2 fevereiro 2011
Política é um troço chato pra caramba. E os políticos se esforçam para que continue assim, tedioso. É só ver a eleição do petista gaúcho Marco Maia para a presidência da Câmara dos Deputados. Um porre de chimarrão.
O meu xará ganhou com larga margem de votos, 375 dos 513 possíveis. Massacre. Os adversários tiveram constrangedores 106 para Sandro Mabel (PR-GO), ridículos 16 para Chico Alencar (PSOL-RJ) e humilhantes nove para Jair Bolsonaro (PP-RJ). Eu teria vergonha na cara.
Foi uma votação mais previsível do que a para a presidência do São Paulo FC. Ou de um eventual paredão entre Sabrina Sato e Suzana Vieira. Lavada da base governista.
Aí, o Arnaldo Jabor vai dizer que a democracia sai perdendo, que não é bom ter um Legislativo atrelado ao Executivo, que a Dilma precisa se vestir melhor, aquela papagaiada insuportável de sempre.
Pura bobagem. Nossas vidas exuberantes não vão sofrer um mísero arranhão com essa bagaça. Se ao menos o Tiririca tivesse vencido, ok, a conversa no almoço de domingo na casa da sogra seria mais animada.
Que nada. Nem sabemos quem é Marco Maia. E olha que o cidadão com direito a prisão e aposentadorias especiais está no comando da espelunca desde meados do semestre passado. Lembra dele? Nem eu.
Também não lembramos do nome da ministra do Meio Ambiente. E daí? Daí, nada. Izabella Teixeira também continua no comando da "pasta", desde 1º de abril de 2010. Nem vou me dar ao trabalho de piadas ou trocadilhos.
O fato é que essas pessoas deviam ser determinantes nas nossas vidas. Mas não são. São estranhos. Desconhecidos. E hostis. Anônimos revestidos de benefícios e nenhuma importância.
Para compensar essa frustração toda, José Sarney continua presidente do Senado. Um alívio para nossa memória. Desse lembramos muito bem. Foi ele quem prometeu abandonar a vida pública em 1989 (22 anos atrás).
Não é emocionante?
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