17 janeiro 2012

Boninho g 20110209 Estupra, mas não mostra

Expulsaram o Daniel do BBB. Depois, é claro, de o diretor geral do programa, o Boninho Danoninho, bancar que a esfregação não passou de um romance. Mas que cara mais safado. Ele jurou que tudo foi um encontro juvenil edredônico. Mudou de ideia por quê?

O rapaz afoito, mais um entre as toneladas de condenados ao anonimato infame das subcelebridades, foi execrado como um tarado sociopata. Um estuprador! E nem direito de defesa ele teve, o que é comum na Rede Globo, tão afeita a exercer as funções do Judiciário.

Quanto mais eu envelheço, menos moralista eu fico. Minha vida pregressa não me autoriza essa perda de tempo. Pelo que vi nos vídeos que vazaram, e no depoimento da suposta vítima, aquilo não passou de uma malhação muito comum entre idiotas alcoolizados.

Estupro? Sevícia? Abuso sexual? Por favor, me economizem. Os tempos mudaram desde a Inquisição católica. O patético ato de onanismo do rapagão afoito está longe da mais remota noção de violência. Consensual não foi, mas por absoluta falta de sobriedade. Se a mocinha não estivesse grogue, garanto, rolava.

Ela mesma disse que estava com “tesão” e participou das imprescindíveis preliminares. Foi vítima de quê? Só se for do coma alcoólico. Desmaiou. Bastava um drink a menos e, tudo indica, emendava. Perdoem-me as feministas, mas existem mulheres bem amadas. Posso estar delirando, mas para mudar de ideia tenho necessidade de ser bem informado.

O que me excita, de verdade, é o comportamento do Danoninho. Passou de advogado de defesa a promotor com a rapidez de um traíra. Sujeito chinfrim, sem tutano, fofoqueiro ou idiota. Um covardão.

Ele fez tudo errado. Começou constrangendo a moçoila a dizer o que não lembrava. Pano quente nessa hora é uma fria. Veio a polícia bater na porta, para ouvir direito a história. Vergonha maior que essa só ao vivo, em auditório.

Mas não tiveram a decência de contar direito o que aconteceu, apesar de o país inteiro já saber do que se tratava. Pedro Bial apareceu no vídeo, cara de banana, e comunicou a expulsão do onanista sem maiores explicações. Tratou os telespectadores como antas.

Danoninho, o bonachão, quis redimir Paulo Maluf e criou um novo jargão sociopata: estupra, mas não mostra. O Brasil já sabe o que ocorreu, a internet não vai deixar isso barato, mas o arrogante diretor do BBB acha que pode passar um paninho nessa esbórnia.

Não se condena ninguém sem direito de defesa. A Globo não veiculou a versão do “condenado”. Nem a da “vítima”. Agiu como júri em programa de calouros. Nada saberíamos, não fosse o vazamento do áudio em que Monique conta que tirou o “shortinho” na hora de dormir com o cara que acabara de bolinar. Isso não merece maior apuração? Não sejamos hipócritas.

Sexo consensual é bom. Mas a sacanagem que a Globo fez com sua audiência, isso sim, foi um estupro. O país inteiro acordou violado.

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16 janeiro 2012

Monique e Daniel <i>BBB</i>: a realidade deu um show

Que barraco, hein? O BBB virou caso de polícia, exatamente por tentar camuflar a realidade. Reality show? Pegou mal.

Vai ser uma vergonha daquelas. Beco sem saída. A tal Monique, bêbada e inconsciente, foi ou não abusada pelo tal Daniel? Tanto faz. O fato é que a produção do programa retirou os vídeos do ar, numa tentativa desastrosa de impedir que o público tirasse suas próprias conclusões.

Pior. Tentou ludibriar a audiência passando a versão de que houve um romance entre os dois bebuns. Aquilo pode não ter sido estupro ou sevícia, mas namoro é que não foi. Desde quando uma pessoa desacordada troca carícias consensuais?

Papelão maior que uma das participantes ser submetida a exame de corpo de delito? Difícil imaginar. Eles vão televisionar o interrogatório? E a arrogância da Globo em querer “negociar” com a polícia como isso será feito? Enlouqueceram?

O que mais chama a atenção é a burrice do Boninho, diretor geral do BBB. Ele estava com uma baita história na mão, mas preferiu trocá-la por um embuste de quinta categoria. Fraquinho, o cara. Suspeita de abuso sexual não se resolve editando ou apagando imagens.

Acuado, o Danoninho acabou expulsando o garotão resfolegante, mas só depois de fazer a Monique dizer que foi tudo numa boa... Então o chefão coagiu a pobre e indefesa mocinha? Isso não seria crime também? São milhões de testemunhas.

Não há como essa falcatrua acabar bem. Perdeu, playboy. Realidade não é espetáculo para qualquer um. Olha só a vida ensinando como se faz uma boa ficção.

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6 abril 2010

Essa turma do BBB sabe aproveitar seus 15 minutos de fama. Antes de virarem pó, ganham uns trocados bem legais. Estão na deles. Intrigante é ter quem pague. Pagando, que graça tem?

Por que um dono de boate acredita que vale a pena desembolsar 20 mil reais para ver a Angélica Morango por duas horas? E 15 mil reais pela Cacau Melancia ou o Eliezer Banana? O Dourado Pé na Jaca, então, vale 50 mil? Esses empresários são loucos de rasgar dinheiro?

Que fique bem claro. Vou repetir. Nada contra gente sem nenhum talento fazer um pé-de-meia honesto. Vão precisar. O que merece algum estudo psiquiátrico é ter quem pague para vê-los.

Qual o problema, afinal? Não há nada em suas vidas que faça sentido? Pensam em suicídio com frequência? É algum tipo de ajuda humanitária? Temem pela sanidade desses pobres coitados?

O “show business” chegou a esse estágio de decadência. Há muito que artistas de TV sobrevivem à base de bailes de formatura, batizados e churrasco na laje. Cada um no seu quadrado. Minúsculo, por sinal.

Mais triste é saber que as plateias chegaram a esse ponto. Bons tempos em que a fama era reservada a pessoas especiais. E nos sentíamos especiais por poder admirá-las.

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3 fevereiro 2010

O Brasil acordou com um problemão. Não tem mais a quem odiar. Tessália foi expulsa de forma humilhante do BBB 10. Mataram a Odete Roitman no início da novela. E agora?

A vilã. A megera. A vadia. O talento da menina para fazer inimigos é espetacular. Um misto de leveza, sensualidade, arrogância e maquiavelismo realmente intrigante. Um personagem raro.

O brasileiro, pelo visto, prefere vilões óbvios. Não gosta de mocinhas doces que quebram as regras olhando no olho do telespectador. A turma prefere bandidos com cara de mau. Se não confunde, né?

O próximo movimento é o povão sentir alguma pena dessa moça. Ela foi duramente castigada. Está sendo esquartejada em praça pública. Jogaram pedra na Geni. Só nos restará o perdão.

Lembram do tórrido vídeo da Cicarelli com o namorado, nas praias de Cádiz? Ela foi dada como morta para a TV. Morreu mesmo, mas ainda recebe cachê. Brasileiro é bonzinho.

Mas tem surtos inquisitoriais de moralismo. Vejam a profusão de corpos nus cometendo adultérios na trama das oito. O pessoal está bravo. Porque uma mulher chifrada decidiu botar galhos no marido cafajeste. Isso não pode.

Também não é permitido se esconder debaixo do edredom para carícias colegiais. É indesculpável. A Sabrina e a Grazi também ficaram com homens comprometidos no BBB. Mas elas são fofas. E burrinhas. Então, pode.

A truculência é privilégio dos marmanjos. A sexualidade também é atributo masculino. Ficam charmosos, os safados. O Dado Dolabella, por exemplo. Um galã.

A Tessália deveria namorar o Igor Cotrim, da Fazenda. Este rapaz representou um vilão de comédia divertidíssimo. Inteligente, debochado, inquieto.

igor tessalia A Tessália deveria ter um caso com o Igor Cotrim

Eles fariam um par antológico. Como o Igor é bem casado, teríamos um começo eletrizante. Ele cuidaria dos diálogos sarcásticos. Ela planejaria cada uma das artimanhas. Trariam audiência. Mas seriam eliminados antes da decisão.

Façam uma pesquisa: a maioria dos que vencem realities shows é fuinha. Sem graça. Pastel. Tonto. É a vingança dos fracos e oprimidos.

Mas é só um jogo. Na vida real, o vilão se dá bem. Foge com o dinheiro roubado para o Caribe. Manda bananas para o povo brasileiro. Como nas novelas de hoje em dia.

Ai, que saudades da Odete Roitman, a vilã que pagou por todos os seus erros. No final. Que falta que ela faz.

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2 fevereiro 2010

Perdi meu tempo vendo alguns minutos do reality show do SBT, Solitários. É degradante. Passou do No Limite.

O que mais me intriga nessas porcarias nem é que tenha gente disposta a dar audiência para algo de tão mau gosto. Nem o absoluto amadorismo da produção. As apresentadoras, cruz credo. Quanta cafonice.

Rigorosamente patológicos são os motivos que levam supostos seres humanos a participar de um troço desses. Uma das moças disse que entendeu o sentido da vida após ficar trancafiada num cubículo, sendo massacrada. Vida besta, a dela, hein?

Não consigo entender. A taxa de desemprego vem caindo, não há o que justifique tamanho desespero. Mais digno morrer de fome do que de vergonha.

Mas esse programa representa só o cúmulo de uma tendência da TV, no mundo. De uma videocassetada para cenas de humilhação explícitas é menos que um toque no controle remoto.

Uma rede de TV da Grã-Bretanha, a Fulcrum, busca doentes terminais que topem ser embalsamados em frente às câmeras. Que nem os faraós e sacerdotes do antigo Egito. Juro. Doença terminal é ter uma ideia dessas!

Até um programa bucólico como o A Fazenda escorrega em cenas de constrangimento público. Testes de resistência física e psicológica cada vez mais se aproximam daqueles treinamentos da Tropa de Elite.

Parece que isso agrada às emissoras, ao público e, principalmente, aos que se inscrevem nessas gincanas sadomasoquistas. Ninguém mais quer estudar, ter um trabalho decente, tomar banho em paz?

Então, tá. Já que o Estado decide por nós que devemos usar cintos de segurança, dirigir sóbrios e não fumar em recintos fechados, passemos ao que interessa.

Ninguém pode ser humilhado, seviciado, constrangido ou explorado em público. Nem por livre e espontânea vontade. Isso é lei. Está na Constituição. Nem precisa inventar.

Quer fazer isso em casa, com a patroa ou o maridão? No cafofo do seu lar? Tudo bem. Divirtam-se. Mas de jeito nenhum isso pode ser feito para deleite ou despeito de milhões de pessoas, seja na TV aberta, no cabo, na internet ou na telinha do celular.

Chega de propagar essas aberrações. Pânico na TV, Sonia Abrão, CQC, Datena, Faustão, BBB, A Fazenda, o que for. Virem-se. Divirtam e entretenham o público com atrações que não sejam escatológicas e bestiais.

A dignidade humana não está à venda. Muito menos por 50 mil reais, como no SBT. Ou por um milhão e meio, uma capa de Playboy, uma entrevista para a Luciana Gimenez.

Gosta de se divertir com a desgraça alheia? Se case e fique olhando para o infeliz ou a cretina que aceitou viver ao seu lado.

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14 janeiro 2010

anamara arquivopessoal PM no BBB é falta de QI ou o quê?

Uma das participantes desta edição do Big Brother Brasil chama-se Anamara e é da Polícia Militar da Bahia. Claro que a corporação não aprovou a participação da moça no programa. Nem sabiam da história. Ela vai dançar bonito.

É o que se espera, pelo menos. Tá pensando o quê? Que vai posar nua na Playboy de coturno e, hum, pistola e cassetete? Expulsem essa mulher já! Tirem o uniforme dela antes que ela mesma faça isso em rede nacional. Falta de decoro.

Só de ter feito inscrição para o programa já é motivo para sindicância. Até que enfim um Tribunal Militar vai ter a oportunidade de fazer justiça de verdade.

Que o sonho dos 15 minutos de fama virou febre epidêmica, ok. Quem não tem talento para ser artista fica se humilhando em frente a qualquer câmera, pagando mico, dançando como siri. Problema deles.

O futuro costuma reservar para a maioria desses irmãos o castigo do mais absoluto esquecimento. Viram pó em meses. Ficam deprimidos, vão catar coquinhos em Itacaré.

O que não dá é um servidor público da mais alta responsabilidade se prestar a um vexame desses. Nem de moralismo se trata, e olha que nesse caso até cabia. É questão de respeito à farda. Senso de ridículo.

Ela não é dançarina, stripper, DJ, estudante de teatro. Ela fez concurso público para lutar contra o crime, defender a sociedade. Mas, no fundo da sua alma, ela quer mesmo é ser famosa, dar entrevista pro Faustão.

Queria ver essa donzela subindo o Morro do Dendê, arriscando a vida como seus colegas. Ela participaria de um reality, só que realmente. Ia ter traficante pedindo autógrafo e posando pra foto de celular. Só depois a mandariam pro paredão.

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