19 abril 2011
Sou a favor de o Estado brasileiro proteger nossos índios. Na verdade, deixá-los em paz. Só faço algumas considerações, pronto pra levar flechada.
Índio que tem jatinho, trator, calção Adidas, sandália havaiana e camiseta de candidato não é índio. Tem madeireira e vende mogno, muitas vezes ilegalmente? Ah, não é índio mesmo.
Quer ser deputado federal, ganhar salário, estudar em universidades? Então deixe de ser índio. Simples. Civilizou? Lamento informar, optou pela "nossa" civilização. Azar seu.
Querem quilômetros quadrados para viver com suas dezenas de irmãos? Negócio fechado. Mas sem postos da Funai e escolas pagas com dinheiro público. Combinado? Querem aprender matemática para quê? Não são incas nem astecas.
Querem ser inimputáveis? É justo. Mas não usem revólveres, não façam contrabando, nem estuprem mocinhas "brancas". É pedir muito? Caso contrário, poderiam nos dar licença de vos colocar em uma cadeia?
Para que fique claro: índio é índio. Foi aculturado, se veste como branco, não sabe falar a língua nativa, vai no boteco tomar pinga? Então deixou de ser bugre. Pode vir para o lado de cá, seja bem-vindo. Mas sem essa historinha de que é índio. Já era.
Acho fundamental que as tribos que ainda vivem como tribos permaneçam onde estão. Isoladas, podem até continuar praticando infanticídio, sacrifícios e plantações de subsistência. Cada um tem direito à sua cultura, não é mesmo?
É melhor manter intocadas as verdadeiras comunidades indígenas na Amazônia do que permitir que multinacionais explorem nossas florestas até a exaustão. Desde que sejam, de fato, comunidades indígenas.
Nunca vi índio capitalista, empresário ou cooperativado. Só no Brasil. País generoso, esse nosso.
Veja mais:
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7











