6 setembro 2011

Um pai de uma garota de 12 anos está processando o Facebook. Segundo ele, a rede social é responsável por a garota ter publicado fotos pessoais consideradas “sexualmente explícitas”. (Leia aqui).

Isso é que é querer tirar um troco fácil em cima da própria incapacidade de dar educação aos filhos. É grosseira a sucessão de omissões que os pais cometeram até que a menina pudesse publicar seus encantos na internet.

A pirralha se veste dentro de casa como uma bailarina de cabaré. Usa como câmera o celular que provavelmente ganhou de aniversário da avó. Posta as imagens usando o computador que a família comprou. E a responsabilidade é do site no qual ela se inscreveu mentindo sua idade?

O caso aconteceu na Irlanda do Norte. Imagine se fosse no Brasil. O Judiciário sofreria um colapso se todos os pais bananas entrassem com ações desse tipo. A turma iria viver de indenizações.

É muita cara de pau desse senhor irlandês. Transferir responsabilidades é a lição que está ensinando à filhinha sirigaita. Detalhe: a pivete abriu uma outra conta no Face, sem as tais fotos. Continuou mentindo a idade mínima permitida, de 13 anos. Sabe o que está fazendo, não?

Vamos parar de hipocrisia. Quem pariu que embale.  Pornográfico é ser um pai ausente.

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3 setembro 2011

Que a CBF é um ninho corrupção, não há mais dúvidas. E que tudo que envolve a Copa do Mundo no Brasil está sob suspeita, todo mundo já sabe. O que não pode acontecer é o governo federal entrar nesse mar de lama.

Pois é o que parece ter acontecido no caso envolvendo o Ministério dos Esportes, ao liberar R$ 6 milhões para um convênio fantasma que nem deveria ter saído do papel. Dinheiro que foi parar nos cofres de um tal Sindafebol, um obscuro e desconhecido sindicato de Associações presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi.

A verba foi liberada sem licitação e com parecer contrário do jurídico do próprio ministério. Para quê? Fazer o cadastramento das torcidas organizadas. Tenham dó. Eles acham que somos trouxas mesmo. Pura várzea.

A Controladoria-Geral da União solicitou esclarecimentos do ministro Orlando Silva Júnior. Ele fez que não era com ele, mesmo tendo assinado a papelada suja, e mandou um aspone de terceiro escalão se reunir com a cartolagem. Saíram da conversa dizendo que estava tudo OK, e ficou por isso mesmo.

Pera lá! Por onde quer que se olhe, essa maracutaia é indefensável, é dinheiro público jogado no lixo, na cara de todo mundo. Os milhões estão há meses numa conta administrada pelo Contursi. Que a CBF e seus comparsas continuem a agir como mafiosos, paciência. Mas bem longe de Brasília!

A presidente Dilma tem se mantido à distância, inclusive física, do senhor Ricardo Teixeira. Tem dados sinais que não concorda com modus operandi da quadrilha que tomou conta do futebol brasileiro.

Pois é uma boa hora para deixar isso ainda mais claro. O ministro Orlando Silva Júnior tem a obrigação de vir a público encerrar essa bandalheira. Dar a cara à tapa, assumir a responsabilidade que ele teve nessa esbórnia. E não fugir como um menino assustado.

Poderia se inspirar na grandeza de seu pai, o Cantor das Multidões, e evocar um de seus maiores sucessos, “Errei, erramos”. O ministro que suba num palanque e entoe, a plenos pulmões: “Venho ao tribunal da minha consciência, como réu confesso, pedir clemência”.

Se ele merece perdão, a presidente Dilma que nos diga. Ela só não pode ficar de plateia, quietinha.

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