31 janeiro 2011
Acompanho o noticiário sobre o Egito diariamente, para ter a certeza de que é impossível entender o que acontece por lá. Não por acaso, é um país do Oriente Médio, onde nada faz sentido.
Fiquei aliviado quando pelo menos percebi que a bagunça toda tinha a ver com o que aconteceu na Tunísia, semana atrás. Na verdade, confesso, demorei para me tocar que se tratava de países diferentes.
O esforço da imprensa é comovente. Nossos correspondentes tentam traduzir o enigma, com afinco e profissionalismo. Pena que estejam sediados em Londres e Nova Iorque, ou se baseiem exclusivamente no noticiário da Reuters.
E os analistas de internacional? Em poucas linhas ou segundos conseguem o feito de nos deixar na mesma. Problema nosso se não somos cultos como eles.
O conflito entre árabes e judeus, por exemplo. Década após década, lá estão eles se matando, e eu aqui, morrendo de tédio com minha ignorância sobre o assunto.
Para complicar, vieram os muçulmanos, xiitas, sunitas e outras coisas esquisitas. Complicou geral. Era tudo tão didático quando existiam apenas capitalistas e comunistas.
Como uma partida de futebol, um time de cada lado, sem a complicação do impedimento. Mas a História está sempre em movimento, para azar nosso que vivemos na simplicidade da América Latina.
Vou continuar de olho no noticiário. Já sei que não vou com a cara desse tal de Mubarak, assim como não gostava do Obama. Mubarak Obama... Ih, deu um nó na cabeça, de novo...
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