28 abril 2011
Eu cantei a bola aqui, em agosto do ano passado. O PSDB iria virar pó depois das eleições presidenciais de 2010. Bela porcaria de previsão. Não precisava ser profeta para antever essa derrocada.
A criação do PSD (Partido Sem Destino?) é a prova definitiva de que não há oposição neste país. Um partido liderado por Gilberto Kassab só pode ser uma fiasco antecipado. A que ponto chegamos.
O prefeito de São Paulo é um representante notável do que há de mais inexpressivo na política brasileira. Cruzamento de tucano com demo, ele ir para a base de apoio do governo petista é um sinal preocupante. Fim de feira, xepa total.
Se o que sobrou do PSDB combativo é a ala capitaneara por Geraldo Alckmin, estamos perdidos. O governador de São Paulo não nasceu para dar porrada em ninguém, muito menos em quem possui mais poder que ele.
O DEM, ou PFL, ou Arena, tanto faz, definha em praça pública, não consegue nem sequer rosnar. Desesperados, seus integrantes trocam novamente de roupa para se aproximar das benesses do poder. Acabaram nus.
Deveríamos lamentar profundamente o fim da democracia neste país. Sim, porque sem adversários, qualquer governo está condenado ao fracasso. E não há República sem pluralismo.
Nem FHC, ou Serra, muito menos Marina Silva, têm credibilidade para se opor aos rumos que estão sendo dados ao Brasil. Simplesmente porque eles não oferecem alternativas. Mais do mesmo.
Vou me permitir uma conclusão pífia e vergonhosa: são todos farinha do mesmo saco. Político é tudo igual. Quando chegam ao poder, pedem para que esqueçamos o que escreveram ou disseram. São uns covardes.
Logo eu, que sempre enxerguei na política um campo de batalha. Acabou a luta. Perdemos todos.
Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Todos os blogs do R7















