3 outubro 2011
O afastamento do CQC QCAcha Rafinha Bastos só comprova o que sempre disse. O programa da Band pratica um humorismo covarde. A própria emissora assinou o atestado de óbito da atração. Eles ficaram sem moral para tirar sarro de mais ninguém.
Quer dizer que só inimigos e pessoas indefesas podem ser humilhados e desrespeitados? Se for a Wanessa e seu marido empresário, amigos do Ronaldo Fenômeno, todo cuidado é pouco?
A bandeira foi tamanha que o Marco Luque, companheiro de bancada, assumiu sua trairagem em público. Seu “comunicado oficial” dizendo que a piada do colega é “idiota e de mau gosto” é uma vergonha. Eu pegava uma cara desses na saída.
Depois de centenas de piadinhas infantis, deselegantes, grosseiras, sexistas, misóginas e, principalmente, sem nenhuma graça, a casa caiu? A punição ao humorista, por fazer o que sempre fez, é hipócrita e oportunista.
Se a equipe do CQC tivesse algum compromisso sincero com a liberdade de expressão, se toda aquele discurso desbragado e arrogante contra o politicamente correto fosse pra valer, só haveria uma decisão decente: um pedido coletivo de demissão.
Essa turma não gosta de humorismo. Gosta é de dinheiro. Fazem qualquer coisa por seus empregos e merchandisings. Eles se levam a sério demais.
Minha mais completa solidariedade a Rafinha Bastos! Até porque nunca ri de uma piada dele, tenho todos os motivos para ficar triste com essa história. Não se abandona assim um companheiro que lutou tanto pela consagração do humor a qualquer custo. Isso vai custar caro.
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