13 setembro 2011

Concurso de miss é uma das maiores chatices que já inventaram. Parecia ter caído no merecido esquecimento, mas eis que ressurge das cavernas da TV brasileira esse show de feiúra e cafonagem.
Talvez na década de 60 ainda fizesse algum sentido esse desfile de mulheres seminuas e soterradas em laquê. Faz parte do anedotário universal as declarações imbecis das candidatas querendo se passar por meninas puras e noras ideais.
Tenho certeza que a associação de beleza com burrice vem desse circo de horrores. É um enredo tão engessado, fútil e artificial que dá vontade de casar com a primeira baranga que aparecer.
Mais insuportável que um amontoado de feministas gordas e mal-humoradas, só uma fileira de magrelas sorrindo à toa. Pobres mulheres.
Por outro lado, a nudez feminina se tornou algo tão banal e estúpido que pode haver uma dose de saudosismo nessa ressurreição das barbies. Como eram bons os tempos em que modelos se comportavam como garotas de programa (de TV, que fique claro).
Porque, convenhamos, ainda mais no Brasil, ver uma moça bonita, despida, em poses sensuais, se tornou tão comum quanto sexo na novela das oito. Democraticamente, os homens agora também tiram a roupa em público. Que beleza.
Pelo menos elegeram uma negra. Bonita, a moça. Já a brasileira, deve ter sido convocada pelo Mano Menezes. E, sinal dos tempos, já posou para sites pornográficos. Mais um pouco, farão test drives com jurados?
Mas, como todas as misses que já vi, perdem fácil se formos a uma praia e prestarmos atenção nas meninas que passam, tão cheias de graça, num doce balanço, a caminho do mar...
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