23 fevereiro 2012

collor jetski Jet ski, o brinquedo assassino

Para que serve um jet ski, a não ser matar crianças brincando na praia? Para mais nada. Ninguém me convence que essa máquina de ostentação tenha alguma utilidade. Por mim, deixaria de ser fabricado.

Esse patinete aquático, esse skate turbinado, é uma invenção para playboy desfilar sua potência imaginária, mesmo assim em percursos pequenos que não levam a lugar nenhum.

Não por acaso, o patrono dessa geringonça no Brasil é um dos nossos maiores ícones de soberba e devastação cívica, Fernando Collor de Mello. Seus passeios pelo Lago Paranoá pertencem ao período da escalada midiática que jogou o país em sua maior crise republicana.

grazielle Jet ski, o brinquedo assassino

Quando acontece a tragédia de Bertioga, eu não me surpreendo. Não é a primeira vez que alguém morre por causa do lazer alheio, não será a última.

O que chama a atenção nesse caso, além da infâmia de uma menina de 3 anos morrer de forma estúpida, é o comportamento da família responsável pelo acidente injustificável.

Se realmente quem pilotava o brinquedo assassino era um moleque de 14 anos, a sede de justiça só aumenta. Mas outra hipótese em nada muda a falta de responsabilidade dos pais e parentes do garoto.

Ao se negarem a prestar socorro, ao fugirem de forma covarde, criminosa, desumana, o cenário se completa: que tipo de gente é capaz de agir assim?

Segundo o advogado da família, eles fugiram por “medo de linchamento”. Isso é uma desculpa aceitável? Ou um ato falho de quem sabe muito bem o que fez e o que merece? Toda ostentação é fruto de um comportamento bárbaro.

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