18 agosto 2010
De todas as invenções modernas, a que mais me assusta é o assédio sexual. Esta semana a Justiça do Trabalho do Distrito Federal mandou indenizar em R$ 5 mil um rapaz que se disse molestado por sua chefe.
A mulher, provavelmente feia, vivia pedindo o moço em casamento e o convidando para sair. Ousada, chegou a morder e alisar as costas do suposto infeliz. Diante de testemunhas, a encalhada.
Nos EUA, o principal executivo da Hewlett-Packard, o tímido Mark Hurd, foi massacrado por ficar vendo antigos vídeos pornôs de uma
funcionária da empresa.
A moça já havia sido capa de Playboy. Ela o processou e depois disse lamentar que o tarado tenha sido demitido de um dos melhores empregos do planeta. Um anjo.
Esse mundo está perdido. As leis e o governo controlam cada centímetro de nossa privacidade. E tudo é proibido. E nada mais existe sem manual de instruções.
Não estamos falando de agressão, chantagem, constrangimento de pobres funcionários perseguidos por patrões satânicos. Para isso, sempre houve leis suficientes.
Sob o pretexto de proteger os fracos e oprimidos, a sociedade cria normas que enfraquecem e oprimem as relações humanas. Esse é o objetivo velado: impedir o encontro das pessoas.
Como um homem vai conhecer a mulher da sua vida se não flertar com ela? Em que momento essa aproximação legítima se torna assédio? Insistir faz parte das seduções mais difíceis, ora bolas.
Ou então as paqueras só vão funcionar com as mulheres fáceis. Assédio sexual, portanto, é dar em cima da pessoa errada? Se for assim, vou acabar pegando prisão perpétua.
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