3 agosto 2011

Dia do Orgulho Hétero. Mas que veadagem é essa? Sempre achei essa ideia engraçada e jamais acreditei que alguém pudesse pagar o mico de levar isso a sério. Que patético.

Quando sai do campo da brincadeira, esse tipo de iniciativa, de tão esdrúxula, desperta piedade e compaixão. São pessoas que se sentem oprimidas as que chegam a esse ponto de desespero.

Que os gays manifestem seu orgulho, é compreensível. Sofreram milênios de opressão, obrigados a ocultar seu desejo numa vida miserável e repleta de medo. Foram perseguidos, humilhados e mortos apenas por serem o que são.

Que heterossexual pode se julgar assim, massacrado e oprimido? Em que armário essa turma se escondeu esse tempo todo? O que lhes tem sido negado? Hum, aí tem coisa.

O pessoal que agasalhou essa parada precisa vir a público se explicar melhor. Do jeito que está, a vizinhança vai começar a tirar conclusões apressadas, com alguma razão. Quer dizer que o povo da cidade de São Paulo está se sentindo sufocado?

Me incluam fora dessa. Às vezes até que eu sinto um calorzinho, nada que um chope não resolva. Passou disso, ligo para uma amiga e boto a conversa em dia. Nessas horas, é bom evitar aglomerações ou passeatas.

De qualquer forma, sou incondicionalmente a favor da liberdade de expressão. É um direito constitucional. Quer sair na rua, de terno e gravata, gritando que é homem? Ui. Vai em frente e se joga, bró.

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