13 outubro 2010

Tem gente que se dá muita importância. Toda eleição aparecem aquelas listinhas de apoio assinadas por pessoas que se acham notáveis o suficiente para influenciar o voto do resto da humanidade.

Esta semana, quem recebeu o socorro desses faróis da democracia foi a Dilma. Um grupo de artistas e intelectuais liderados por Leonardo Boff e Chico Buarque bolou um manifesto que vai mudar os rumos da República. Modestamente, claro.

O Caetano Veloso é outro que adoooora fazer inimigos e influenciar pessoas. Chamou o Lula de analfabeto e conclamou todos os mal-educados a votarem na Marina. Deve ser por isso a votação expressiva da candidata verde.

Regina Duarte nem vale a lembrança. Dá medo. Mas foi comovente a forma como ela entrou para o anedotário das campanhas eleitorais. Devia saber que aquele seria seu último grande papel. Ou papelão.

O voto é secreto, mas a patota dá muito valor aos holofotes. Vivem disso. E sempre há os intelectuais com inveja de nunca aparecer em Caras. Contentam-se com notinhas de jornal.

No fundo, eles têm muito desprezo pela inteligência das pessoas normais. Acham que alguém muda de opinião só porque o cantor que nem lota um teatro participou de um abaixo-assinado.

Seriam mais úteis se lembrassem do desprezo com que todos os políticos tratam a cultura no nosso país. Todos. Fazem é papel de palhaço. Bobos de uma corte cujos salões só se abrem em época de eleição.

Veja mais:
+ Acompanhe o R7 no Twitter
+ Conheça outros blogs do R7
+ Leia mais destaques do dia

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A