5 julho 2011

O prefeito Gilberto Kassab é um fenômeno político. Criou um modelo de gestão que consiste em não fazer absolutamente nada sério pela cidade de São Paulo, a não ser destruí-la. Conseguiu se reeleger assim.

Em um requinte de nulidade, criou um partido assumidamente sem ideologia: “Não é de direita, nem de centro, muito menos de esquerda”. Tamanha sinceridade poderia até merecer elogios, se ignorássemos o que isso quer dizer. Sabiamente, o tal PDB já foi apelidado em Brasília de Partido da Boquinha.

Enquanto isso, Kassab avança em seu projeto de tornar a vida do paulistano ainda mais insuportável. Enquanto as enchentes não voltam, ele se ocupa em bancar o Estádio do Corinthians com dinheiro público, numa das maracutaias mais indecentes da história da República.

Não bastasse São Paulo ser uma metrópole árida e feia, a prefeitura decidiu doar uma área verde de 20 mil metros quadrados, com diversos equipamentos sociais e de lazer num bairro nobre da cidade.  A empresa que assumir o terreno, provavelmente para erguer espigões e impermeabilizar o solo, terá que construir 200 creches em contrapartida.

Aí fica clara a dupla incompetência da gestão Kassab. Além de ser incapaz de manter um terreno que empresta alguma dignidade urbanística à capital, assume de público ser incompetente para construir creches. É um atestado de inépcia, arrogância e burrice que vai entrar para a história da falência do poder público neste país.

Como só está para brincadeira, Kassab, o boneco Chucky da administração municipal, na mesma semana, conseguiu que a Câmara reajustasse o salário do próprio prefeito e de seus secretários. O cara é um Highlander, um Freddy Krueger, um Coringa!

Nada mal, para quem veio do nada, chegar assim a lugar nenhum. Ainda bem que ele não pode mais se reeleger. Era até capaz. O paulistano, quando vai às urnas, é um pesadelo. Só elege vilões.

Veja mais:
+ Curta o R7 no Facebook
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

17 maio 2010

O Kassab não tem mais jeito. Esse homem precisa casar! Quem sabe assim para de fazer bobagem. Ele tem que dar uma dentro, pelo menos. Agora cismou de fechar as boates da Praça Roosevelt. O homem realmente implica com a coisa.

Não bastasse o quanto ele atormentou o proxeneta careca do Bahamas, lembra, o Oscar Maroni? Ficou tão em cima do cara que até na cadeia o infeliz foi parar, acusado de explorar a prostituição. Inocente, disse depois a Justiça.

Sabe aquela lorota de defensor dos bons costumes? Ah, cansei. Jânio Quadros, pelo menos, era bem-humorado e só fazia essas cretinices quando estava sóbrio.

Kassab Vamos esperar que o próximo prefeito assuma

Mas sempre tem a turma que gosta de proibir a felicidade alheia. E que acha possível uma metrópole como São Paulo ser administrada como uma diocese do interior.

O projeto de revitalização da Praça Roosevelt é usado como justificativa para a desapropriação das boates Kilt e My Love. Puro xaveco de moralista.

A prefeitura tem sido tão incompetente nessa reforma que o Banco Interamericano de Desenvolvimento, financiador do projeto, cortou parte do dinheiro reservado. Fora os R$ 2,7 milhões desviados. Isso sim, uma imoralidade.

Essa obra simplesmente vai ficar no papel. Está trancada em algum armário, e de lá não sai.

Mas o prefeito não perde a oportunidade de fazer demagogia. Como não tem o que mostrar, vive de factóides. Esse é mais um, com uma agravante.

A prefeitura nunca fez nada pela praça, que sofre um terrível processo de degradação. Quem segura as pontas e impede que o local seja dominado por nóias e bandidos, é exatamente o pessoal das boates.

Junto com os bares e teatros vizinhos, dão vida e segurança ao pedaço. Pois são eles sempre os que recebem multas, autuações e pressão do poder público omisso e irresponsável. Que beleza.

A contagem regressiva para que Kassab saia do cargo é o que resta para a cidade. Uma hora acaba essa frescura toda. Já que o Kassab não faz nada, vamos esperar que pelo menos o próximo prefeito assuma. Ui.

 

Veja mais:

+ Kassab doa terreno para Faculdade Zumbi dos Palmares
+ Kassab defende demolição do Minhocão
+ As notícias da cidade de São Paulo no R7
+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

7 maio 2010

O prefeito Aquassab é um enrolão. E acha que o povo é burro. Essa conversinha de demolir o Minhocão é pra boi dormir.

Nem original essa ideia é. Volta e meia, na falta do que apresentar para a cidade, vem um picareta com esse tipo de artifício. Só que, de tanto usar, esgarçou. Está ficando irritante. Já deu. Chega.

Reurbanização do centro, fim da cracolândia, revitalização da região da Paulista, da Praça Roosevelt, o escambau. Tudo papel que vai pro lixo. É até antiecológica essa demagogia.

É o chamado factóide. Embuste. Para dar a falsa impressão de que estão trabalhando. A imprensa não tem saída e vai lá, acender holofotes para os falastrões.

Ninguém acredita que um governante deste país seja capaz de promover uma ação que só vá se concretizar daqui a 15, 20 anos. Lorota. Vejam as marginais. Em vez de retirar aquela aberração, ampliaram.

Claro, resolver demoraria décadas. Isso seria tarefa para estadistas, não para síndicos de espeluncas. Essa gente não é séria. Estamos lascados.

O prefeito de São Paulo é incapaz de implantar um único quilômetro de corredor de ônibus. Nem unzinho. E aparece posando de administrador visionário? Tenha dó.

Minhocão Minhocão do Kassab é de mentirinha

Foto: Rosana Hermann

Não temos nem sequer um Plano Diretor de verdade. Não há gestor público que ouse planejar ações que efetivamente nos tirem desses infernos chamados metrópoles.

São Paulo é a mais triste representante dessa falência administrativa. Somos o pesadelo do urbanismo. O caos da arquitetura. O armagedon da civilização.

Ok. Ok.  Estou sendo bairrista, confesso. O Rio de Janeiro está bem pior.

Veja mais:

+ Demolição do Minhocão pode levar caos ao trânsito
+ Veja imagens da obra, inaugurada em 1971

+ Todas as notícias de São Paulo no R7
+ Conheça todos os blogueiros do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

18 março 2010

O Kassab é um gênio. Sua inteligência iluminada teve uma ideia magistral. Para acabar com os acidentes envolvendo motociclistas ele resolveu eliminar as motos. Como ninguém pensou nisso antes?!

Simples, não? Num esforço gigantesco de logística e esmero técnico, a prefeitura de São Paulo identificou as vias de trânsito mais perigosas para os motoboys. Marginal Tietê e avenida 23 de Maio. Uau. Podia ter perguntado, era mais rápido.

E aí? Implantaram motovias nos locais? Deram início a uma campanha de conscientização? Aumentaram a fiscalização? Não. Vão proibir a circulação de motos nesses corredores. Pronto.

Kassab Para Kassab, governar é fechar estradas

Governar é abrir estradas, dizia o Washington Luis. O Aquassab prefere fechar ruas. E restringir caminhões. E proibir outdoors. E interditar boates. E inundar a cidade.

O prefeito alegou (ou alagou?) que serão construídas oito faixas exclusivas até o fim de 2012. Só não sabe onde ficarão sete delas. Que franqueza!

Quanto mais complexo o problema, mais singela é a solução. Ainda bem que o iluminado não se comprometeu a acabar com a pobreza.

Ele podia seguir a sabedoria popular e, em vez de retirar as motos das marginas, tirar os marginais das motos. Aí sim. Pronto.

Veja mais:

+ Kassab se diz despreocupado com enchentes durante F-Indy
+ Promotor eleitoral já sabia de cassação de Kassab
+ Conheça todos os blogueiros do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

6 dezembro 2009

bortolotto Kassab também atirou no dramaturgo

Para quem não sabe, há um projeto de revitalização da Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, que está parado há 3 anos na mesa do prefeito Kassab. Foi desenvolvido pela Emurb, empresa municipal de urbanização. Já houve empenho de verbas. Mas várias vezes o processo de licitação das obras foi interrompido, por absoluta incompetência do afilhado do Serra.

Se tudo tivesse corrido nos conformes e desde o início o prefeito fizesse sua parte e cuidasse da cidade, provavelmente o dramaturgo Mario Bortolotto não estaria na UTI da Santa Casa de Misericórdia. Ele e um colega de teatro foram baleados durante um assalto no Espaço dos Parlapatões.

O projeto é uma beleza. Faz com que aquela aberração de cimento seja colocada abaixo e no lugar surja algo minimamente parecido com uma praça de verdade, habitável. Essa obra tem um custo baixo, R$ 40 milhões. E 85% serão financiados pelo BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a juros subsidiados e longuíssimo prazo. Faz parte da verba destinada aos vários projetos voltados para a retomada urbana do centro da capital paulista.

Moleza. Causaria um impacto extremamente positivo na região central e no chamado Baixo Augusta. É uma obra estratégica para a cidade, que diminuiria de imediato a insegurança que ronda a área. E daria alguma dignidade para a atual gestão.

A praça hoje é um lixo. Foi sendo degradada ao longo de anos de descaso e abandono. Já começou mal. Só uma mente doentia poderia criar um jardim de concreto, frio e desumano. Fica bem no início do famigerado Minhocão. Adivinha obra de quem é mais essa aberração urbanística? Bingo. Maluf.

É feia, suja, perigosa. Foi invadida por drogados, bandidos e moradores de rua. É uma minicracolândia. Desafio o prefeito a passar à noite por ela, sem seus seguranças. Seu destino seria o mesmo do dramaturgo.

Em seu entorno, de forma heróica, um grupo de artistas foi lá se instalando e, numa guerra de guerrilha, levantou teatros e bares repletos de gente jovem, inteligente e feliz. A companhia teatral Os Satyros, dos valentes Ivam Cabral e Rodolfo Vazquez, foi a pioneira desse movimento de resistência desarmada.

Ano que vem, em um edifício abandonado da praça, será implantada a SP Escola de Teatro, que funciona atualmente no Brás, na Zona Leste. É uma iniciativa dos Satyros patrocinada pelo governo do Estado. Sim, do Serra. O pai político do Kassab, o prefeito que nada fez. Nessa, ele vai ficar sozinho, sem álibi nem comparsas.

Um homem público se mede por suas obras. E por suas omissões. Muitas vezes, o que se deixou de fazer é mais determinante para se saber a grandeza de um homem. Ou sua pequenez. O Papa que se calou diante do nazismo. O presidente que nada fez para impedir a tortura nos porões do Estado. O prefeito que não revitalizou uma praça. E deixou um corpo lá, estendido no chão.

Leia mais

+ Parlapatões fazem ato pela recuperação de Mário Bortolotto na praça Roosevelt neste domingo

+ Quadro de saúde do dramaturgo Mário Bortolotto é estável, mas ainda grave

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A