8 dezembro 2010
O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, é maluco de pedra. Provavelmente, vão fazer picadinho dele. Todas as agências de inteligência do mundo querem ter uma conversinha com o rapaz.
Após divulgar cerca de 250 mil documentos secretos norte-americanos, é óbvio que ele espera pelo pior. Cabra marcado para morrer. Só tem a CIA, o FBI e a Interpol em seu encalço. Coisa pouca.
É doido mesmo. Veio ao mundo para deixar uma marca inimaginável, megalomaníaca.
O que move esse australiano de 39 anos? Essa é a pergunta fundamental. Podemos julgá-lo um terrorista, um herói, um psicopata, um suicida. Tudo, menos ingênuo. Ele sabe o que faz.
Está sendo acusado por crimes sexuais. Na Suécia, vejam só. Essa foi a saída encontrada para detê-lo, porque o vandalismo que ele fez com os EUA rigorosamente não é crime.
Humilhou presidentes, chanceleres e militares. Está sofrendo pressões poderosíssimas, econômicas e políticas. Seu site foi tirado várias vezes do ar, provavelmente a mando do Pentágono.
Está sendo sufocado financeiramente, impedido de receber doações de simpatizantes. Teve contas bancárias fechadas depois que vazou as informações sigilosas dos senhores do universo.
Apresentou-se voluntariamente à polícia inglesa e foi preso. O cidadão que desmascarou a diplomacia mundial está na cadeia por ser supostamente um tarado. Ah, tá.
Justiça britânica nega liberdade a criador do WikiLeaks
Os Estados Unidos tentam sua extradição. Se isso acontecer, o mundo será cúmplice de uma execução sumária. Estamos dentro de um filme de espionagem eletrizante.
Estou aqui para fazer provocações. No caso de Julian Assange, só tenho uma: Pede pra sair! Pede pra sair!
Duvido.
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