8 abril 2011
A banda da Pastoral da Juventude desembarca novamente no Brasil. Legítimo representante do rock do bem, politicamente correto e paladino dos fracos e oprimidos, o U2 está de volta.
Tem gosto pra tudo. Músicas de antigamente ainda fazem sucesso com a gurizada que não consegue decorar as letras de Restart e Justin Bieber. OK. Saudosismo não tem idade.
Mas o grupo do tio Bono Vox já deveria estar tocando no Bar Brahma ou em um boteco da Vila Madalena. Com renda revertida para algum asilo, claro.
Numa época materialista e egocêntrica como a nossa, é impressionante que algum músico enriqueça caminhando e cantando e seguindo a canção. Braços dados ou não. O U2 consegue.
Mas assim como Belchior, Rita Lee e Engenheiros do Havaí, os irlandeses não conseguem compor uma música boa há séculos.O show deles é pura nostalgia. Flashback, antologia, coisa de museu.
Viraram cover de si mesmo. Até por que, estivessem realmente em atividade, a apresentação seria em Londres, e não no Morumbi. Não por acaso, o Brasil é um país muito preocupado com reciclagem.
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