23 setembro 2011
A tragédia na escola de São Caetano do Sul não tem responsáveis. Não havia como prever, tampouco impedir. Quem fala o contrário é demagogo, hipócrita ou oportunista.
Os piores são os que tentam transformar um dos principais afetados em responsável. Chega a ser crueldade imaginar que o pai do garoto deva ser castigado por ter sua arma furtada pelo filho que se matou.
Não havia o que fazer. Uma criança de 10 anos praticar um crime desses, seguido de suicídio, é algo que foge até da literatura psiquiátrica. Ficarmos chocados e comovidos não serve nem como desabafo diante de algo tão inexplicável.
Alguns agora se apressam a usar argumentos absurdos, elencar críticas vazias contra governos e autoridades, apresentando propostas mais estúpidas e violentas que o ato que todos lamentamos.
Em resumo, querem que escolas se transformem em prisões, Febens que enclausurem a todos os nossos jovens, condenando-os desde o início a serem integrantes de uma sociedade sem futuro.
Esses idiotas estão macaqueando os Estados Unidos, em um inconsciente complexo de inferioridade. Sem perceber, sentem inveja da doença social que a cada período letivo gera psicopatas escolares no Hemisfério Norte.
Calma, do jeito que vamos, chegaremos lá. Mas ainda estamos bem longe das sociopatias teens americanas e europeias. Detectores de metal, grades, revistas na entrada. Só falta sugerir seguranças armados e solitárias para os estudantes com algum suposto desvio de comportamento.
Vamos parar de dar voz aos dementes que usam a mídia para cuspir insensibilidades. Usem o controle remoto quando algum histérico começar a urrar palavras mais sangrentas e dolorosas que aquilo que hoje todos nós estamos tentando simplesmente enterrar com dignidade e respeito.
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