30 novembro 2011

ronaldinhookokokoko Ronaldo vai ser um peso no Comitê da Copa


Ronaldo vai sucumbir ao peso da própria imagem. Ao aceitar o convite do coronel Ricardo Teixeira para ser o "homem forte" do Comitê da Copa do Mundo de 2014, o outrora Fenômeno vai diminuir ainda mais sua envergadura pública. Melhor seria se emagrecesse de uma vez.

Ronalducho não tem a genialidade de Pelé, a elegância de Falcão ou o caráter de Zico. A cada dia, se mostra apenas uma pessoa muito mal relacionada.

Entrou para o time dos gângsteres, como diria seu principal padrinho, Andrés Sanchez, não por acaso escalado para diretor de seleções da CBF.

Além do mais, Ronaldão não esconde que se tornou um mero empresário. Ganancioso e desleal, pela forma como se comportou ao tentar atravessar a negociação de Neymar com o Real Madrid. O negócio dele é dinheiro.

E, convenhamos, é bom que ele deixe rapidinho seus contratos de marketing que envolvem jogadores da seleção. Seria indecente acumular funções tão incompatíveis. A não ser que queira assumir os mesmos métodos criminosos do seu amigo coronel.

E é arrogante, o ex-atleta. Basta lembrar como sempre apela para seus amiguinhos playboys e milionários. Ameaça os que ousam causar-lhe qualquer desconforto, em uma atitude típica de pessoas truculentas.

Não se iludam com aquela simpatia calculada. Desde que voltou ao Brasil, foi literalmente ancorado pela fabriqueta de falsos heróis chamada Rede Globo.

Ricardão Teixeira novamente se mostra uma pessoa desprovida da mais remota inteligência. Em uma semana, nomeou dois corintianos para cargos relevantes na organização da Copa. Deixou claro quais são suas figurinhas carimbadas.

Teixeirão, Sanchez e Ronaldão. Que time mais feio. Virou várzea.

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29 novembro 2011

Ah, o tempo é senhor da razão. Se ainda havia alguma dúvida, acabou: A TV Globo conspirou contra a democracia, atentou contra os ideais republicanos, traiu sua audiência, manipulou imagens e ajudou a eleger o pior presidente da história deste País, Fernando Collor de Mello.

Fossemos uma nação honrada, com leis a serem respeitadas, tivéssemos uma Justiça para todos, a emissora da família Marinho deveria perder a concessão pública que a autoriza a manter uma emissora de TV.

E a confissão de culpa foi veiculada na Globo News. Com desfaçatez que beira o insulto, o então todo poderoso José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o famigerado Boni, admitiu, em entrevista a Geneton Moraes Neto, que, sim, a Globo ajudou a praticar a maior fraude eleitoral da história do Brasil.

Boni, sempre na primeira pessoa do plural, confessa que, durante o escabroso debate eleitoral com Lula, em 1989, agiu como assessor político de Collor, compondo seu visual e tendo a brilhante ideia de colocar as famosas pastas empilhadas que fizeram a todos crer que ali havia volumosas denúncias contra o candidato do PT. Detalhe sórdido: as pastas estavam vazias.

Boni não tocou no assunto da criminosa edição do debate que iria ao ar no dia seguinte, no Jornal Nacional. Nem precisava. Chegamos a essa conclusão por mero raciocínio lógico. Todos sabem como aquelas imagens distorcidas foram determinantes para a vitória do presidente que viria a sofrer o primeiro processo de impeachment das democracias ocidentais. Agiram como sabotadores, terroristas das comunicações, para colocar no Palácio do Planalto o homem corrupto de que de lá seria expulso pelo povo, a pontapés.

Também não precisava falar mais do que isso, o bonachão cínico. Talvez no futuro seja obrigado a dizer, nas barras de algum improvável tribunal. Sugiro que lhe deem o privilégio da delação premiada, para que a verdade também atinja os poucos homens que estavam acima de Boni, entre eles Roberto Marinho.

Collor nega que recebeu ajuda. Também, pudera. Só faltava ele ser sincero uma vez na vida. Mas percebam o ato falho, em entrevista à Folha de S. Paulo: “Nunca pedi a ninguém para falar com o Boni, meu contato era direto com o doutor Roberto". Ah, tá. Foi o chefão mesmo que o ajudou?

Já o atual diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, diz que toda essa sujeria "foi uma iniciativa do Boni, como cidadão, mesmo que com o consentimento de Roberto Marinho". Hum? Se houve consentimento, como separar pessoa física de pessoa jurídica? Esse Kamel, é só apertar que entrega tudo...

Se alguém não julga sérias e estarrecedoras as declarações do ex-capo da rede Globo, merecia perder a cidadania brasileira e ser deportado para algum país árabe que ainda viva sob o jugo de uma ditadura moribunda. Ignorar a gravidade dessas confissões é abdicar da própria cidadania.

Com a palavra, o Ministério Público, o Congresso Nacional, o Ministério das Comunicações, o Supremo Tribunal Federal e todos os brasileiros que foram vítimas desse crime que quase destruiu nossa República.

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23 novembro 2011

ferrari Cris Ronaldo Os idiotas e seus carrões ridículos

Uma coisa eu nunca entendi: Por que fabricam (e tem gente que compra) carros que podem atingir até 300 km/h se no Brasil a velocidade máxima permitida, em poucas rodovias, é 120/h?

Isso me parece uma estupidez voluntária das autoridades e uma maldade premeditada dos fabricantes. É como usar um avião supersônico para ir até a esquina.

Em São Paulo, uma metrópole gigantesca, as principais vias aceitam até 60 km/h. Seria um pesadelo de monotonia não fossem os congestionamentos que obrigam os carros a tartarugar a 20 km/h, quando não estão rigorosamente parados. Conheço paulistanos que nunca usaram a quinta marcha.

Portanto, quanto mais possante um automóvel, mais inútil ele é. Na verdade, ridículo. Assim como quem os dirige. Qualquer psicólogo de botequim sabe que muitos homens transferem sua potência para o motor de um bólido.

Quando vejo um babaca num desses carrões importados, irados, turbinados e exibicionistas, eu enxergo um broxa, um tarado não por acaso impotente.

Cada vez mais as mulheres adotam esse comportamento psicótico. Parecem buldogues siliconados. São broxantes, por sinal. Combinam.

Fico imaginando a economia e os benefícios ecológicos caso a indústria automobilística só lançasse veículos para uso racional e responsável. Para não falar dos acidentes que seriam evitados, o que já é outra conversa.

Por mim, descia a marreta nessas porcarias. Ou botava um poste na frente de cada um. Quando estivessem em alta velocidade.

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18 novembro 2011

Para ver como são as coisas. Na última semana, o jornal Folha de S.Paulo iniciou um processo que deve culminar com a demissão de 40 jornalistas, o equivalente a 10% da redação.

Alguns deles com mais de 20 anos de empresa. Acabaram com o caderno Folhateen e fecharam a sucursal da Agência Folha em Cuiabá.

O corte atinge redatores, repórteres e editores de cadernos importantes como Cotidiano e Poder e chamou a atenção da mídia especializada na cobertura da imprensa, além, é claro, do Sindicato dos Jornalistas.

Até a turma de Classificados foi afetada , o que talvez indique algum sinal preocupante sobre publicidade e circulação do referido jornal. Em outras palavras, é um típico atestado de crise financeira pelas bandas de lá.

E a crise financeira aparece quando se vende menos. E passa-se a vender menos quando o que oferecemos já não é tão bom. Em suma, menos credibilidade, menos leitores, menos empregos. Esta é a lógica.

Eu só não sei é como ainda existem jornalistas no Grupo Folha. Toda ano eles promovem essas demissões em massa e não colocam ninguém no lugar. Devem ter estudantes de comunicação estocados no porão da gráfica, só pode.

Demitir funcionários é uma prerrogativa legal de qualquer empresa. É só pagar direitinho e pronto. O que chama atenção é que um veículo acossado pelas novas mídias resolva enxugar exatamente no que pode ser sua única excelência: a qualidade de seu potencial humano.

Também chama atenção que uma empresa desse porte feche todas as portas de negociação com o Sindicato dos Jornalistas.

Para quem defende em seus editoriais os mais elevados princípios da República, usar o artifício de dispensar três ou quatro por semana "para não dar na cara" soa covarde.

Pode procurar no arquivo da Folha se ela não noticia com alarde demissões nas outras empresas privadas, jornalísticas ou não. Na hora de apontar o dedo a coisa funciona.

Quando isso acontece na alameda Barão de Limeira, na sede do jornal, é melhor fazer escondidinho.

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16 novembro 2011

Eu não aguento mais cantoras bonitinhas, de voz suave, trejeito sensual e repertório enfadonho. Eu quero uma cantora feia, alcoólatra, de voz rasgada, que cante algo que preste.

A MPB e adjacências foram invadidas por uma horda de mocinhas bem vestidas, politicamente corretas e cujo principal talento é terem os mesmos amigos. Essa nova geração é uma panelinha, mas de grife. Le Creuset. Música de bistrô, para depois da academia.

Fossem nascidas nesses tempos vegetonatureba, jamais ouviríamos Aracy de Almeida, Elizeth Cardoso, Clementina de Jesus ou mesmo Maysa, muito depravada para os atuais padrões.

aracy ojk A MPB precisa de uma cantora feia

O que temos é uma sucessão de clones, com suas musiquinhas de letras açucaradas, pretensamente poéticas, que não seguram nem um programa de calouros. Por sinal, desconfio que as 150 pessoas que costumam ir aos shows dessas patricinhas sejam sempre as mesmas, em rodízio.

Não conhece? Pode escolher qualquer uma, dá na mesma: Céu, Mariana Aydar, Ana Cañas, Marina De La Riva, Aline Calixto, Tiê, Juliana Kehl, Karina Buhr, Bruna Karan, Mallu Magalhães, Negra Li e a rainha de todas, a decana Maria Rita.

cantoras novas A MPB precisa de uma cantora feia

Juntas, fariam um belo calendário de borracharia, nada mais. Por isso escolhi só doze, mas é uma legião. Ser mulher e gostosa é eliminatório nessa nova cena. Se for heterossexual, melhor (talvez seja a única novidade dessa patota, em que Maria Gadú se distingue, não por acaso, nem bela beleza). Susan Boyle seria linchada pelos produtores musicais deste país.

Parece que cantam sempre a mesma música. Chata, por sinal. Pode ser baião, samba, jazz, lambada, forró, bumba-meu-boi. Vai sempre soar como um a mantra sonífero para uma aula de ioga. São iguaizinhas.

Mas retiro o que disse se elas todas organizarem uma festa e me convidarem. Sei que não é a mesma turma, mas chamem a Paula Fernandes e a Sandy, por favor! Para a Roberta Sá, que é talentosa, eu telefono. Deixem a música por minha conta, tá?

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12 novembro 2011

ricardo teixeira 450 Nem a Fifa aguenta mais Mr. Teixeira
O coronel Teixeira está com seus dias contados na CBF. Até seus comparsas mais próximos já o tratam como presunto. Usando um jargão de bandido, só estão esperando a melhor hora para desovar o sujeito.

Na maior trairagem, o secretario-geral da Fifa, Jèrôme Valcke, ofereceu a cabeça de seu "amigo pessoal" à presidente Dilma. Assim mesmo, de bandeja. Disse que o governo poderia indicar um nome de confiança para comandar o Comitê Organizador Local da Copa. Que amigão, hein? Até ele percebeu que o parceiro é chave de cadeia.

Essa conversa foi noticiada pela revista Veja. Merece credibilidade. Em se tratando de mau-caratismo, é uma publicação muito bem relacionada.

Não bastasse a franca decadência política, o coronel Teixeira está tendo problemas com a Receita Federal. Realmente, deve ser muito difícil  explicar como sonegar impostos durante anos. Com certeza, ele não declarou os US$ 9,5 milhões que engarfou de suborno da empresa de marketing esportivo ISL, conforme denúncia do  jornalista inglês Andrew Jennings, da BBC.

Em depoimento à Polícia Federal, Teixeirão declarou receber mensalmente como presidente da CBF e do Comitê R$ 100 mil e R$ 50 mil, respectivamente. Dinheirão, se fosse uma pessoa honesta. Mas muito pouco para justificar a fortuna que acumulou em seus anos à frente da máfia do futebol brasileiro.

Mesmo diante de tanta desgraça, não consigo ter dó do coronel. O cara é do mal. Não por acaso, ninguém quer ser seu amigo.

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10 novembro 2011

Eu nem deveria me espantar mais. Mas ainda me assusto com o despudor da Globo em negar a verdade ao público brasileiro.

Após esconder as vitórias do Brasil durante o Pan, a Velha Senhora colocou-se  uma vez mais acima dos interesses do povo brasileiro, acima da pátria, ao negar a exposição da visita que os bravos atletas de nosso país fizeram à presidente da República, Dilma Rousseff.

Em outras palavras, a personificação da instituição máxima da República, ou seja, a presidente, abre com prazer um horário em sua atribulada agenda para parabenizar nossos 80 heróis, e a Globo não consegue um segundo sequer de espacinho em seus telejornais para mostrar o fato jornalístico. Repito: jornalístico.

O Jornal Nacional não deu uma linha ao assunto. Idem para o Jornal da Globo. Sobrou tempo para assuntos mais importantes, com certeza, como pautas de comportamento, variedades e outras tantas, mas para a presidente e nossos atletas, não.

E por quê? Por que teria que exibir com o logotipo da Record, por que teria que escrever "imagens cedidas pela Rede Record"? Não. Desta vez, as imagens seriam deles mesmos. O credenciamento era aberto a qualquer emissora.

Não mostraram porque não ganhavam nada com isso? Porque o acontecimento reforçava a importância de uma competição cujos direitos foram da Record? Porque a verdade fica menor quando confrontada com interesses comerciais?

Ou seria porque quem assiste à Globo só pode ver o que serve à família Marinho e seus executivos?

Todas as alternativas acima seriam uma boa resposta, caso isso fosse uma questão de vestibular.

Mas a questão aqui é outra: é de honra e compromisso com a verdade. Coisa que parece andar bem distante dos estúdios globais.

Assista à visita neste vídeo do Jornal da Record:

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10 novembro 2011

post oprovocador Quero ser indenizado por quem vendeu o Neymar ao Real Madrid

Agora que está mais do que confirmada a permanência do Neymar no Santos, fica uma pergunta singela: e os jornalistas que há meses juram que o jogador já estava vendido ao Real Madrid? Quando vão se retratar?

Leia mais sobre a renovação do jogador com o Santos aqui!

Esses fanfarrões que praticam jornalismo de várzea deviam pedir pra sair! Chamem o capitão Nascimento! São uns picaretas que vivem de reciclar boatos, quando não partem para a mentira pura e simples.

Ingênuos, não são. Sabem com quem estão lidando. Cartolas e empresários de futebol pertencem ao mundo animal, são vertebrados e possuem o dom da palavra. Mas daí a serem considerados humanos vai uma longa distância. Eles simplesmente não prestam.

Menos ainda quem se dispõe a ser manipulado por essa escória de parasitas que enriquece explorando atletas (e plantando informações). Imaginem se um político fosse pego num blefe de R$ 103 milhões, valor da multa rescisória do craque santista. Os jornalistas o empalariam como a um ditador sírio.

Mas o jornal O Estado de S.Paulo, por exemplo, se vangloriou de ter dado o furo da venda aos espanhóis. Botaram banca com tamanha convicção que levaram o restante da mídia a dar como verdade o que era apenas especulação. E agora? Vão dar uma minúscula errata de pé de página? Nem isso, podem apostar.

E publicaram essa notícia, que se provou mentirosa, sem apresentar uma única prova do negócio. Assim como muitas vezes é feito em denúncias contra políticos. Como nossos governantes são odiados (com razão) fica por isso mesmo.

Vamos aproveitar que o povo brasileiro dá mais valor a jogadores de futebol e pagodeiros do que aos que nos governam. Que tal ficarmos indignados,  cobrar explicações, exigir punição a esses maus profissionais da informação?

Agiram como irresponsáveis, serviram a interesses inconfessáveis, enganaram seus leitores, induziram a erro milhões de pessoas.

Merecem algum tipo de punição. Ou jornalistas são inimputáveis? Deveriam provar da mesma fúria que eles reservam àqueles que perseguem ou denunciam. Errou, tem que pagar.

Também fui enganado. Aceito minha parte em dinheiro.

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9 novembro 2011

Mais uma do coronel Teixeirão e seu jagunço

teixeira 450 Coronel Teixeira devia ser algemado ao sair do Congresso

Créditos: Getty Images

A arrogância de Ricardo Teixeira está se tornando um insulto ao povo brasileiro. Dizer, em depoimento na Câmara, que o Congresso não deve se preocupar com a soberania nacional diante do "evento único" que é a Copa do Mundo é pra ele sair do plenário algemado.

Esse tipo de pensamento é típico de quem sempre viveu fora da lei. Não por acaso, esse senhor responde a dezenas de acusações de tráfico de influência, suborno, chantagem, corrupção e desvio de dinheiro público. É um gângster, nunca é demais repetir.

Mesmo escanteado e humilhado pela presidente Dilma, não perde a pose de senhor de engenho. Ou cangaceiro, usando uma palavra mais adequada aos seus modos.

Ao lado do secretário-geral Jérôme Valcke, outro jagunço da Fifa, o coronel Teixeirão sustenta com petulância seu discurso truculento. Estão pouco se lixando se os interesses do país vão ser aviltados apenas para garantir os lucros indecentes da "entidade máxima" do futebol mundial.

O Brasil vai torrar R$ 70 bilhões em "investimentos" para viabilizar os US$ 4 bilhões que a Fifa vai embolsar com esse "único evento". E ainda ficam, os capitães do mato, dando chibatadas nas nossas leis, governantes e torcedores.

É um verdadeiro bando tomando de assalto um país. Mereciam ser deportados a pontapés. Aí, sim, eles aprenderiam o que é soberania nacional.

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7 novembro 2011

marco Pelo Território Livre da Cracolândia!

Estou lançando um movimento separatista pela independência e autonomia da Cracolândia. Vai ser melhor pra todo mundo, principalmente para o povo de São Paulo.

De certa forma, as coisas já estão bem encaminhadas. Os noias ocuparam um quarteirão inteiro no Centro da cidade, ao lado da Estação Júlio Prestes. Lá montaram um acampamento com dezenas de barracas.

Vários imóveis lacrados pela prefeitura foram invadidos. Ali ninguém mais entra, a pé ou de carro. Duas linhas de ônibus tiveram de mudar seu trajeto. Tá dominado, tá tudo dominado.

É uma espécie de território livre para usuários e traficantes. A PM não se atreve a entrar nessa terra sem lei. Nem deveria, afinal, isso não é caso de polícia.

Tudo indica que as autoridades preferem que esse confinamento seja definitivo. Até porque não sabem o que fazer com essa legião de seres abandonados.

Já que não há nenhuma política de saúde, ou mesmo um esboço de projeto para retirar essas almas do inferno em que se meteram, então, que assim seja.

A ONU pode enviar ajuda humanitária. Aviões vão sobrevoar a área e lançar paraquedas com alimentos e água potável. A Cruz Vermelha também vai querer participar dessa missão. A Palestina pode oferecer apoio logístico. Ou o Talibã.

A Cracolândia vai ser auto-suficiente e sustentável. Basta se tornar ponto turístico, assim como as favelas cariocas e aqueles pacotes de viagem comprados por gringos.

Governos municipal, estadual e federal se mostraram incompetentes para resolver a situação. Que saibam de retirar de forma digna, ao menos.

Uma salva de tiros pela fundação do Território Livre da Cracolândia!

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