31 outubro 2011
Um balanço dos Jogos Pan-Americanos permite reforçar uma opinião que eu sustento há anos: Cuba possui uma cultura esportiva invejável, exemplar, que não sei por que motivo não é adotada por outros países, principalmente o Brasil governado pelo PT.
O quadro final de medalhas coloca o pequeno país do Caribe em segundo lugar, com 58 medalhas de ouro (136 no total), enquanto o Brasil fica numa “honrosa” terceira posição, com 48 ouros (141 no total).
Sempre fiquei intrigado com esse desempenho cubano. O PIB deles, de US$ 57 bilhões, é caraminguá perto dos nossos US$ 2 trilhões, prestes a nos tornar a sexta maior economia do planeta.
Aquela ilha tem meros 110 860 km² de superfície. É menor que a do Amapá e superior a apenas nove de nossos Estados. A população total, de estimados 12 milhões, é inferior à da Bahia e equivalente à nossa região menos populosa, a Centro-Oeste.
Isso significa que se o riquíssimo Estado de São Paulo, ou o Rio, ou Minas, escolha qualquer UM deles, inquestionavelmente mais ricos e populosos que Cuba, resolvesse tomar vergonha na cara e implantar um modelo de formação de atletas parecido com a dos cubanos (mesmo que o restante do país continuasse sendo irresponsável com nossos atletas), nos tornaríamos com muita folga a segunda força esportiva das Américas.
Não faço nenhuma comparação com os EUA de propósito. Até porque os resultados obtidos por Cuba, proporcionalmente, também humilham os ianques.
É um país pobre, miserável até. O bloqueio econômico que sofre dos americanos é brutal. Durante décadas, viveram da mesada que os soviéticos mandavam. Dinheirinho pra pagar as despesas básicas, mais um trocado pra o fim de semana.
Creio que meus inteligentíssimos leitores entenderam aonde quero chegar. Anos atrás, esse raciocínio seria considerado subversivo, questão de segurança nacional. Mas hoje, já que o comunismo deixou de ser uma ameaça e seus restos mortais estão expostos em praça publica, não há mais desculpas.
Principalmente neste momento em que o Partido Comunista do Brasil se vê envolvido numa crise aparentemente incontornável. Sim, Aldo Rebelo, assim como Orlando Silva, são comunistas! Eles sabem de cor a letra da Internacional e juram que lutam pelos fracos e oprimidos.
De pé, ó vítimas da fome! Não podemos aceitar comunistas genéricos no comando dos Esportes neste país. Desconfio que sejam na verdade placebos dessa ideologia que na Ilha forja campeões e elimina o analfabetismo.
Chamem Fidel Castro, antes que seja tarde. Ou mesmo o mano Raul. Precisamos entregar o comando do Ministério dos Esportes a Cuba. Chega de intermediários incompetentes!
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