20 dezembro 2011
O último que sair de São Paulo, por gentileza, apague as lâmpadas dessas malditas árvores de Natal que entupiram as ruas da cidade.
A capital paulista sempre foi feia, mas se tornou um espetáculo de breguice piscante a céu aberto. Socorro.
Não há um metro quadrado sem badulaque chinês grudado em árvores. Agora entupiram prédios, praças a agências bancárias com o que há de pior na estética da muvuca.
Com apoio e incentivo da própria prefeitura, transformaram em evento turístico a visitação aos enfeites de rua instalados principalmente na Avenida Paulista e no Parque do Ibirapuera.
É um pesadelo de mau-gosto, uma passeata de gente desocupada escancarando o vazio de suas vidas. E transformando uma metrópole já problemática em um caos natalino.
Foi como se importassem o Círio de Nazaré e entulhassem os milhões de fiéis nas calçadas.
Peregrinos de deslocam de todos os lugares para ver presépios europeus, com suas alegorias kitschies e uma pirotecnia de luzes capaz de gerar ataques epiléticos nos mais deslumbrados.
O resultado dessa histeria coletiva é um congestionamento que se estende por todas as noites e madrugadas.
As principais vias do Centro Expandido ficam entupidas de segunda a domingo, ainda mais depois que o prefeito mandou fechar a Paulista a partir das 20h. Gênio.
Uma demagogia irresponsável, um circo sem pão, para deleite de uma romaria de carentes.
A CIA ou o Talebã devem estar por trás disso. Ou Papai Noel é um agente russo. Querem acabar com o Natal, torná-lo sinônimo de apocalipse. A barbárie.
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