23 novembro 2010
Alguém precisa ajudar o goleiro Bruno. Esse rapaz é muito mal assessorado. Depois de se livrar de um advogado dependente de crack, ele contratou outro polemista, lutador de muay thai, acusado de trocar socos com um ex-secretário estadual de Justiça (leia mais aqui).
Bruno já foi condenado pela opinião pública. Temos essa mania nacional de trocar tribunais por programas de TV sensacionalistas. Mas precisa viver perigosamente também na hora de se defender?
A Constituição garante que todos têm direito a um julgamento com amplo direito de defesa. Acho que isso não inclui roncar enquanto o juiz ouve testemunhas, como fez o primeiro "advogado do diabo" do boleiro, Ércio Quaresma.
O novo causídico é o doutor Claudio Dalledone Júnior. Gente fina. Antes de advogar, exercia as artes marciais como profissão. Bom de briga ele deve ser.
Será que não há sobrando por aí nenhum advogado calmo, elegante, sóbrio? Provar que Eliza Samudio não foi assassinada exigirá muito esforço intelectual, imagino.
Não vai ser no grito que os jurados ficarão convencidos de que Bruno é um bom rapaz. Se o advogado sai no tapa com a autoridade máxima da Justiça do Executivo Estadual, o que um humilde promotor público deve esperar?
Se algum internauta conhece o Bruno, frequentou aqueles bacanais na casa do jogador e bate na esposa (afinal "quem nunca saiu na mão com a mulher?"), telefone pro coitado. Dê alguns conselhos pro moço. É nessas horas que mais se precisa dos amigos. Liga pra ele, vai.
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