19 dezembro 2011

Fica cada vez mais explícita a campanha que a Folha de S. Paulo move contra a Rede Record. Campanha, não. Guerra seria a palavra mais adequada. E não é preciso vasculhar muito em livros de história para saber que em uma guerra a primeira vítima é a verdade.

Prova disso é o principal texto da coluna de Keila Jimenez na edição de hoje da Folha:

New Image Quando a torcida vira fraude

Em oito parágrafos, a jornalista destila, sem pudor, "informações" e números que comprovariam a tese (dela ou do jornal?) de que o SBT ultrapassou a Record em 2011.

Tudo bem. Não estivesse errada em quatro dos oito parágrafos, invertendo números e horários em uma ginástica hercúlea que tenta sustentar o título da coluna.

Pois bem, vamos ao que ela escreveu e ao que os números reais mostram:

1.    "O SBT marcou no mês passado (novembro) média nacional de 5,22 pontos, ante 5,16 da Record." Aqui, ela simplesmente inverte, sabe-se lá por que (eu e todos bem sabemos) o índice médio de audiência nacional. Ou seja, ela aponta que o número da Record (5,22%) é do SBT (que marcou 5,16%), e vice-versa. Seria um caminhão de bananas de dinamite no texto da colunista. Mas ela não se satisfaz. Nem eu.

2.    "De janeiro a novembro, a Record caiu 4% e o SBT cresceu 8%. Em 2010 o cenário era outro: a Record registrou em novembro, nas 24 horas/dia, média de 5,6 pontos e o SBT, 4,9 pontos." A comparação está completamente esquizofrênica. Aponta -4% para a Record, quando na realidade é -2% e +8% para o SBT quando o correto é +3%. Além disso, a Record registrou 6,3 pontos e não 5,6 como ela menciona e o SBT tem 4,8 e não 4,9.

3.    "Em São Paulo e Belo Horizonte, o SBT também cresceu e empatou tecnicamente com a Record em audiência." Erro em qualquer método de aferição - seja na medição das 7h à meia-noite, seja nas 24 horas, a Record é vice-líder com folga em São Paulo.

4.    "A Globo encerrou novembro com média nacional de 17,3 pontos." Como ela usou laranjas (aferição das 24 horas) no texto todo, suponho que não tenha tido má-fé (sou ingênuo assim mesmo) e usado bananas (das 7h à meia-noite) aqui. Logo, o número correto é 13,9.

Sei bem o quanto a Folha está acostumada a ver números em queda, afinal lida com isso diariamente quando analisa a própria circulação. Mas daí a deturpar resultados e fraudar números há um longo caminho. Coisa que não se faz.

Se os acionistas da empresa não sabem disso, os bons jornalistas deveriam saber.

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18 novembro 2011

Para ver como são as coisas. Na última semana, o jornal Folha de S.Paulo iniciou um processo que deve culminar com a demissão de 40 jornalistas, o equivalente a 10% da redação.

Alguns deles com mais de 20 anos de empresa. Acabaram com o caderno Folhateen e fecharam a sucursal da Agência Folha em Cuiabá.

O corte atinge redatores, repórteres e editores de cadernos importantes como Cotidiano e Poder e chamou a atenção da mídia especializada na cobertura da imprensa, além, é claro, do Sindicato dos Jornalistas.

Até a turma de Classificados foi afetada , o que talvez indique algum sinal preocupante sobre publicidade e circulação do referido jornal. Em outras palavras, é um típico atestado de crise financeira pelas bandas de lá.

E a crise financeira aparece quando se vende menos. E passa-se a vender menos quando o que oferecemos já não é tão bom. Em suma, menos credibilidade, menos leitores, menos empregos. Esta é a lógica.

Eu só não sei é como ainda existem jornalistas no Grupo Folha. Toda ano eles promovem essas demissões em massa e não colocam ninguém no lugar. Devem ter estudantes de comunicação estocados no porão da gráfica, só pode.

Demitir funcionários é uma prerrogativa legal de qualquer empresa. É só pagar direitinho e pronto. O que chama atenção é que um veículo acossado pelas novas mídias resolva enxugar exatamente no que pode ser sua única excelência: a qualidade de seu potencial humano.

Também chama atenção que uma empresa desse porte feche todas as portas de negociação com o Sindicato dos Jornalistas.

Para quem defende em seus editoriais os mais elevados princípios da República, usar o artifício de dispensar três ou quatro por semana "para não dar na cara" soa covarde.

Pode procurar no arquivo da Folha se ela não noticia com alarde demissões nas outras empresas privadas, jornalísticas ou não. Na hora de apontar o dedo a coisa funciona.

Quando isso acontece na alameda Barão de Limeira, na sede do jornal, é melhor fazer escondidinho.

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5 outubro 2010

Todo mundo tem um trauma de infância. Até hoje, tenho pesadelos com o João Valentão. Ele era o filho do jornaleiro da rua, um pirralho malvado e briguento que aterrorizava todo mundo na vizinhança.

Agia como se fosse o dono da bola e mandava no pedaço. Só brincava quem ele deixasse, o jogo que ele escolhesse, com regras que ele mesmo inventava. Se fosse contrariado, chorava feito um bebezão e depois partia pra porrada. Ganhava todas as discussões, claro.

Criança mimada é assim: quer tudo só pra ela. Não sabe dividir nada e acha que sempre tem razão. Não ser educado dentro de casa dá nisso.

Lembrei do João por causa da Folha de S.Paulo. É um grande jornal. Mas não soube crescer e virou um marmanjo, só que metido a valente e chorão.

Tanto que acha que liberdade de expressão é um brinquedinho de uso pessoal e intransferível. Não deixa ninguém nem chegar perto. Abre o berreiro.

Foi assim com a dupla de jovens jornalistas que criou o site Falha de S.Paulo, uma paródia divertida que esculhamba a opção envergonhada do jornalão pela candidatura de Serra.

A brincadeira não ficou nem duas semanas no ar. A Folha ficou de birra e mandou papai acionar um batalhão de advogados para fechar o playground alheio.

Como todo moleque dissimulado, fez biquinho e disse pro titio juiz que estavam usando a marca do jornal. Censura? Nananinanão, declarou a empresa que se considera independente, apartidária e ruralista. Ou algo assim.

No site interditado, há um editorial que diz: "Todos ainda poderão ser satirizados, menos vocês. Todos merecem liberdade de imprensa, menos quem não é da sua turma."

No meu bairro, cada um chamava sua patota e acertava tudo no meio da rua. Mas criança mimada só se arrisca quando o irmão mais velho está junto. Queria ver brigar com alguém do seu tamanho.

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29 setembro 2010

Esta semana entrou para a história do jornalismo botocudo. No domingo, 26, os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, cada qual no seu quadrado, caíram do muro e tascaram porrada no Lula. Assim que é bom.

Cara a cara. Na bucha. Sem rodeios. Não gostam dele e pronto. O Estadão foi mais atrevido e manifestou apoio ao Serra. Não que não soubéssemos. Mas é melhor quando o óbvio fica evidente.

Pena que o editorial de declaração de voto do Estadão seja tão mal redigido. A ocasião merecia mais solenidade. Não deviam deixar o dono escrever nessas horas. Pagam redator pra quê?

O editorial da Folha, na primeira página, todo pimpão, é mais limpinho, mas nem por isso deixa de ser meio doidão, esquizofrênico. Fica enrolando meia hora naquela conversinha de ser apartidário, independente e ruralista. Algo assim.

Só diz a que veio no último parágrafo. A chefia mandou pegar pesado. Sem nenhum constrangimento, dão um pito no atual presidente. E na futura. Ato falho: acreditam que tudo se resolve no primeiro turno.

Com um tom bem mal-educado, descascam essa: "Fiquem ambos advertidos, porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre".

Depois, dão chilique de novo: "Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas". Ui.

Se falam com o dirigente máximo da nação assim, imaginem como tratam os funcionários. E ainda vêm com esse papinho de bravatas. Olha quem diz. Fanfarrões.

Teve gente que ouviu na sala mais imponente da Folha que o jornal dará a manchete que seria o tiro de misericórdia na campanha da Dilma. A bala de prata. Seria bem divertido ver isso.

Nada como a liberdade de imprensa. Só em um país democrático, no pleno estado de direito, jornais podem enfiar o dedo na cara do presidente da República. "Numa nice", como diria o Serra. Como tem que ser.

Declarar voto a favor e voto contra é positivo e transparente. Agora só faltam O Globo, a Globo e a Veja. Cada qual no seu quadrado, bem apertadinho.

Fiquem os leitores advertidos: imprensa livre é bom e eu gosto! Pena que estejam todos de um lado só. Para que ser livre, então?

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25 agosto 2010

 

Desculpe, mas tenho que voltar ao tema de ontem. Se você não leu, vale o clique. Percebeu o absurdo?

Pois é, pelo visto não fomos apenas eu e você. O Tribunal de Justiça de São Paulo também.

O TJ-SP considerou que a "prova" apresentada contra a Igreja Universal é "imprestável como prova documental de natureza bancária".

Em outras palavras, o promotor quebrou o sigilo bancário de uma conta nos Estados Unidos sem autorização, desrespeitando a lei brasileira.

Você viu a notícia que saiu na Folha de hoje sobre o caso? Não? Compreensível.

A "reportagem" de ontem (a que copiava o Estadão) estava estampada na primeira página do jornal e foi manchete do filhotinho da família Frias, o UOL.

Hoje, nada de destaque na capa do jornal e nenhuma linha na home do Portal. Por quê?

Porque o título é "Justiça anula provas contra a Universal".

Peraí para ver se eu entendi: a notícia que não era notícia, era requentada, uma cópia da que o principal concorrente do Grupo Folha havia feito em abril aparecia gigante para quem quisesse - ou não - ler.

A que mostra erros na condução do processo que levam à anulação das provas fica escondida na décima quinta página do jornal e sei lá onde no UOL.

Daqui a pouco vou precisar de um jornalista investigativo só para localizar onde os textos ficam escondidos. "Onde" eu sei que ele descobre, o problema é achar o "porquê".

Quer dizer... isso nem é preciso investigar.

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24 agosto 2010

 
A primeira impressão é a de um escândalo. Manchete principal do portal UOL e destaque na capa da Folha de S. Paulo de hoje.

Leio o título: "EUA investigam Universal por remessa de R$ 420 milhões".

Vou ao texto. E uma decepção, bem comum ultimamente, nas páginas do que virou o jornal da família Frias. Uma lástima, uma perda de tempo.

Dois pontos chamam a atenção.

Primeiro: como sustentar uma reportagem desse porte, com esse "barulho todo", baseada apenas na informação de duas pessoas acusadas de cometer crimes e que podem ter suas penas reduzidas ao denunciarem alguma coisa ou alguém?

É como se um chefão do PCC decidisse dizer que entregou papelotes de drogas na casa do Octávio Frias Filho, dono da Folha de S.Paulo, e que, por essa "delação", ele ganhasse menos tempo de cadeia.

E aí vem um jornal qualquer e publica a seguinte manchete:  "Polícia investiga Octávio Frias por tráfico de drogas".

Absurdo!! Que força, que credibilidade teria essa informação? Nenhuma! Além de injusto, é maldoso. Jornalismo covarde.

O segundo ponto. E o mais grave.

Ao terminar o texto, me perguntei: eu já não li isso antes? Estranho...

Por curiosidade, dei um google. Coisa simples, dezoito tecladas. Dezoito. E lá está a manchete do Estadão de 28 de abril:

"Doleiros dizem que Universal enviou R$ 400 milhões ao Exterior".

Estadão, 28 de abril. Folha, 24 de agosto.

Clique aqui e veja você mesmo.

A Folha teve coragem de repetir a mesmíssima matéria. Números, valores, fontes, nomes. Tudo igual. Exatamente igual. Compare.

Minha pesquisa no Google não parou por aí.

Mais algumas tecladas e lá estava a mesma reportagem, desta vez... na própria Folha de S.Paulo!

Dia 29 de abril, com o título: "Doleiro confirma remessa à Universal".

Tudo igual ao que li hoje.

Aí, não tem santo que aguente. Não concordo com os dogmas da Igreja Universal nem com os da Igreja Católica, nem com os de nenhuma outra igreja.

Sou ateu, como já disse outras vezes. Mas aí não dá.

As perguntas saltam para qualquer pessoa de inteligência média:

Por que a Folha volta com o assunto clonando o Estadão?

Por que a Folha dá tanto destaque para uma matéria copiada do Estadão, às vésperas das eleições?

O que acontece pra valer nos subterrâneos da Folha?

O que há por trás de tudo isso?

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29 junho 2010

Errar é humano. Mas alguns erros são animais. A Folha de S. Paulo eliminou a seleção brasileira em um anúncio do grupo Pão do Açúcar! (leia mais)

Não queria estar na pele do infeliz estagiário que pisou na bola. É o tipo de burrada inesquecível. Mas é educativo saber do que são feitos salsichas, anúncios e jornais.

Pelo visto, propaganda é que nem necrológio: fica na gaveta, e o que vier eles traçam. Está vivo, ganhou? Morreu, já era? Tanto faz, o recado será dado.

Portanto, no dia seguinte à eleição para presidente, não se iluda: seja Serra, seja Dilma, os parabéns da turma do PIB serão dados da mesma forma. Só não precisamos acreditar na sinceridade deles.

Para piorar, na mesma edição, a Folha publica outro anúncio, da Transamérica, dizendo que vão transmitir hoje, dia 29, o jogo de ontem entre Brasil e Chile. Aí é covardia: já sabendo o resultado, fica fácil tripudiar do adversário.

Dois erros troncudos no mesmo dia é sinal de alerta. A Folha que preste mais atenção.  Recentemente, o UOL difamou o Kaká, dando a entender que o craque é ejaculador precoce.

Ninguém se abalou. Faz parte. Mantiveram a calma. Não adianta ter pressa. Mas uma prece, no caso, ia bem.

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14 abril 2010

Logo no início, o óbvio para quem me conhece: sou ateu. Não acredito em Deus, em força superior ou em luz divina. Se a Madre Tereza de Calcutá aparecer na minha frente com as mãos pingando sangue, mando internar ou prender.

Mas acredito em manipulação. E em preconceito religioso dos barões da imprensa do nosso país.

Desde ontem (terça, 13), o UOL, braço digital do Grupo Folha, bate na Igreja Universal do Reino de Deus. Olhe a primeira página do UOL na manhã desta quarta-feira, 14.

UOL3 Eu não acredito em Deus, e muito menos no UOL

A chamada é jornalisticamente criminosa. Ao colocar logo abaixo de sua submanchete a frase "Vídeos são coerentes com crença, diz Universal", o UOL induz o leitor a uma associação vil, incorreta e equivocada de que negociar com bandidos é parte da crença dos fiéis. Vergonhoso.

É orquestrado. OK. Mas basta ler a reportagem do jornal e assistir ao vídeo que colocaram na internet para constatar: é manipulação. É mentira. É desespero.

Os vídeos não trazem uma única palavra que mereça crítica. É muita hipocrisia, em um país marcado pela violência e pela corrupção policial, enxergar alguma ilegalidade ou mesmo leviandade no que o bispo diz.

Assista, por gentileza.

E é igualmente sórdido usar o discurso de um pastor como se fosse a confissão de um crime. É a tentativa ridícula de construir um escândalo. Ridícula.

Veja o trecho da fala que está no jornal, sob o título “Em vídeo, bispo da Universal ensina a arrecadar na crise”:

"Por isso que a gente tem que perguntar [ao fiel]: 'Você crê mais na crise ou você crê em Deus? Porque se você crê na crise, então você vai guardar para ela, ela vai pegar o que você tem. Sem que você saiba, quando você acordar, já era. Mas se você crê em Deus, você vai pegar o que a crise pode pegar e você vai colocar onde? [...] Vai semear no altar!'."

Como disse, sou ateu, mas as palavras merecem respeito. Considero todas as religiões e o direito ao culto. Eu e as leis deste país.

Existem os neopentecostais e sua Teologia da Prosperidade, criada, veja bem, pelos americanos. Quanto mais você dá, mais vem de volta.

Se é verdade ou não, é outro assunto. O fato é que sobreviver tantos anos enganando milhões de pessoas diariamente foge à lógica. Ainda assim, eu, os jornalistas ou o senhor Otavio Frias Filho, dono do UOL/Folha, não temos nada a ver com isso. A não ser que sejamos preconceituosos. Ou estejamos motivados por outros interesses...

Ao associar a crença de milhões de fiéis evangélicos ao mundo do crime, o UOL/Folha desrespeita o direito que cada pessoa tem de fazer o que bem entende com seu dinheiro. Eu gastei R$ 13,12 em um queijo do Pão de Açúcar e fiquei feliz com meu sanduíche. Se alguém, no mesmo horário, entregou qualquer valor a um padre, pastor, rabino, pai de santo, guru ou qualquer outro cara em um altar e ficou satisfeito com isso, ok. É legítimo. Quer conspirar contra qualquer tipo de culto? Então rasguem a Constituição e respondam por isso na Justiça.

Mas é interessante ver o UOL falar em crise. Disso entendem bem. Desde que as ações do UOL foram lançadas na Bolsa em 2005, houve uma desvalorização de 43,4%. No exato momento em que escrevo este texto, quem investiu R$ 100 naquele portal, hoje tem apenas R$ 56,5.

Mau negócio. Talvez por isso o desespero em fabricar manchetes.

Quer prosperar, UOL? Pois comece a rezar. Não aos berros de suas manchetes. Pelo que dizem, mentir é pecado. E dos brabos.

Veja mais:

+ Bispo responde a ataques da Folha de S.Paulo
+ O que faz o ombudsman da Folha?
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22 novembro 2009

Acabo de chegar, ainda nem deram crachá e já me vejo em meio a um tiroteio.

Até a Sabrina Sato sabe que a Record tem inimigos declarados. A Folha de S.Paulo e a Globo fazem questão de deixar isso bem claro. OK, legítimo. Ninguém é obrigado a ir com a cara do outro.

Mas sair por aí falando pelas costas e espalhando mentiras, que coisa feia.

Ainda essa semana passada, ocorreu mais um round dessa briga que ninguém vai apartar. Dá uma olhadinha.

Que papelão, né? Um jornal tão conceituado, tem até Manual de Redação e rabo preso com o leitor. Era de se esperar que o ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva, tocasse no assunto e puxasse a orelha da turma em sua coluna desse domingo, 22. Nada. Ignorou.

Conheço o Carlos Eduardo. É um cara sério, bem sisudo, com uma carreira bacana. Foi um dos mentores do Projeto Folha, que de fato modernizou o jornalismo brasileiro.

Mas parece que nessa briga ele não quer ou não pode se meter. Seria enriquecedor para todos ouvir suas ponderações sobre técnicas de apuração, manipulação e direito de resposta.

A matéria é tecnicamente uma farsa. Um texto daqueles não é publicado sem passar por uma boa dúzia de manés e uns dois ou três cabeçudos que passam as férias na Europa. Redator-chefe, editor, subeditor e repórteres que sabem o que estão fazendo. São pagos pra isso.

O ombudsman comeu bola. Ou ele também sabe o que está fazendo? Será que o representante dos leitores da Folha concorda com essa orquestração? Porque ele, que já foi maestro, ficou só no pianinho.

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