21 fevereiro 2011
O que mais a presidente Dilma vai esperar para declarar repúdio e romper relações com o governo de Muammar Gaddafi? Se não for por convicção, que o faça por inteligência. Só precisa ser bem rápido.
Esse brucutu líbio está com os dias contados. Vai sair pela porta dos fundos, foragido como criminoso de guerra, acusado de genocídio. Daqui a pouco, nem o Hugo Chaves dará asilo paro o ditador.
O maluco mandou bombardear praças com manifestantes. Mercenários foram pagos para metralhar cidadãos na rua. O exército também participou do massacre. Gaddafi endoideceu, pirou. Isso é coisa de psicopata, doente mental.
Said Gaddafi, filho e herdeiro político do ditador, ameaçou seu povo com "rios de sangue" caso insistam com as manifestações. Loucura hereditária, pelo visto.
Embaixadores líbios em diversos países renunciaram a seus postos e exigem a queda de Gaddafi. Pilotos que se recusaram a atacar compatriotas fugiram com seus aviões para países vizinhos. A casa caiu. O cachorro morreu.
Chega. Esse movimento aparentemente espontâneos por liberdade em países muçulmanos e do Norte da África podem até acabar na mesmice ou em novos governos conservadores e fundamentalistas. Revoluções nunca geram santos.
Mas que não se perde uma oportunidade dessas, com certeza, não. O tempo corre e, por enquanto, ainda dá para saber quem são os heróis e os vilões. Depois, fica bem mais difícil. Acorda, Dilma!
O que interessa é o Brasil se colocar, enfim, como um país que não tolera abusos, injustiças e violência contra gente pobre. Pelo menos, em países estrangeiros...
Aqui, até que ia bem um pouco de povo na rua. Que bom que o Carnaval está chegando.
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