26 março 2010

Os moralistas podem entrar em pânico. Baseado numa pesquisa feita na Inglaterra, é possível afirmar que as mulheres jovens de hoje têm tantos parceiros sexuais quanto os homens de antigamente.

Dez por cento das 3 mil inglesas que responderam ao questionário (feito por uma empresa farmacêutica) afirmam ter transado com mais de 10 caras. Aos 24 anos. Nada de beijinho e ralação. Só valia o serviço completo. Elaiê.

Na média, as moças mandaram ver com 5,65 rapagões. Três vezes mais mocinhos do que as suas vovós pegavam (1,67) quando tinham a mesma idade, na década de 1960. As suas mamães, nos anos 80, saboreavam 3,72 espécimes masculinos.

Os homens que fiquem espertos. O mito de que eles acumulam conquistas, enquanto as meninas ficam se guardando, já era. É visível isso, convenhamos.

A erotização precoce, a queda de tabus como a virgindade, a naturalidade com que o sexo é tratado, tudo isso é gritante. As mulheres são independentes, os direitos são iguais, aquela conversa toda.

Patético é os homens promíscuos serem  tratados como garanhões e pegadores, enquanto elas são vagabundas e vadias. Ah, tá. Esse raciocínio é de um requinte intelectual admirável.

Os machos precisam se cuidar. Podem engolir seco, salivar, ficar inseguros, sentir medo, raiva, nojo, inveja, o que for. Já era. A mulherada está pegando pesado mesmo. Como eles sempre fizeram. A diferença é que elas não saem por aí contando vantagem.

Os homens não suportam mulheres com passado. Tudo bem. As mulheres não suportam homens sem futuro. Se vira, mané.

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30 novembro 2009

prancheta Como confiar no Ibope nas próximas eleições?

Com a palavra, o Congresso.

Segundo o Aurélio, além de índice de audiência, ibope é sinônimo de prestígio. Então, o ibope do Ibope não é lá grande coisa.

Faça uma pesquisa com seus amigos e pergunte se algum deles acredita nesse instituto. Não manipule. Provavelmente, todos vão se lembrar de alguma derrapada séria envolvendo os caras.

Qualquer cidadão minimamente esclarecido sabe de alguma fraude em que o Ibope esteve envolvido nos últimos anos.

Em 2000, o maior animador de comícios que já vi, Leonel Brizola, falou com aquela delicadeza peculiar: “O Ibope está a soldo dos grandes grupos”.

De lá pra cá nada mudou. Um jornalista com conhecimento de causa escreveu em seu blog um artigo com título auto-explicativo, “O dia em que a Globo protegeu o Ibope”.

Foi o Marco Aurélio Mello, que trabalhou na emissora durante anos, inclusive como editor de economia do Jornal Nacional. Ele descreve como a velha senhora blindou o instituto (e seus erros cabeludos) durante as eleições de 2006.

Exemplos não faltam. Nem estou falando da manipulação dos índices de audiência da TV. É questão de tempo até esse esquema ser desmascarado. Desta vez eles deram bandeira:

Não dá é para fazer de conta que está tudo bem e nada está acontecendo de muito grave.

Em 2010, daqui a pouquinho, vamos novamente às urnas para eleger presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Muita coisa, não?

E vamos deixar assim, de boa? O Ibope vai fazer suas pesquisas suspeitas no ano que vem, sem que nada aconteça, nem mesmo uma satisfação à sociedade?

Essa empresa é séria? Merece continuar influenciando no processo eleitoral, formando opiniões distorcidas, esticando a corda da democracia?

Nossos nobres congressistas bem que podiam fazer algo útil. Enquanto há tempo.

Que tal uma CPI sobre esse instituto de pesquisa e seus critérios, financiadores e metodologias?

Ia dar ibope.

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