15 março 2011
Bons tempos em que ser ator era uma desonra para a família, cantora era sinônimo de prostituta e fazer teatro era considerado vadiagem. Todo artista era um drogado, um pervertido, um rebelde. Bons tempos.
Não existe nada mais deprimente do que um artista careta, bem comportado e rico. Michelangelo disse, coberto de tintas e razão: "muita fome mata o artista, muita comida também".
Quem tem que dar bons exemplos para a juventude são os políticos e governantes. Já uma banda de rock com bom comportamento mereceria demissão por justa causa.
Fabio Assunção ganhou meu respeito depois que assumiu ser dependente químico. E essas novas atrizes (todas bonitinhas, limpinhas e graciosas), por mim, mereciam ser internadas num spa. Para sempre.
É um alívio ver Charlie Sheen brigando sozinho contra a Warner Bross. O cara é doido, drogado, insubordinado, irresponsável, suicida. Não por acaso, era o maior salário da TV americana. Nada mais justo.
Foi demitido por uma mensagem de texto. Seus patrões não tiveram nem a coragem de telefonar. Sheen os chamou de "baratas covardes" e foi para o ataque, como um terrorista alucinado. É isso aí!
Quer ter uma vida pacata, cercada de mordomias e bajulação? Vá trabalhar no mercado financeiro, entre para o crime organizado, se vira. Mas deixe as artes fora disso.
Os artistas já foram chamados de antena da raça. Captam o futuro, vivem para a posteridade. Não podem rastejar. Não são baratas covardes. Pisam nelas, isso sim.
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