3 novembro 2011
A juventude é a esfuziante fase da vida reservada para os mais dignos arroubos de rebeldia e subversão. Graças aos jovens inconformados, a roda da história não para de girar. Digo isso inspirado nos estudantes que invadiram a USP em protesto contra a presença da PM no campus. Eles desmoralizam completamente essa tese. (Leia mais aqui)
É isso que acontece quando não há motivo nenhum para reclamar. Os hormônios ficam saltitando no corpo desses meninos privilegiados e aí eles precisam extravasar. Daqui a pouco eles se formam e não vão ter nenhuma história heróica pra lembrar. Pronto, bate o desespero e desandam para a arruaça.
Ver esses rapazes e garotas escondendo o rosto como terroristas afegãos me emociona. Eles pertencem a alguma facção criminosa? Os atos de vandalismo, o discurso vazio mas raivoso, seus slogans e gritos de guerra anacrônicos e desengonçados, tudo isso é muito comovente.

Essas pobres crianças precisam de apoio. Talvez, eventualmente, uma bomba de gás e um cassetete civilizatório, só pra dispersar e impedir que viaturas policiais sejam incendiadas por causa de um baseado. Coisa leve, pedagógica, só para contar com orgulho para os netinhos.
Ser juventude transviada não é para qualquer geração. Nem todos têm a cara limpa, muito menos a cara pintada com as cores da bandeira. Já a babaquice é atemporal, não precisa de preparo, basta rastejar e colher. Numa universidade pública, então, na melhor do país, é preciso um certo esforço para ser cretino. Parabéns a todos os envolvidos.
Vamos abraçar esses jovens inquietos e beligerantes. São a elite em formação. Nossos futuros líderes. Não é caso de polícia. Eles só precisam de uma causa, mesmo que perdida. Ainda estão procurando.
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