7 julho 2011
Escárnio, desprezo, desdém. É isso o que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sente pela imprensa e pelo povo brasileiro. Ele está se lixando. Na verdade, para ele, a opinião pública é um vaso sanitário.
A desfaçatez com que ele tripudia sobre todos nós é típica de quem se julga acima da lei. Ele age como um vilão de telenovela ruim. Arrogante, prepotente, frio e truculento.
Dúvida? Acha que é um exagero? Então leia a entrevista (repleta de palavrões) que o Teixeirão concedeu à revista Piauí de julho. Está tudo lá. É praticamente uma confissão.
Leia trechos da entrevista aqui.
Não deixa dúvidas sobre seus conchavos com a Rede Globo. Na cara dura, diz que não tem medo das acusações que sofre por recebimento de propinas, favorecimento, desvio de verba, venda de votos, contrabando, metade do Código Penal.
Teixerão esculacha. E arremata, cínico: "Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional". “Meu amor”, no caso, é a repórter. Cafajeste, não?
Talvez por se relacionar tão intimamente com a Globo, chama a imprensa brasileira de “vagabunda”. E ameaça: “Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada”.
Precisa dizer algo mais? Está bom pra você? E para o ministro dos Esportes, Orlando Silva? E para a presidente Dilma? E para o Congresso Nacional? Para o Teixeirão, parece que está.
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