26 agosto 2011
Genial o projeto da Assembleia Legislativa de São Paulo que autoriza o retorno dos mastros de bandeira (leia aqui) nos estádios de futebol.
Como já estão discutindo a liberação de bebidas alcoólicas nos jogos da Copa (leia aqui), era o caso de propor o uso obrigatório de armas de fogo e o fim do policiamento.
O certo mesmo era entregar tudo na mão das torcidas organizadas. Aí a festa ia ser completa. Rojões, raios laser, bazucas e alucinógenos deveriam ser distribuídos antes dos jogos para os torcedores que ostentassem camisetas e faixas alusivas ao crime organizado.
Graças a iniciativas como essas, o futebol poderá recuperar a grandeza e virilidade dos velhos tempos. Arquibancada não é lugar para mariquinhas ou famílias desocupadas. Quer assistir a uma partida em paz? Fica em casa vendo TV a cabo. Ora, bolas.
Quem faz o espetáculo são os torcedores profissionais que dedicam suas vidas a acompanhar os times aonde eles forem. Os dirigentes de clubes estão aí sempre dispostos a bancar esse exército de aficionados. Pudera, devem estar todos desempregados.
Esses verdadeiros soldados precisam de apoio. Uniformes eles já têm. Basta fornecer munição. Guerra é guerra, e os gramados, afinal, não são campos de batalha?
Os deputados paulistas deveriam convocar representantes dos hooligans ingleses para dar uma assessoria nessa retomada da cultura bélica no futebol. Com a volta dos gladiadores, finalmente poderemos chamar nossos estádios de arenas.
Ainda bem que temos parlamentares visionários, arrojados e modernos, sempre atentos às nossas prioridades. São eles que hasteiam nossas principais bandeiras. Tremulantes.
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