29 setembro 2011

post provocador 300x225 Gisele fez propaganda enganosa
Tem mais é que proibir o comercial da Gisele Bündchen. Onde já se viu humilhar a mulher brasileira dessa forma? Afinal, quantas esposas tem aquele corpinho?

É propaganda enganosa. Dependendo da patroa, o melhor é usar armadura, e não calcinha e sutiã, na hora de avisar que bateu o carro do maridão.

Não tem nada a ver essa história de que a propaganda trata a mulher como objeto sexual. Isso é ideia de baranga mal-amada. O problema é outro.

A brasileira adora ser sexy. De forma geral, é uma sedutora por livre e espontânea vontade. Não vai ser um filminho publicitário que vai deixar a mulherada mais libidinosa.

Curioso é as feministas não terem reclamado do comercial de TV a cabo em que a Gisele é esnobada pelo marido babaca enquanto esfrega o chão. Quer dizer que estereótipo de submissa pode, desde que esteja vestida?

Precisam tirar o comercial de lingerie do ar porque ele é sem graça e a piada é ruim e induz a erro: trazer a sogra pra morar em casa e estourar o cartão de crédito não é notícia que se dê nem mesmo pelado.

Além do mais, chega de Gisele, minha gente. Ela já estourou o pé de meia dela. Virou reserva de mercado? Vamos abrir concorrência: tem tanta mulher bonita por aí querendo tirar a roupa!

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26 setembro 2011

frameCivita Cuidado que a “Vejite” pega

 

Existe uma patologia no jornalismo que se chama Vejite. Essa nomenclatura foi criada especificamente para definir o que a revista Veja faz. É um caso único. E sem cura.

A anomalia consiste em interpretar a realidade de forma distorcida, sem nenhum constrangimento. Mesmo que todas as evidências comprovem o contrário, o "vejismo" repete compulsivamente as mentiras que lhe convém.

Em seres humanos, a psiquiatria considera esse tipo de atitude um desvio de caráter. Mas como a Veja há tempos abdicou de qualquer resquício ético, essa comparação não procede. Não há caráter, todas as maldades que ela pratica são deliberadas e conscientes.

Em rigorosos intervalos de uma semana, ocorrem surtos que se caracterizam por uma patética tentativa de proteger aliados e perseguir desafetos. É muito fácil diagnosticar essa doença terrível.

Nas páginas da última edição, por exemplo, num claro sintoma de bipolaridade, a Veja, em sua coluninha Sobe e Desce,  inventa números e delira em praça pública, como um cão danado espumando sobre uma calculadora quebrada.

Do nada, diz que a Rede Globo “fechou agosto com 30,8 pontos de Ibope no horário nobre na Grande SP, um crescimento de 12% em relação a 2010”.

Ao lado, manda uma mensagem cifrada, comum em dementes e alucinados: “O diabo esbraveja e espuma de raiva, mas os espetáculos televisivos protagonizados pelo canhoto e seus possuídos não estão colando – e rendendo – como antes”. Hã?

Não é o caso de internar? Os dados não correspondem à verdade, estão inflados, absurdos, nunca houve esse percentual de audiência.

O correto seria 28,5 pontos. Parece pouco, mas considerando só a Grande São Paulo, trata-se de 138 mil residências a mais na contabilidade doentia. É um delírio.

Quanto à frase indecifrável, mal escrita e desengonçada, cabe solicitar providências na esfera do exorcismo, já que nada tem a ver com um texto jornalístico. É possessão, estágio final desse tipo de loucura. Vade retro.

É muito desagradável ficar observando esse tipo de decomposição. Cheira mal, ofende os sentidos e não desperta compaixão. É cruel falar assim, mas é caso de isolamento. A sociedade não pode conviver com isso.

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23 setembro 2011

escola suspensa Uma tragédia inevitável

A tragédia na escola de São Caetano do Sul não tem responsáveis. Não havia como prever, tampouco impedir. Quem fala o contrário é demagogo, hipócrita ou oportunista.

Os piores são os que tentam transformar um dos principais afetados em responsável. Chega a ser crueldade imaginar que o pai do garoto deva ser castigado por ter sua arma furtada pelo filho que se matou.

Não havia o que fazer. Uma criança de 10 anos praticar um crime desses, seguido de suicídio, é algo que foge até da literatura psiquiátrica. Ficarmos chocados e comovidos não serve nem como desabafo diante de algo tão inexplicável.

Alguns agora se apressam a usar argumentos absurdos, elencar críticas vazias contra governos e autoridades, apresentando propostas mais estúpidas e violentas que o ato que todos lamentamos.

Em resumo, querem que escolas se transformem em prisões, Febens que enclausurem a todos os nossos jovens, condenando-os desde o início a serem integrantes de uma sociedade sem futuro.

Esses idiotas estão macaqueando os Estados Unidos, em um inconsciente complexo de inferioridade. Sem perceber, sentem inveja da doença social que a cada período letivo gera psicopatas escolares no Hemisfério Norte.

Calma, do jeito que vamos, chegaremos lá. Mas ainda estamos bem longe das sociopatias teens americanas e europeias. Detectores de metal, grades, revistas na entrada. Só falta sugerir seguranças armados e solitárias para os estudantes com algum suposto desvio de comportamento.

Vamos parar de dar voz aos dementes que usam  a mídia para cuspir insensibilidades. Usem o controle remoto quando algum histérico começar a urrar palavras mais sangrentas e dolorosas que aquilo que hoje todos nós estamos tentando simplesmente enterrar com dignidade e respeito.

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22 setembro 2011

troy davis reuters g 20110922 Pena de morte é coisa de assassinos

Troy Davis/Reuters

Em condições extremas, eu acho justa a pena de morte. Mas sou radicalmente contra a aplicação da pena de morte. Simples assim.

O caso do americano Troy Davis (leia aqui) é um exemplo capital de como o Estado e a Justiça são capazes de agir como assassinos frios e cruéis.

Davis recebeu uma injeção letal na noite desta quarta-feira (21), após permanecer durante 20 anos no corredor da morte.

Só para efeito de comparação, é pouco provável que algum assassino confesso fique esse tempo todo preso aqui no Brasil. Enfim.

Centenas de manifestações em todo o mundo pediram a suspensão da sentença baseada em diversos vícios judiciais que revelavam dúvidas consistentes sobre a inocência do condenado.

Durante o processo, sete de nove testemunhas de acusação se retrataram sobre terem reconhecido o réu como autor da morte de um policial, em 1989. A arma do crime nunca foi encontrada e nenhuma prova digital ou traço de DNA foi revelado.

Por conta de tecnicismos jurídicos impiedosos e sem a clemência das autoridades, o homem foi morto. Friamente. Mesmo alegando inocência e sem provas definitivas.

Só um detalhe: ele era negro e a vítima, branca.

O caso de Troy Davis se tornará uma pequena estatística de erro judicial, diante do imenso número de mortos por crimes violentos. O fato é que pouca gente se importa, com uma ou com outro.

Ainda mais nos Estados Unidos, bastião de uma nação “civilizada e democrática” que ainda aplica a pena de morte. Nem vamos citar os países que promovem execuções por apedrejamento ou forca, que aí a argumentação ficaria bizarra.

Como a Justiça é feita por homens, ela é falha. A vida de um único ser humano inocente não vale a execução de centenas de criminosos. Definitivamente, não vale. Quem pensa o contrário é cínico, doente e burro. Merecia morrer por isso.

***

OBS: Está em cartaz em São Paulo, no Tuca Arena, o espetáculo teatral Doze Homens e uma Sentença, baseado em um famoso filme dirigido por Sidney Lumet e estrelado por Henry Fonda, em 1957. É imperdível.

Na peça, um texto indiscutivelmente genial e um elenco talentoso mostram como não se pode condenar uma pessoa, ainda mais à morte, se houver uma “dúvida razoável”.

Ou seja: sem a certeza absoluta, não é possível fazer justiça. Convido os defensores da pena de morte a assistirem a essa obra.

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20 setembro 2011

transito blog Quem precisa de proteção não é quem fabrica, mas quem compra carros!

Proteger a indústria automobilística nacional? Quem precisa de proteção somos nós, os idiotas que compram carros!

Depois da declaração da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos, é possível ter certeza de que a presidente Dilma entrou literalmente numa roubada ao aumentar os impostos dos importados.

A Anfavea, por meio de seu presidente, Cledovino Belini, deixou bem claro que as montadoras brasileiras estão se lixando e não vão se comprometer a manter os preços das carroças que produzem.

Em outras palavras: vão se aproveitar da porrada que o governo deu nos carros estrangeiros e, sem concorrência, deitar e rolar, como sempre fizeram. São uns gananciosos sem conserto nem revisão.

Foi a chegada de coreanos, franceses e chineses que deu um susto na indústria nacional. Todos sabemos que a margem de lucro no Brasil é a maior do sistema solar. Mesmo com os impostos pesados que pagamos, é uma indecência a ganância dessa turma.

O governo diz que a taxação dos carros fabricados no exterior fortalece nossa indústria, preserva empregos e ajuda na balança comercial (leia aqui).

Já ouvimos essa conversa dezenas de vezes, principalmente durante a ditadura militar.

O que essa política fez, na prática, foi criar um mercado fechado, incompetente, preguiçoso e voraz. Nossos carros sempre foram ruins e caros.

Se a intenção é praticar nacionalismo, que seja de uma forma justa e inteligente. Não existe benefício sem contrapartida. Alguém precisa dar uns murros na mesa, pô!

Muito mais eficiente teria sido dar um prazo para as montadoras estrangeiras construírem fábricas aqui. Passado esse período, beleza, pancada neles.

O que não pode é dar uma rasteira na concorrência, mudar as regras de um dia para o outro e deixar o povo a ver navios. Sim, porque carros de qualidade é que não veremos, nunca mais.

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19 setembro 2011

Que deu na Claudia Leitte? Primeiro, pagou o mico de cantar em inglês durante o Miss Universo. No Brasil. Agora incorporou uma Shakira bem oferecida no clipe com o Ricky Martin. Segura o tchan!

Samba - Claudia Leitte e Ricky Martin por perolasblogs no Videolog.tv.

Concordo que o rapaz é o gay assumido mais, digamos, exuberante do show bizz. Ainda mais com aquela barba mal-feita, tão máscula.

Ficar rebolando diante dele não compromete nenhuma mulher, ainda mais uma linda e serelepe embaixadora da Bahia.

Não por acaso, colocaram um bailarino negro para dar credibilidade sexual à dança do acasalamento que os dois cantores simulam durante três minutos.

Se era pra propagar a diversidade sexual, melhor seria se ela se atracasse com a Ivete Sangalo. Certeza.

Mas aonde quer chegar nossa princesa do axé vestindo um ridículo capacete de unicórnio e um troço de porta-bandeira que mais parece fantasia de extraterrestre?

Para logo em seguida exibir o vestido mais curto e apertado da história dos paetês?

Se ela quer ser reconhecida como estrela pop no exterior, o máximo que conseguirá é aumentar o tráfico internacional de mulheres brasileiras. Aquilo é contrapropaganda, só o empresário dela não percebeu.

Não tenho nada contra sensualidade e até mesmo uma coreografia mais picante. Mas o bom gosto e a autoestima são o limite para qualquer safadeza.

E o Itamaraty, não vai fazer nada? A Constituição deveria criar regras claras para preservar a soberania nacional. Proibir brasileiras de darem bola pra argentinos, por exemplo.

O Ministério da Cultura também não pode se omitir. Claudia Leitte é um patrimônio cultural. Alguém tem que preservar aquela moça.

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16 setembro 2011

Essa briga entre os vereadores gaúchos de São José do Hortêncio (assista aqui) me deu uma ideia que pode se tornar uma campanha cívica. Vamos instituir o UFC nas câmaras municipais!

Se der certo, e tem tudo pra dar, podemos estender a medida paras as assembleias e o Congresso Nacional.

É simples. Todos os plenários seriam cobertos e fechados como uma jaula. Em vez de votações e debates, os nobres parlamentares resolveriam tudo ali mesmo, na porrada.

Como eles já estão acostumados a jogo sujo, não haveria regras. Vale tudo e ponto final. Sem apartes.

Graças ao notório desprezo da classe política pelo Judiciário, a figura de um juiz seria descartada. Golpes baixos, soco inglês, formação de bandos, interferência de assessores, tudo estaria liberado.

Um ponto polêmico, a ser estudado, é se a luta pararia apenas com morte de um dos oponentes, como nos circos romanos. É uma hipótese tentadora, desde que não houvesse suplentes, o que geraria muito ônus para o contribuinte.

Sabemos que vereadores costumam ser gordinhos e barrigudos. Isso tira um pouco da beleza do espetáculo, que evidentemente seria televisionado. Em canal aberto, claro. Pay-per-view vai gerar corrupção, melhor evitar.

A proposta está na mesa. Aproveito e lanço a candidatura de Anderson Silva.

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14 setembro 2011

Baseado no bom gosto das fotos de Scarlett Johansson que vazaram na internet, sou a favor desta turma de hackers que anda invadindo celulares e computadores de celebridades. Meu apoio!

Essa turma de tarados cibernéticos está dando uma lição de estética: quando cenas de nudez são para uso doméstico e pessoal, prevalecem a autoestima e certo refinamento. Mesmo que fora de foco.

Nada ofende se mostrado com delicadeza. Bem diferente das subcelebridades que se expõem de forma premeditada, mostrando partes íntimas e acessórios libidinosos em festas, palcos e lençóis. Um horror.

É um alerta, principalmente para adolescentes mais afoitos. Porque viraram mania vídeos de menores de idade transando em banheiros de escola ou promovendo orgias em horário de aula. É preciso algum critério, molecada!

Nem me escandalizo mais. Essa moda de se expor publicamente veio para ficar. É uma espécie de suicídio inconsciente ou um desejo mórbido de assassinar a própria sexualidade, explodindo-a em público.

Fazer o quê? É falta de discernimento, burrice, vadiagem. Tanto faz. É preciso talento também na hora de pagar mico. Afinal, são imagens que ficarão para sempre.

O que os hackers da Scarlett mostraram é que pode haver arte na invasão de privacidade. E que, quando não queremos nos expor, o corpo humano é de uma beleza comovente.

Jovens e candidatas a popozudas, deixem que suas intimidades venham a público pela mão de profissionais. Não se precipitem. Existem olhares ávidos, verdadeiros caçadores de talentos trabalhando por um mundo melhor. Gente que merece respeito.

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13 setembro 2011

misses 3 TL Miss Universo é um show de horrores
Concurso de miss é uma das maiores chatices que já inventaram. Parecia ter caído no merecido esquecimento, mas eis que ressurge das cavernas da TV brasileira esse show de feiúra e cafonagem.

Talvez na década de 60 ainda fizesse algum sentido esse desfile de mulheres seminuas e soterradas em laquê. Faz parte do anedotário universal as declarações imbecis das candidatas querendo se passar por meninas puras e noras ideais.

Tenho certeza que a associação de beleza com burrice vem desse circo de horrores. É um enredo tão engessado, fútil e artificial que dá vontade de casar com a primeira baranga que aparecer.

Mais insuportável que um amontoado de feministas gordas e mal-humoradas, só uma fileira de magrelas sorrindo à toa. Pobres mulheres.

Por outro lado, a nudez feminina se tornou algo tão banal e estúpido que pode haver uma dose de saudosismo nessa ressurreição das barbies. Como eram bons os tempos em que modelos se comportavam como garotas de programa (de TV, que fique claro).

Porque, convenhamos, ainda mais no Brasil, ver uma moça bonita, despida, em poses sensuais, se tornou tão comum quanto sexo na novela das oito. Democraticamente, os homens agora também tiram a roupa em público. Que beleza.

Pelo menos elegeram uma negra. Bonita, a moça. Já a brasileira, deve ter sido convocada pelo Mano Menezes. E, sinal dos tempos, já posou para sites pornográficos. Mais um pouco, farão test drives com jurados?

Mas, como todas as misses que já vi, perdem fácil se formos a uma praia e prestarmos atenção nas meninas que passam, tão cheias de graça, num doce balanço, a caminho do mar...

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9 setembro 2011

Há algo de podre no reino do futebol brasileiro. Eis a questão. Quando o ex-todo poderoso presidente da Fifa João Havelange resolve criticar a Rede Globo é porque todos os vilões resolveram se engalfinhar em público (Leia mais aqui).

Havelange, como de costume, não age por idealismo ou senso de justiça. As críticas  atendem apenas a motivações mesquinhas, mas não deixa de ser didático para entender como agem os déspotas quando contrariados em seus interesses.

O homem que comandou a Fifa como um imperador bárbaro saiu em defesa do ex-genro Ricardo Teixeira, por conta das denúncias chinfrins que a Velha Senhora divulgou após ele não ter feito a “vontade da emissora”.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, as acusações contra Teixeira só foram noticiadas após o dirigente da CBF decidir mudar o horário dos jogos, que são transmitidos pela Globo.

- Por que isso? Porque mudou horário de jogo. O Ricardo só não serve na hora que não faz as vontades. Enquanto interessou à Globo, era um gênio. No dia em que ele quis tomar uma medida que poderia ferir a emissora, ela se volta contra ele.

Viu só? É assim que funciona. De novo, a imagem de um grupo de mafiosos se impõe. Eles se defendem quando seus privilégios são atingidos. E atacam em bando para ocupar e manter territórios.

Ricardo Teixeira já declarou, aos palavrões, que está se lixando para a imprensa brasileira, que é “vagabunda”. É um arrogante, que se julga intocável em seus malfeitos.

O Brasil espera o fim desta história.

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