31 janeiro 2012
Esse tal de Campus Party é uma das maiores provas de que a internet está transformando a humanidade num amontoado de nerds. Qual o sentido de percorrer quilômetros para se encafofar numa barraquinha apertada com a cara enfiada na tela de um lap top?
Até um acampamento de escoteiros é mais animado que esse encontro de gente estranha. Não basta o quanto já ficamos conectados (de forma doentia e preocupante, diga-se de passagem), ainda tem 7 mil indivíduos (ou “usuários”?) dispostos a ficar uma semana entocados num pavilhão? Para quê?
Bom, pelo menos assim essa turma sai de casa, né? E talvez seja a única oportunidade do ano para o acasalamento. Por esse ângulo eu posso entender tamanho entusiasmo por um programa tão chato.
E, claro, tem os viciados em games. Tarados mesmo. Eu internava todos num laboratório, para fins científicos. Ou transplante de órgãos, talvez. Eles nem dariam falta, já que só usam os dedos.
O evento entrou para o calendário oficial da cidade de São Paulo. Depois os paulistas reclamam da fama de caretas. Duvido que o Rio receberia tanto forasteiro branquelo e raquítico ao mesmo tempo.
A prefeitura poderia ao menos promover excursões da garotada por algumas das cracolândias agora espalhadas pela cidade. Teria um fundo terapêutico olhar de frente para aquilo com que se parecem.
Não é implicância minha, não. Estou preocupado, de verdade. Se pudesse, dava banho e comprava uma dentadura para cada um. Depois mandava brincar na rua e quem sabe arrumar uns amigos. É muita solidão. Dói.
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