20 setembro 2011
Proteger a indústria automobilística nacional? Quem precisa de proteção somos nós, os idiotas que compram carros!
Depois da declaração da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos, é possível ter certeza de que a presidente Dilma entrou literalmente numa roubada ao aumentar os impostos dos importados.
A Anfavea, por meio de seu presidente, Cledovino Belini, deixou bem claro que as montadoras brasileiras estão se lixando e não vão se comprometer a manter os preços das carroças que produzem.
Em outras palavras: vão se aproveitar da porrada que o governo deu nos carros estrangeiros e, sem concorrência, deitar e rolar, como sempre fizeram. São uns gananciosos sem conserto nem revisão.
Foi a chegada de coreanos, franceses e chineses que deu um susto na indústria nacional. Todos sabemos que a margem de lucro no Brasil é a maior do sistema solar. Mesmo com os impostos pesados que pagamos, é uma indecência a ganância dessa turma.
O governo diz que a taxação dos carros fabricados no exterior fortalece nossa indústria, preserva empregos e ajuda na balança comercial (leia aqui).
Já ouvimos essa conversa dezenas de vezes, principalmente durante a ditadura militar.
O que essa política fez, na prática, foi criar um mercado fechado, incompetente, preguiçoso e voraz. Nossos carros sempre foram ruins e caros.
Se a intenção é praticar nacionalismo, que seja de uma forma justa e inteligente. Não existe benefício sem contrapartida. Alguém precisa dar uns murros na mesa, pô!
Muito mais eficiente teria sido dar um prazo para as montadoras estrangeiras construírem fábricas aqui. Passado esse período, beleza, pancada neles.
O que não pode é dar uma rasteira na concorrência, mudar as regras de um dia para o outro e deixar o povo a ver navios. Sim, porque carros de qualidade é que não veremos, nunca mais.
+ Curta o R7 no Facebook
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7












