17 julho 2011
Perder quatro pênaltis após 120 minutos sem fazer um único gol contra a insignificante equipe do Paraguai é a consagração definitiva da mediocridade em que a CBF colocou o futebol brasileiro.
Robinho, ao final do vexame, declarou aos repórteres que é a “hora de levantar a cabeça”. De boa, o momento é de abaixar a cabeça, ajoelhar, pedir perdão. Foi uma vergonha.
A seleção se tornou a perfeita tradução do fracasso de um modelo de gestão condenado às páginas policiais.
Dentro de campo, não há a mais pálida lembrança daquele que já foi o futebol mais talentoso e vitorioso do planeta. Só vimos um amontoado de jovens milionários sem alma, capitaneados por uma comissão técnica covarde, sob o comando de cartolas corruptos que se lixam para o povo brasileiro.
O recado está dado. Chegaremos à Copa de 2014 em frangalhos. O país demonstra que fora de campo também está despreparado para assumir compromissos mínimos. Não teremos estádios, aeroportos, trem-bala, metrô ou rede hoteleira decentes. Não teremos nem mesmo uma equipe digna. Será humilhante.
O futebol virou um pasto descampado para desmandos, incompetência e corrupção. Nesse terreno baldio nada de bom florescerá. É terra arrasada.
Que essa tragédia sirva ao menos para decretar a falência de uma era de equívocos. Que o placar de hoje, 17 de julho de 2011, fique como um aviso: precisamos zerar o futebol brasileiro. Antes que ele acabe de vez.
+ Curta o R7 no Facebook
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7












