6 maio 2010
Sou torcedor do Santos. Associado e tudo mais. Mas sempre deixei de vibrar quando meu time era dirigido por Vanderlei Luxemburgo. Não conseguia. Ficava na miúda, rangendo os dentes.
Como santista, não lhe devo gratidão. O brasileiro de 2004 foi conquistado com uma equipe cuja base era mérito de Emerson Leão. O Rio-São Paulo de 1997 foi pífio. O bi paulista (2006-2007) veio com um time medíocre, apesar da então folha salarial mais cara do país.
Em um de seus retornos, Luxa humilhou o ídolo Giovanni, dispensando-o como a um velhote inválido. Essa eu nunca vou perdoar. Magoou. Felizmente, o craque retornou para as devidas homenagens.
E a última passagem de Luxemburgo, em 2009, foi o coroamento de uma trajetória mesquinha e mercenária. Montou um time chinfrim, pesado e caro, que ganhou o que merecia: nada.
Já desci a lenha nele aqui mesmo neste blog. Não gosto do profissional Vanderlei Luxemburgo. Não conheço a pessoa. Mas nesta história com os meninos da Vila, o homem tem razão (leia mais aqui).
Bando de moleques malcriados. E ingratos, sim. E falsos. Abraçam o cara numa semana e dias depois o tratam como inimigo a ser desmoralizado. Papelão.
Não por acaso, é o mesmo pessoal que deu aquele vexame (depois remendado) na visita ao lar espírita. E que levou mais de um puxão de orelha do rei Pelé. E que agora deixou novamente constrangido o técnico Dorival Junior.
E que vem gerando antipatias desnecessárias, que ameaçam ofuscar o elenco mais talentoso dos últimos anos. A grandeza de um atleta também se mede pelo caráter. Que o digam Tostão, Sócrates, Zico e Falcão, entre tão poucos. É mascarado? Pode esperar, a sua hora vai chegar.
Jogador é profissional, ganha fortunas, tem responsabilidades. Em público, tem que dar exemplo de civilidade. Não pode agir como um torcedor típico, desmiolado, boca suja e fanfarrão.
Torcedor pode chamar corintiano de gambá, palmeirense de porco, são-paulino de bambi. Jogador (e dirigente) não pode. Torcedor provoca time adversário. O profissional respeita. Simples, não?
Jogador quer comemorar título com a torcida? Que beleza. Pois cante o hino, empunhe bandeiras, solte rojão, dance rebolation. Mas não tripudie, não ofenda, não incite, não aja como um fanático. Isso é coisa de babaca.
Vanderlei Luxemburgo tem minha solidariedade. Ninguém merece ser tratado dessa forma. Ele foi vítima de uma vingança ordinária, duas caras. Foi exposto a uma situação humilhante. Uma grosseria.
Está certo que ele não precisava fazer tanto mimimi. Bastava dizer, como disse, que ao Santos ele não volta mais. E que na Vila Belmiro ele só pisa como adversário. É isso aí! Ele tem meu mais absoluto apoio.
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