim, botavam as coisas no devido lugar.

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27 agosto 2010

tucano blog ok Sem o conforto dos palácios, tucanos morrem ao relento

O PSDB e o DEM não sabem fazer oposição.  Nunca souberam. E não vai ser agora que vão aprender. Nasceram exclusivamente para usufruir do poder. Fora dele, são inúteis.

Os tucanos vão virar pó em outubro. Os demos foram para o brejo faz tempo. Não terão fôlego para se arrastar por mais quatro ou oito anos de nulidade. Sem o conforto dos palácios, vão morrer ao relento.

Ou melhor, antes disso, muitos vão atender aos seus instintos primitivos e se alinhar aos vencedores. É só o que sabem fazer. Não vai sobrar um único rato no porão. Estarão todos no convés do transatlântico governista.

Politicamente, vamos falir. O preço disso é muito caro. E tem nome: chama-se democracia. Porque ela só existe se houver enfrentamento e pluralidade de opiniões.

O Partido dos Trabalhadores fez esse papel, de chicotear adversários impiedosamente. Bons tempos aqueles, em que havia divergência, disputa política e debate ideológico.

Quando chegaram ao Planalto, os petistas trocaram o discurso sem nenhum pudor. É assim que funciona. Ficaram esperando as pedras na vidraça. Não é assim que funciona? Pois não vieram.

A incompetência de tucanos e demos é risível. Eles não sabem ficar fora da festança. Simplesmente não conseguem. Ficam tristinhos, amuados. Balbuciam, gaguejam, suam, tremem as mãos.

Durante os oito anos do governo Lula, ficaram perplexos. Boquiabertos, patetas. Parece que, na verdade, até hoje a ficha deles não caiu. Autistas, achavam que era questão de tempo para a História retomar seu curso, com eles no volante.

O fisiologismo, quando não recebe suas altas doses de cargos e benefícios,  é uma doença que cega, emudece e deixa surdo. Causa uma morte dolorosa.

Bem feito.

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26 agosto 2010

Eu sou contra o sigilo fiscal. Pronto, falei.

Está aí um mecanismo jurídico que só serve aos poderosos. Por isso alguns jornalistas e políticos são tão contundentes e indignados na sua defesa.

Se alguém invadir minha declaração de renda, ou até mesmo meu saldo no banco, não vai encontrar grandes coisas. Se quiser, aproveita a visita e deixa alguma doação, não esquento.

Todos os cidadãos são obrigados a declarar seus bens ao governo. É justo, para pegar lavagem de dinheiro e sonegações. Quem não deve não teme. Literalmente.

Já viu peão de obra ou bancário reclamar que invadiram seus dados sigilosos? Claro que não. Já empreiteiras e banqueiros, ui. Quem reclama normalmente é suspeito de algum crime bem cabeludo.

Se alguém está com tudo na normalidade, por que vai se importar se um delegado ou um juiz teve acesso às suas fortunas? No caso de homens públicos, então, é obrigação deixar tudo bem transparente.

Mas não. Defendem o tal sigilo fiscal e bancário como se fosse o maior de todos os direitos. E querem que o povão os acompanhe nessa indignação. E ficam bravos quando percebem que nessa ficam gritando sozinhos.

Enquanto eu não for um cara bem rico e bandoleiro, não estou nem aí.

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25 agosto 2010

 

Desculpe, mas tenho que voltar ao tema de ontem. Se você não leu, vale o clique. Percebeu o absurdo?

Pois é, pelo visto não fomos apenas eu e você. O Tribunal de Justiça de São Paulo também.

O TJ-SP considerou que a "prova" apresentada contra a Igreja Universal é "imprestável como prova documental de natureza bancária".

Em outras palavras, o promotor quebrou o sigilo bancário de uma conta nos Estados Unidos sem autorização, desrespeitando a lei brasileira.

Você viu a notícia que saiu na Folha de hoje sobre o caso? Não? Compreensível.

A "reportagem" de ontem (a que copiava o Estadão) estava estampada na primeira página do jornal e foi manchete do filhotinho da família Frias, o UOL.

Hoje, nada de destaque na capa do jornal e nenhuma linha na home do Portal. Por quê?

Porque o título é "Justiça anula provas contra a Universal".

Peraí para ver se eu entendi: a notícia que não era notícia, era requentada, uma cópia da que o principal concorrente do Grupo Folha havia feito em abril aparecia gigante para quem quisesse - ou não - ler.

A que mostra erros na condução do processo que levam à anulação das provas fica escondida na décima quinta página do jornal e sei lá onde no UOL.

Daqui a pouco vou precisar de um jornalista investigativo só para localizar onde os textos ficam escondidos. "Onde" eu sei que ele descobre, o problema é achar o "porquê".

Quer dizer... isso nem é preciso investigar.

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24 agosto 2010

 
A primeira impressão é a de um escândalo. Manchete principal do portal UOL e destaque na capa da Folha de S. Paulo de hoje.

Leio o título: "EUA investigam Universal por remessa de R$ 420 milhões".

Vou ao texto. E uma decepção, bem comum ultimamente, nas páginas do que virou o jornal da família Frias. Uma lástima, uma perda de tempo.

Dois pontos chamam a atenção.

Primeiro: como sustentar uma reportagem desse porte, com esse "barulho todo", baseada apenas na informação de duas pessoas acusadas de cometer crimes e que podem ter suas penas reduzidas ao denunciarem alguma coisa ou alguém?

É como se um chefão do PCC decidisse dizer que entregou papelotes de drogas na casa do Octávio Frias Filho, dono da Folha de S.Paulo, e que, por essa "delação", ele ganhasse menos tempo de cadeia.

E aí vem um jornal qualquer e publica a seguinte manchete:  "Polícia investiga Octávio Frias por tráfico de drogas".

Absurdo!! Que força, que credibilidade teria essa informação? Nenhuma! Além de injusto, é maldoso. Jornalismo covarde.

O segundo ponto. E o mais grave.

Ao terminar o texto, me perguntei: eu já não li isso antes? Estranho...

Por curiosidade, dei um google. Coisa simples, dezoito tecladas. Dezoito. E lá está a manchete do Estadão de 28 de abril:

"Doleiros dizem que Universal enviou R$ 400 milhões ao Exterior".

Estadão, 28 de abril. Folha, 24 de agosto.

Clique aqui e veja você mesmo.

A Folha teve coragem de repetir a mesmíssima matéria. Números, valores, fontes, nomes. Tudo igual. Exatamente igual. Compare.

Minha pesquisa no Google não parou por aí.

Mais algumas tecladas e lá estava a mesma reportagem, desta vez... na própria Folha de S.Paulo!

Dia 29 de abril, com o título: "Doleiro confirma remessa à Universal".

Tudo igual ao que li hoje.

Aí, não tem santo que aguente. Não concordo com os dogmas da Igreja Universal nem com os da Igreja Católica, nem com os de nenhuma outra igreja.

Sou ateu, como já disse outras vezes. Mas aí não dá.

As perguntas saltam para qualquer pessoa de inteligência média:

Por que a Folha volta com o assunto clonando o Estadão?

Por que a Folha dá tanto destaque para uma matéria copiada do Estadão, às vésperas das eleições?

O que acontece pra valer nos subterrâneos da Folha?

O que há por trás de tudo isso?

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24 agosto 2010

Nada desmoraliza mais a classe política do que o horário eleitoral gratuito. É o ultimo degrau. O porão. Esgoto a céu aberto. Vergonha nacional.

Tirem as crianças da sala! Devia passar só de madrugada, para maiores de 28 anos, em canal fechado. É pornográfico. O Ministério da Justiça não vai tomar nenhuma providência?

Se é esse o preço que devemos pagar pela democracia, melhor dar um calote. Veja se nos Estados Unidos existe algo assim. Lá, se Mr. Tiririca quiser desfilar suas piadas ignorantes tem que pagar. E bem. Político compra espaço na TV como qualquer anunciante, afinal, são todos produtos. A maioria, com prazo de validade vencido.

São 20 mil candidatos em todo o país.  É muito picareta para cavar o fundo do poço. Duas vezes por dia, 50 minutos cada? Seria uma lavagem cerebral, se alguém assistisse. Com muito esforço, conseguimos dar uma olhada. Até a Voz do Brasil é menos insuportável.

Se existisse algum político realmente sério, estaria propondo o fim desse suplício. Alô digníssimos senhores e senhoras que tomarão posse em 2011: acabem com isso pelo bem da própria categoria. Porque horário eleitoral gratuito só pode ter sido obra de sabotagem. Coisa da CIA ou do Talibã.

Ficar vendo a escória que quer entrar para a política é um desserviço. Impor esse caríssimo desfile de horrores é pedir para ninguém ter vontade de votar. E aumentar as vendas de Dramin, Engov, Sal de Fruta e Sonrisal. Porque não dá para levar a sério.

Os bons, se é que existem, afundam na mesma lama. Não há debate nem esclarecimento. No máximo, o ilusionismo dos marqueteiros, esses parasitas ordinários.

Quando as urnas forem computadas em outubro, não haverá surpresas. Continuaremos reféns dessa gentinha oportunista e patética. Por enquanto, ao menos eles são engraçados. A tragédia vem depois.

Mas eles que arrumem outros patrocinadores. Os grandes empresários que corrompem nossa República não gostam de aparecer no rádio e na TV. São profissionais.

Não precisamos ficar vendo seus intermediários blasfemando na nossa cara. Se desligamos os aparelhos quando eles surgem, para que tanto desperdício? Vão fazer programa na rua, pô!

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20 agosto 2010

pimenta neves Pimenta Neves, uma década de impunidade

Hoje, 20 de agosto de 2010, faz dez anos que Sandra Gomide foi morta de forma covarde e traiçoeira. O assassino confesso da jornalista permanece em liberdade.

Antônio Marcos Pimenta Neves aguarda que dois recursos extraordinários impetrados por seus advogados sejam julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

Não se trata de direito de defesa. É unicamente a demonstração de como não existe justiça neste país. É um escárnio. Um insulto.

Completamos hoje uma década de vergonha e revolta para todos nós brasileiros. Não há desculpa ou argumento que justifique essa indecência.

Neste país, os poderosos não cumprem pena. Cadeia aqui é coisa de pobre e otário. Nossas leis foram feitas para proteger facínoras endinheirados.

Pimenta Neves não é o único criminoso que está confortavelmente em casa esperando a morte chegar como se fosse uma absolvição.

E mesmo que seja condenado, dos 15 anos de prisão que lhe cabem, ele cumprirá no máximo 1 ano e 8 meses. Depois disso poderá entrar em regime semiaberto. É assim que funciona.

Em resumo, não será feita justiça. Só nos resta praguejar e ruminar a desesperança? Não. Isso é pouco. É uma derrota.

Vamos todos aprisionar assassinos como Pimenta Neves. Trancafiá-los para sempre em nosso desprezo. Sentenciá-los.

Mas sobretudo condenar os legisladores a reescreverem nossas leis. É justo.

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19 agosto 2010

Um grupo de jovens atores brasileiros foi barrado esta semana no aeroporto de Londres e extraditado de volta ao Brasil. Como os policiais ingleses nem assistiram à peça deles, só pode ser xenofobia.

Os meninos foram convidados a participar de um festival de teatro meio fajuto que rola na terra de Shakespeare. Não receberiam um centavo sequer. Bancaram tudo do próprio bolso. Mesmo assim toparam ir, não sei por quê.

Queria ver um grupo inglês se arrastar pra cá só pelo prazer da viagem. Nunca. Mas com certeza seriam bem tratados, casa, comida e roupa lavada. O brasileiro é muito civilizado.

Já os britânicos não deixam dúvidas de que não somos bem-vindos por lá. A morte do Jean Charles foi um recado bem claro. Não bastasse os assassinos não terem sido punidos, um deles foi condecorado pela rainha.

Fizeram um filme bem ruinzinho sobre o episódio. Talvez o pessoal da imigração londrina tenha visto e ficado chateado. Eles são muito críticos, embora também não façam um cinema que preste.

otimismo 3 Inveja de inglês mata e extradita

Divulgação/AFP

Mas não precisavam ser tão grosseiros, violentos e preconceituosos. Os ingleses são um povo feio, assexuado, narigudo e branquelo. Dá para entender a inveja deles. Só não há necessidade de ficar passando recibo. Vergonha alheia.

Os atores do grupo Teatro na Curva receberam aplausos quando entraram no avião que os trouxe de volta ao Brasil. Como a tripulação e os passageiros nem assistiram à peça deles, só pode ser patriotismo. Em retribuição a esse carinho, podiam pelo menos bolar um nome melhor, né?

Não sou daqueles que esbravejam por retaliações diplomáticas. Temos que nos manter superiores nessas horas. Fora que precisamos do dinheiro que eles trazem quando vêm aqui fazer turismo sexual.

A saída é simples. E não passa pela alfândega deles. Basta mudar nossos destinos de viagem. Dá muito bem para viver sem conhecer aquele clima horroroso ou aquela comida insalubre.

E não é por falta de aviso. Até o Mano Menezes e o Zagalo sabem disso. Se é para abandonar o Brasil e ser maltratado na Europa, muito melhor ir para Espanha ou Itália. Não é, Neymar?

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+ Assédio sexual é ser paquerado por gente feia
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18 agosto 2010

De todas as invenções modernas, a que mais me assusta é o assédio sexual. Esta semana a Justiça do Trabalho do Distrito Federal mandou indenizar em R$ 5 mil um rapaz que se disse molestado por sua chefe.

A mulher, provavelmente feia, vivia pedindo o moço em casamento e o convidando para sair. Ousada, chegou a morder e alisar as costas do suposto infeliz. Diante de testemunhas, a encalhada.

Nos EUA, o principal executivo da Hewlett-Packard, o tímido Mark Hurd, foi massacrado por ficar vendo antigos vídeos pornôs de uma assedio1 Assédio sexual é ser paquerado por gente feiafuncionária da empresa.

A moça já havia sido capa de Playboy. Ela o processou e depois disse lamentar que o tarado tenha sido demitido de um dos melhores empregos do planeta. Um anjo.

Esse mundo está perdido. As leis e o governo controlam cada centímetro de nossa privacidade. E tudo é proibido. E nada mais existe sem manual de instruções.

Não estamos falando de agressão, chantagem, constrangimento de pobres funcionários perseguidos por patrões satânicos. Para isso, sempre houve leis suficientes.

Sob o pretexto de proteger os fracos e oprimidos, a sociedade cria normas que enfraquecem e oprimem as relações humanas. Esse é o objetivo velado: impedir o encontro das pessoas.

Como um homem vai conhecer a mulher da sua vida se não flertar com ela? Em que momento essa aproximação legítima se torna assédio? Insistir faz parte das seduções mais difíceis, ora bolas.

Ou então as paqueras só vão funcionar com as mulheres fáceis. Assédio sexual, portanto, é dar em cima da pessoa errada? Se for assim, vou acabar pegando prisão perpétua.

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