14 dezembro 2011

390784 10150415199986638 142404191637 8783731 990265035 n1 Santos não precisa de Neymar

Assisti à partida entre Santos e Kashiwa Reysol na esperança de ver o time brasileiro golear os japoneses. O jogo foi sonolento, ou eu que não estava mais acostumado a acordar tão cedo. Bocejei.

Ao ganhar de 3 a 1 de um time tão acanhado, melhor se preparar para o pior. O Barcelona e seus samurais não vão dar a moleza que se viu nesta quarta-feira. A depender apenas de jogadas individuais, o massacre catalão é inevitável.

É fundamental surpreendê-los. Ou com um honroso W.O, ou mudando a forma de o time jogar.  Será preciso frieza na análise e espírito de vencedor para tomar a decisão mais sábia: deixar o Neymar no banco.

Sem o astro pop, o Santos passa a ter alguma chance de ganhar. Um time não pode depender de um único jogador. É sinal de fraqueza. Viva Edu Dracena!

Vai ser humilhante para o Messi ver que o time adversário descartou aquele que é considerado o melhor jogador em atividade no Brasil. O argentino vai se sentir desprestigiado. Será um duro golpe em sua vaidade. Desconcertante.

O glorioso time da Vila Belmiro não precisa de Neymar para se tornar campeão do mundo pela terceira vez. Pelo contrário, os espanhóis que precisam dele em campo, para poder tripudiar sobre nossa arrogância futebolística.

Sem Neymar, estarão desmotivados, confusos, agredidos. Vão ficar pensando no Campeonato Espanhol. Aí, sim, serão surpreendidos novamente. Dá-lhe, Alan Kardec!

Sem a estrela santista em campo, sobrará o futebol coletivo, solidário, além da humildade fundamental para enfrentar quem reconhecidamente é superior. Um golpe de mestre. Imaginem a consagração.

Ter Neymar no banco é um privilégio que não pode ser desperdiçado. Um orgulho que nem todos podem ter.

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30 novembro 2011

ronaldinhookokokoko Ronaldo vai ser um peso no Comitê da Copa


Ronaldo vai sucumbir ao peso da própria imagem. Ao aceitar o convite do coronel Ricardo Teixeira para ser o "homem forte" do Comitê da Copa do Mundo de 2014, o outrora Fenômeno vai diminuir ainda mais sua envergadura pública. Melhor seria se emagrecesse de uma vez.

Ronalducho não tem a genialidade de Pelé, a elegância de Falcão ou o caráter de Zico. A cada dia, se mostra apenas uma pessoa muito mal relacionada.

Entrou para o time dos gângsteres, como diria seu principal padrinho, Andrés Sanchez, não por acaso escalado para diretor de seleções da CBF.

Além do mais, Ronaldão não esconde que se tornou um mero empresário. Ganancioso e desleal, pela forma como se comportou ao tentar atravessar a negociação de Neymar com o Real Madrid. O negócio dele é dinheiro.

E, convenhamos, é bom que ele deixe rapidinho seus contratos de marketing que envolvem jogadores da seleção. Seria indecente acumular funções tão incompatíveis. A não ser que queira assumir os mesmos métodos criminosos do seu amigo coronel.

E é arrogante, o ex-atleta. Basta lembrar como sempre apela para seus amiguinhos playboys e milionários. Ameaça os que ousam causar-lhe qualquer desconforto, em uma atitude típica de pessoas truculentas.

Não se iludam com aquela simpatia calculada. Desde que voltou ao Brasil, foi literalmente ancorado pela fabriqueta de falsos heróis chamada Rede Globo.

Ricardão Teixeira novamente se mostra uma pessoa desprovida da mais remota inteligência. Em uma semana, nomeou dois corintianos para cargos relevantes na organização da Copa. Deixou claro quais são suas figurinhas carimbadas.

Teixeirão, Sanchez e Ronaldão. Que time mais feio. Virou várzea.

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10 novembro 2011

post oprovocador Quero ser indenizado por quem vendeu o Neymar ao Real Madrid

Agora que está mais do que confirmada a permanência do Neymar no Santos, fica uma pergunta singela: e os jornalistas que há meses juram que o jogador já estava vendido ao Real Madrid? Quando vão se retratar?

Leia mais sobre a renovação do jogador com o Santos aqui!

Esses fanfarrões que praticam jornalismo de várzea deviam pedir pra sair! Chamem o capitão Nascimento! São uns picaretas que vivem de reciclar boatos, quando não partem para a mentira pura e simples.

Ingênuos, não são. Sabem com quem estão lidando. Cartolas e empresários de futebol pertencem ao mundo animal, são vertebrados e possuem o dom da palavra. Mas daí a serem considerados humanos vai uma longa distância. Eles simplesmente não prestam.

Menos ainda quem se dispõe a ser manipulado por essa escória de parasitas que enriquece explorando atletas (e plantando informações). Imaginem se um político fosse pego num blefe de R$ 103 milhões, valor da multa rescisória do craque santista. Os jornalistas o empalariam como a um ditador sírio.

Mas o jornal O Estado de S.Paulo, por exemplo, se vangloriou de ter dado o furo da venda aos espanhóis. Botaram banca com tamanha convicção que levaram o restante da mídia a dar como verdade o que era apenas especulação. E agora? Vão dar uma minúscula errata de pé de página? Nem isso, podem apostar.

E publicaram essa notícia, que se provou mentirosa, sem apresentar uma única prova do negócio. Assim como muitas vezes é feito em denúncias contra políticos. Como nossos governantes são odiados (com razão) fica por isso mesmo.

Vamos aproveitar que o povo brasileiro dá mais valor a jogadores de futebol e pagodeiros do que aos que nos governam. Que tal ficarmos indignados,  cobrar explicações, exigir punição a esses maus profissionais da informação?

Agiram como irresponsáveis, serviram a interesses inconfessáveis, enganaram seus leitores, induziram a erro milhões de pessoas.

Merecem algum tipo de punição. Ou jornalistas são inimputáveis? Deveriam provar da mesma fúria que eles reservam àqueles que perseguem ou denunciam. Errou, tem que pagar.

Também fui enganado. Aceito minha parte em dinheiro.

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9 setembro 2011

Há algo de podre no reino do futebol brasileiro. Eis a questão. Quando o ex-todo poderoso presidente da Fifa João Havelange resolve criticar a Rede Globo é porque todos os vilões resolveram se engalfinhar em público (Leia mais aqui).

Havelange, como de costume, não age por idealismo ou senso de justiça. As críticas  atendem apenas a motivações mesquinhas, mas não deixa de ser didático para entender como agem os déspotas quando contrariados em seus interesses.

O homem que comandou a Fifa como um imperador bárbaro saiu em defesa do ex-genro Ricardo Teixeira, por conta das denúncias chinfrins que a Velha Senhora divulgou após ele não ter feito a “vontade da emissora”.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, as acusações contra Teixeira só foram noticiadas após o dirigente da CBF decidir mudar o horário dos jogos, que são transmitidos pela Globo.

- Por que isso? Porque mudou horário de jogo. O Ricardo só não serve na hora que não faz as vontades. Enquanto interessou à Globo, era um gênio. No dia em que ele quis tomar uma medida que poderia ferir a emissora, ela se volta contra ele.

Viu só? É assim que funciona. De novo, a imagem de um grupo de mafiosos se impõe. Eles se defendem quando seus privilégios são atingidos. E atacam em bando para ocupar e manter territórios.

Ricardo Teixeira já declarou, aos palavrões, que está se lixando para a imprensa brasileira, que é “vagabunda”. É um arrogante, que se julga intocável em seus malfeitos.

O Brasil espera o fim desta história.

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26 agosto 2011

Genial o projeto da Assembleia Legislativa de São Paulo que autoriza o retorno dos mastros de bandeira (leia aqui) nos estádios de futebol.

Como já estão discutindo a liberação de bebidas alcoólicas nos jogos da Copa (leia aqui), era o caso de propor o uso obrigatório de armas de fogo e o fim do policiamento.

O certo mesmo era entregar tudo na mão das torcidas organizadas. Aí a festa ia ser completa. Rojões, raios laser, bazucas e alucinógenos deveriam ser distribuídos antes dos jogos para os torcedores que ostentassem camisetas e faixas alusivas ao crime organizado.

Graças a iniciativas como essas, o futebol poderá recuperar a grandeza e virilidade dos velhos tempos. Arquibancada não é lugar para mariquinhas ou famílias desocupadas.  Quer assistir a uma partida em paz? Fica em casa vendo TV a cabo. Ora, bolas.

Quem faz o espetáculo são os torcedores profissionais que dedicam suas vidas a acompanhar os times aonde eles forem. Os dirigentes de clubes estão aí sempre dispostos a bancar esse exército de aficionados. Pudera, devem estar todos desempregados.

Esses verdadeiros soldados precisam de apoio. Uniformes eles já têm. Basta fornecer munição. Guerra é guerra, e os gramados, afinal, não são campos de batalha?

Os deputados paulistas deveriam convocar representantes dos hooligans ingleses para dar uma assessoria nessa retomada da cultura bélica no futebol. Com a volta dos gladiadores, finalmente poderemos chamar nossos estádios de arenas.

Ainda bem que temos parlamentares visionários, arrojados e modernos, sempre atentos às nossas prioridades. São eles que hasteiam nossas principais bandeiras. Tremulantes.

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29 julho 2011

Que a bola estava quicando na área até eu já havia percebido. A Globo e a Fifa querem mamar nas tetas do governo até sangrar. A novidade é o desespero com que estão indo ao pote.

Novidade pode não ser a palavra exata: a fúria com que arrancaram os R$ 30 milhões para a festa do sorteio das eliminatórias já dava uma ideia do tamanho da sede e do pote.

Então, vamos chamar de fato novo a Folha de S.Paulo denunciar que representantes de prefeituras e governos estaduais estão sendo pressionados a contratar a Geo Eventos, empresa da Globo, para realizar as Fan Fests, festas para torcedores, durante a Copa do Mundo no Brasil.

O método é típico de gângsteres, como diria o presidente do Corinthians e amigo de assaltantes de cofres públicos, Andrés Sanchez. Sempre agiram assim, mas desta vez estão sendo mais descuidados que arrogantes.

Será um longo caminho até 2014. E a hora de ficarmos preocupados é agora mesmo. O descaramento como Globo e Fifa estão agindo justifica a vigilância redobrada, bem como bater panelas e fazer tuittaços diários.

Sem pressão popular, o assalto vai continuar. O planeta está sendo alertado de como agem esses senhores de cartola e gazuas. A ganância ultrapassou os limites. O castelo de cartas marcadas está prestes a ruir.

Pelo clamor que se ouve nas ruas, a turma da pesada vai se dar mal, pela primeira vez. O constrangimento por que estão passando os dirigentes esportivos responsáveis pela Copa é só o primeiro sinal.

Vamos acuá-los, então. Eles são uma matilha que fareja onde está cada centavo do povo brasileiro. E cão bravo tem de ser tratado na paulada.

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15 julho 2011

Essa onda de torcedoras seminuas em jogos de seleções veio pra ficar, ao que tudo indica. Que fique bem claro, sou a favor. Mas não deixa de ser uma nova era que se anuncia. As peladas saíram dos gramados e se empoleiraram nas arquibancadas.

Virou mania mulher fazendo pole dance em estádio. A grande musa dessa nova tendência é a paraguaia Larissa Riquelme, que se lançou para o submundo das celebridades durante a Copa do Mundo de 2010. Teve peito, a moça. Criou uma legião de seguidoras.

larissaoik Modelos de arquibancada querem constituir família

Sinto um pouco de vergonha alheia quando observo essas meninas, admito. Devem estar procurando marido. Ou coisa pior, se é que existe. Desnudar-se diante de milhões de pessoas exige muito mais desespero que vaidade.

OK. Essas marias-chuteiras podiam estar roubando, podiam estar matando. Mas não, apenas desfilam seus corpos como se fosse algo natural, saudável e gentil. Vivem para fazer os marmanjos felizes.

O futebol, definitivamente, se tornou um atalho de ascensão social. Financeira, com certeza. Era natural que as moças bonitas e sem emprego fixo usassem estádios como palco para exibir seus talentos mais evidentes. Uma modelo sem passarela tem que ir aonde o dinheiro está. Vai que um jogador olha pra cima...

No fundo, isso é sintoma da grave doença social que se tornou o sucesso a qualquer preço. Os tais 15 minutos de fama estão sendo transferidos das telas de TV para um quarto de hotel com algum zagueiro ou centroavante milionário. Sei que estou exagerando: talvez uns 30, 45 minutos. Atletas devem ter mais fôlego.

É muito romântico tudo isso. Porque, no fundo, o que as modelos de arquibancada querem é constituir família. Elas, inclusive, têm um profundo instinto maternal. O que elas sonham mesmo é em ter filhinhos com seus ídolos mais amados. Quanta ternura.

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7 julho 2011

Escárnio, desprezo, desdém. É isso o que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sente pela imprensa e pelo povo brasileiro. Ele está se lixando. Na verdade, para ele, a opinião pública é um vaso sanitário.

A desfaçatez com que ele tripudia sobre todos nós é típica de quem se julga acima da lei. Ele age como um vilão de telenovela ruim. Arrogante, prepotente, frio e truculento.

Dúvida? Acha que é um exagero? Então leia a entrevista (repleta de palavrões) que o Teixeirão concedeu à revista Piauí de julho. Está tudo lá. É praticamente uma confissão.

Leia trechos da entrevista aqui.

Não deixa dúvidas sobre seus conchavos com a Rede Globo. Na cara dura, diz que não tem medo das acusações que sofre por recebimento de propinas, favorecimento, desvio de verba, venda de votos, contrabando, metade do Código Penal.

Teixerão esculacha. E arremata, cínico: "Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional". “Meu amor”, no caso, é a repórter. Cafajeste, não?

Talvez por se relacionar tão intimamente com a Globo, chama a imprensa brasileira de “vagabunda”. E ameaça: “Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada”.

Precisa dizer algo mais? Está bom pra você? E para o ministro dos Esportes, Orlando Silva? E para a presidente Dilma? E para o Congresso Nacional? Para o Teixeirão, parece que está.

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7 junho 2011

Ronaldão quer ser homenageado? Então peça para seus patrocinadores montarem um churrascão na laje, convide os amigos, chame umas minas e deixa a seleção jogar em paz.

Depois do amistoso, os jogadores que entrem numa van e se mandem para a muvuca que vai varar a madrugada. Aceito convite. Essa turma joga um bolão.

O futebol se tornou um jogo de interesses econômicos faz tempo. Mais um pouco e vai ser fiscalizado pelo FMI. A turma só pensa em dinheiro. Jogar bola virou um detalhe, como o gol para Parreira.

Essa festa que programaram para o ex-jogador é uma ofensa a todos os craques que passaram pela seleção e foram esquecidos, mesmo quando ainda estavam em atividade.

Se fosse uma homenagem desinteressada, justa, decente, seria o caso de perguntar: e Rivaldo, Tostão, Gerson, Zico? Eles não mereciam? Vambora montar um rachão de seniores?

Nem condições físicas mínimas tem o novo e poderoso empresário do mundo da bola. Papelão. Despedida melancólica.

Mas é assim que funciona o show bizz do futebol. E vai ficar cada dia pior. Perderam a decência de uma vez por todas. Jogo jogado.

Tomara que o Fenômeno não sofra uma contusão durante os 15 minutos em que vai se arrastar em campo. Vai estragar a festa. A que vem depois, em alguma boate badalada.

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31 maio 2011

“O mundo é redondo, mas está ficando muito chato”. O Barão de Itararé sabia das coisas, tanto que escreveu essa frase décadas antes de Gilberto Kassab entrar para a vida pública. Um visionário.

Mas o prefeito de São Paulo não está sozinho em sua cruzada por uma vida completamente ordinária. Milhões de insetos o acompanham na missão de criar proibições e regras sobre picuinhas e detalhes da vida animal.

Uma dessas ingerências tem se propagado pelos formigueiros: condomínios que multam aqueles que se atrevem a dizer palavrões durante jogos de futebol.

Alguns estádios também adotaram essa norma que promete acabar com a violência nos gramados, arquibancadas e churrascos na laje. Agora vai.

Realmente, atingimos um grau de civilização que nos permite legislar sobre essa questão vital. Alguns síndicos punem casais que ousam se amar em decibéis acima do que os mal-amados julgam aceitável.

A maioria sempre será medíocre. Inclusive aquela que profere “palavras de baixo calão” na vida privada, mas não as admitem na sacada do vizinho. É a ditadura da gentinha.

A palavra “hipocrisia” está gasta pelo uso. Nem vale a pena repeti-la. Melhor adotar o termo “doença social” mesmo. Essa epidemia de vigilância e cerceamento é irreversível.

E por aí segue a caravana. Nada mais se cria, tudo se proíbe. Como não conseguimos erradicar a miséria, logo será vetada a existência de pobres. Bem que já tentaram antes, sem sucesso. Mas agora os tempos são mais favoráveis. Medo.

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