19 novembro 2010

Foram tantas as histórias de pessoas prejudicadas pela "luz" de burocratas que resolveram enfiar o dedo na tomada dos brasileiros que resolvi republicar o post:

Se o amigo internauta comprou algum aparelho eletrônico ou eletrodoméstico este ano deve ter ficado tão furioso quanto eu. A maldita tomada com o novo padrão brasileiro começou a atormentar nosso dia a dia.

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial ficou com inveja do Congresso e decidiu ferrar com nossas vidas pacíficas. Trocaram o que estava normal por algo insuportavelmente pior.

Se parassem qualquer um de nós na rua, teríamos a resposta mais lógica e econômica. Precisa universalizar nosso modelo de plugue? Claro, boa ideia. Qual a melhor solução? Escolher algum dos modelos que já existem, que tal? O americano, por exemplo. Ou o europeu. Tanto faz.

Mas não. Os caras, óbvio, conseguiram achar uma proposta que desagradasse a todos. Criaram um padrão novo, que só existe no Brasil! Não são uns cretinos?

Só pode ter rolado alguma falcatrua. Alguém vai ganhar muito dinheiro trocando todas as tomadas de todos os lares brasileiros. São 40 milhões de domicílios com eletricidade no Brasil!

Já há um projeto de lei para acabar com essa norma de jerico. E ações do Ministério Público contra essa jumentice. Quem sabe daqui dez anos cheguem a alguma conclusão. Burra, claro.

Vai ser muito irritante, não duvidem. Havia decidido que era preferível enriquecer os fabricantes de adaptadores. Mas eles colocaram no mercado uns trecos bem vagabundos. Quebram, entortam, um horror.

Portanto, estamos cercados. Dá vontade de enfiar o dedo numa tomada velha e tomar choque pra ver se passa a raiva. Mas não façam isso! Já tentei. Não funciona.

Publicado originalmente em 25 de outubro.

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19 novembro 2010

A Justiça no Brasil é injusta. Feita pra ricos, redigida por bandidos e aplicada por representantes de uma elite arrogante e muito bem remunerada. Pronto, falei.

O resto é bobagem. Não temos direito de defesa ou presunção da inocência, a não ser para quem tem dinheiro para comprar advogados e seus escritórios repletos de tapetes importados e couro legítimo. Cafonas.

A mais recente indecência jurídica esfregada na cara de todos nós foi a libertação dos cinco mauricinhos que agrediram covardemente três pessoas em plena avenida Paulista. Fossem pobres, ainda estariam numa cela imunda ou num reformatório, após terem sido torturados por policiais sádicos.

Mas não. Segundo o juiz que os libertou, eles são de boa família, estudam em escolas bacanas, tiram boas notas e não oferecem perigo à sociedade.

Os playboys selvagens foram soltos porque a Justiça, apesar de todas as testemunhas e evidências, considerou que o que houve foi uma briga, e não um massacre covarde.

Quero ver o que vai dizer o nobre causídico ao ver as imagens absolutas gravadas por câmeras de um edifício. Duvido que peça desculpas. Nossos juízes, sim, têm imunidade para tudo. Inclusive para serem injustos. (Leia mais aqui).

E que dizer do argumento do advogado de defesa, ao afirmar que os riquinhos bem nascidos receberam uma "cantada" de um dos agredidos? Por esse motivo reagiram, coitados. E isso não é homofobia, de jeito nenhum. Deve ser coisa de machinhos, na cabeça doente desse cidadão contratado para mentir.

Tenho certeza que esses jovens cantam as meninas de seus colégios com tacapes e pensamentos imundos. Mas batem em homens, pelas costas, com lâmpadas fluorescentes. Hum. Bem boiola isso.

Eles sabem que não têm nada a temer. A Justiça vai protegê-los. São meninos puros e ingênuos. Pagam uma cesta básica ou prestam serviços numa ONG, fica por isso mesmo. Um futuro brilhante os aguarda. Vão se tornar advogados, juízes, pessoas de bem.

Vou parar por aqui. Tenho medo da Justiça.

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