15 dezembro 2011

Só falta aos legisladores brasileiros regulamentarem a Lei da Gravidade. Ou proibirem o efeito estufa. Todas as outras inutilidades já estão sendo feitas. A Lei da Palmada é só mais um tapa na cara que levamos daqueles que deveriam estar fazendo algo de útil para a sociedade. Bando de desocupados.

Em vez de promover a reforma tributária ou política, modernizar o Código Penal e Processual, ou simplesmente botar pra funcionar as leis que já temos e são ignoradas, esses fanfarrões ficam gastando tempo, papel e tinta com nulidades redundantes.

Que mania de se meter na vida dos outros. Todos sabemos que, se um pai agredir ou maltratar seus filhos, já existem instrumentos suficientes para colocá-lo em cana e até mesmo tirar-lhe a guarda. Ninguém, mas ninguém mesmo, defende que crianças sejam espancadas, torturadas ou oprimidas pela família.

Para que essa frescura, então? O projeto que vai para o Senado chega ao requinte de proibir “ameaças e humilhações”. Pelo que entendi, “ameaçar” tirar a TV por uma semana da criança malcriada passou a ser crime? Exigir, em público, que ela pare de gritar e espernear num shopping não seria humilhante demais?

Se um bêbado acender um cigarro num bar, quem paga é dono do boteco. Se um menor de idade compra bebida alcoólica com documento falso, quem se ferra é o dono da padaria. E agora, se uma mãe bate no filho, quem é multado é a professora, o médico ou assistente social que não denunciar o caso à polícia.

É o Estado invadindo a vida privada de todos, mas sem tomar nenhuma providência ou assumir responsabilidades. Patifaria.

Com certeza, essa lei vai ser aprovada e sancionada. Como todas as outras que não exigem investimentos em seguranças, saúde ou educação.

Daqui uns anos, para dar a impressão de que esse país funciona, algum gênio vagabundo vai propor a Lei do Puxão de Orelha. Para que fique bem claro como somos todos uns imbecis.

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13 dezembro 2011

Diante do silêncio absoluto da mídia canalha, se tornou obrigação cívica divulgar o livro A Privataria Tucana (Geração Editorial), do jornalista Amaury Ribeiro Jr. A reportagem é uma porrada.

É o velho esquema de sempre: Rede Globo, Veja, Folha de S.Paulo e adjacências se calam quando acusações, por mais graves que sejam, como é o caso, atingem seus aliados. Para os amigos, as manchetes; para os inimigos, os editoriais. Ou o contrário, tanto faz.

A blindagem às falcatruas cometidas pelo tucanato atravessa década. Há muito é caso de polícia. No mínimo, os donos dos grandes veículos de comunicação deveriam ser intimados a depor no Congressso Nacional, junto com os ladrões que protegem.  A omissão é criminosa, fere todos os princípios da liberdade de imprensa que esses safados tanto defendem quando lhes convêm.

Um fato precisa ficar claro, e ser repetido à exaustão: a venda de estatais durante o governo FHC foi o maior assalto aos cofres públicos da história deste país. O famigerado Mensalão é troco de pinga. Jamais duvidem disso.

Foram bilhões de dólares desviados, lavados, propinados e roubados do povo brasileiro. Não faltam denúncias, documentos, provas, testemunhas. O que falta é vergonha na cara das elites que insistem em varrer esse lixo para debaixo de seus tapetes sujos. São cúmplices.

Outro livro, histórico, também ignorado pelo silêncio ensurdecedor dos barões da imprensa, foi escrito pelo nosso maior jornalista econômico, Aloysio Biondi, em abril de 1999: “O Brasil Privatizado”. Segundo ele, a conta do prejuízo é assustadora: R$ 87,6 bilhões não entraram ou saíram dos cofres públicos durante o processo de privatização. Não ficamos com um único centavo.

O livro de Biondi vendeu 130 mil exemplares. Você não leu errado: foram 130 mil exemplares vendidos. Sem que uma única linha ou comentário saísse nos grandes veículos de comunicação. Fazem parte da quadrilha.

O povo não é bobo. Em apenas quatro dias, o fenômeno se repete e a obra de Amaury Ribeiro esgotou seus 15 mil exemplares e já parte para uma segunda edição. Um belo tapa na cara da tucanagem corrupta! Denúncia em CPI do PT é refresco. Vamos ver se agora a casa cai. Podre, já está faz tempo.

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13 julho 2011

A revista Veja, que se comporta como o Diário Oficial do Apocalipse, deu sinais de que a velhice se impõe até mesmo para quem sempre defendeu ideias ultrapassadas. Nada como o tempo, o eterno senhor da razão.

Pois não é que a revista semanal resolveu praticar revisionismo histórico inconsciente? Devem estar ficando caducos, lá na redação. Ou é remorso mesmo.

Em uma daquelas reportagens mixurucas que não passam de editorias camuflados, algum editor com Alzheimer resolveu dar lições de ética e bons costumes, como sempre fazem, até quando o assunto é cinema ou culinária.

Com a modesta pretensão de acabar com o fisiologismo no Brasil, traçam um breve panorama da história recente do país, sem perceber que remoem culpas e empilham atos falhos.

Logo a Veja, que apoiou incondicionalmente o regime militar (e dele se beneficiou, após a saída do jornalista Mino Carta, verdade seja dita), resolve, num ato intempestivo, registrar para os anais que “na ditadura, nomeações de prefeitos e governadores era uma maneira de saciar os caciques políticos locais”.

Rufem os tambores! A Veja enfim descobriu que passamos por uma ditadura. Eureka! E que ela foi corrupta e clientelista! Uia. Agora vai!

Em seguida, o evangelho da Veja nos ensina: “Sarney distribuiu cargos nas antigas estatais e nos ministérios”. Agora, prepare-se, é chocante: “Antonio Carlos Magalhães, chefe do PFL baiano, tornou-se o babalorixá do Ministério das Comunicações e serviu concessões de rádio e TV à vontade a parlamentares que votavam com o governo”.

Estou perplexo. A Veja, que fez parte da tropa de choque do governo Sarney? A Veja, que apoiava todas as malvadezas de ACM, a quem acompanhou como cão de guarda? A Veja? Só pode ser descuido, senilidade. Alguém tem de ser demitido. Ou aposentado.

A matéria, em seguida, fica cozinhando o galo de sempre. “Fernando Collor, mais por autossuficiência do que por convicção, não cedeu tanto ao fisiologismo”. “Itamar retomou o costume aos poucos”. “Fernando Henrique Cardoso deu espaços preciosos do governo... mas não negociou no varejo.” Tirando Itamar, tratado a pontapés, Collor e FHC nunca tiveram do que reclamar da imprensa que, veja só!, sempre os apoiou.

Para Lula, não há esclerose que atenue o ódio: “não hesitou em retalhar o governo”. Aí sim reconheço a maior revista de informação do país. Deve ser difícil continuar existindo sem ninguém para prestar atenção nas bobagens que dizem. A idade pesa.

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28 abril 2011

Eu cantei a bola aqui, em agosto do ano passado. O PSDB iria virar pó depois das eleições presidenciais de 2010. Bela porcaria de previsão. Não precisava ser profeta para antever essa derrocada.

A criação do PSD (Partido Sem Destino?) é a prova definitiva de que não há oposição neste país. Um partido liderado por Gilberto Kassab só pode ser uma fiasco antecipado. A que ponto chegamos.

O prefeito de São Paulo é um representante notável do que há de mais inexpressivo na política brasileira. Cruzamento de tucano com demo, ele ir para a base de apoio do governo petista é um sinal preocupante. Fim de feira, xepa total.

Se o que sobrou do PSDB combativo é a ala capitaneara por Geraldo Alckmin, estamos perdidos. O governador de São Paulo não nasceu para dar porrada em ninguém, muito menos em quem possui mais poder que ele.

O DEM, ou PFL, ou Arena, tanto faz, definha em praça pública, não consegue nem sequer rosnar. Desesperados, seus integrantes trocam novamente de roupa para se aproximar das benesses do poder. Acabaram nus.

Deveríamos lamentar profundamente o fim da democracia neste país. Sim, porque sem adversários, qualquer governo está condenado ao fracasso. E não há República sem pluralismo.

Nem FHC, ou Serra, muito menos Marina Silva, têm credibilidade para se opor aos rumos que estão sendo dados ao Brasil. Simplesmente porque eles não oferecem alternativas. Mais do mesmo.

Vou me permitir uma conclusão pífia e vergonhosa: são todos farinha do mesmo saco. Político é tudo igual. Quando chegam ao poder, pedem para que esqueçamos o que escreveram ou disseram. São uns covardes.

Logo eu, que sempre enxerguei na política um campo de batalha. Acabou a luta. Perdemos todos.

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18 março 2011

Nessa história da Líbia e do Conselho de Segurança da ONU, só há vilões. E petróleo.

Ou alguém acredita que os países ricos que aprovaram ações militares contra Gaddafi estão preocupados com a vida de civis inocentes ou com a democracia naquele país? (Leia mais aqui).

Balela. Em 1994, quando Ruanda, na África, sofreu um dos maiores genocídios da história, a ONU simplesmente se omitiu covardemente. Cerca de 800 mil pessoas foram trucidadas numa guerra civil bárbara, sem precedentes.

É uma máxima da diplomacia que conflitos internos sejam resolvidos sem interferência estrangeira. Mas essa autonomia só se aplica para nações miseráveis, ou melhor, fora do circuito dos grandes produtores de petróleo. O resto que se mate.

O governo de Gaddafi existe há mais de 40 anos. Mas só se tornou uma ditadura cruel e sanguinária agora que seus desmandos começam a interferir na lógica econômica internacional. Muito heróico tudo isso.

O governo brasileiro se absteve na votação do Conselho. Assim como Alemanha, Índia, China e Rússia. Pelo menos foi coerente com sua histórica postura de não se meter nos direitos humanos dos outros. Só nos nossos.

É impossível entrar na política e sair dela com as mãos limpas. Quando se trata de política internacional, as mãos ficam ainda mais sujas. De sangue.

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21 fevereiro 2011

O que mais a presidente Dilma vai esperar para declarar repúdio e romper relações com o governo de Muammar Gaddafi?  Se não for por convicção, que o faça por inteligência. Só precisa ser bem rápido.

Esse brucutu líbio está com os dias contados. Vai sair pela porta dos fundos, foragido como criminoso de guerra, acusado de genocídio. Daqui  a pouco, nem o Hugo Chaves dará asilo paro o ditador.

O maluco mandou bombardear praças com manifestantes. Mercenários foram pagos para metralhar cidadãos na rua. O exército também participou do massacre. Gaddafi endoideceu, pirou. Isso é coisa de psicopata, doente mental.

Said Gaddafi, filho e herdeiro político do ditador, ameaçou seu povo com "rios de sangue" caso insistam com as manifestações. Loucura hereditária, pelo visto.

Embaixadores líbios em diversos países renunciaram a seus postos e exigem a queda de Gaddafi. Pilotos que se recusaram a atacar compatriotas fugiram com seus aviões para países vizinhos. A casa caiu. O cachorro morreu.

Chega. Esse movimento aparentemente espontâneos por liberdade em países muçulmanos e do Norte da África podem até acabar na mesmice ou em novos governos conservadores e fundamentalistas. Revoluções nunca geram santos.

Mas que não se perde uma oportunidade dessas, com certeza, não. O tempo corre e, por enquanto, ainda dá para saber quem são os heróis e os vilões. Depois, fica bem mais difícil. Acorda, Dilma!

O que interessa é o Brasil se colocar, enfim, como um país que não tolera abusos, injustiças e violência contra gente pobre. Pelo menos, em países estrangeiros...

Aqui, até que ia bem um pouco de povo na rua. Que bom que o Carnaval está chegando.

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2 fevereiro 2011

Política é um troço chato pra caramba. E os políticos se esforçam para que continue assim, tedioso. É só ver a eleição do petista gaúcho Marco Maia para a presidência da Câmara dos Deputados. Um porre de chimarrão.

O meu xará ganhou com larga margem de votos, 375 dos 513 possíveis. Massacre. Os adversários tiveram constrangedores 106 para Sandro Mabel (PR-GO), ridículos 16 para Chico Alencar (PSOL-RJ) e humilhantes nove para Jair Bolsonaro (PP-RJ). Eu teria vergonha na cara.

Foi uma votação mais previsível do que a para a presidência do São Paulo FC. Ou de um eventual paredão entre Sabrina Sato e Suzana Vieira. Lavada da base governista.

Aí, o Arnaldo Jabor vai dizer que a democracia sai perdendo, que não é bom ter um Legislativo atrelado ao Executivo, que a Dilma precisa se vestir melhor, aquela papagaiada insuportável de sempre.

Pura bobagem. Nossas vidas exuberantes não vão sofrer um mísero arranhão com essa bagaça. Se ao menos o Tiririca tivesse vencido, ok, a conversa no almoço de domingo na casa da sogra seria mais animada.

Que nada. Nem sabemos quem é Marco Maia. E olha que o cidadão com direito a prisão e aposentadorias especiais está no comando da espelunca desde meados do semestre passado. Lembra dele? Nem eu.

Também não lembramos do nome da ministra do Meio Ambiente. E daí? Daí, nada. Izabella Teixeira também continua no comando da "pasta", desde 1º de abril de 2010. Nem vou me dar ao trabalho de piadas ou trocadilhos.

O fato é que essas pessoas deviam ser determinantes nas nossas vidas. Mas não são. São estranhos. Desconhecidos. E hostis. Anônimos revestidos de benefícios e nenhuma importância.

Para compensar essa frustração toda, José Sarney continua presidente do Senado. Um alívio para nossa memória. Desse lembramos muito bem. Foi ele quem prometeu abandonar a vida pública em 1989 (22 anos atrás).

Não é emocionante?

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14 outubro 2010

Quando a religião começa a se meter na política, estimula-se uma perigosa hipótese: a de a política se meter na religião. Que os deuses nos livrem disso.

Mas nesse debate sobre aborto e eleições, a democracia é imperativa. Portanto, é absolutamente legítimo que padres, pastores, monges ou faquires manifestem seus votos.

E podem inclusive conclamar seguidores a fazerem exatamente o que deles se espera: seguirem. O voto de fundo religioso é um fato. Os candidatos sabem onde se meteram: ajoelhou, tem que rezar.

A Dilma declarou ser a favor da descriminalização do aborto. Ponto. Depois recuou, por motivos estritamente eleitorais. Outro ponto. Ninguém mandou.

Assim como José Serra deu a mesma pirueta, de ministro da Saúde a candidato. E o motivo é nobre, dos dois: eles serão presidentes de um país inteiro, e não de suas próprias convicções.

O Estado laico é uma conquista da civilização. Onde isso não foi atingido, imperam a intolerância e o medo. Oremos por eles.

Cada um que defenda seu ponto de vista. E respeite o que pensa diferente. Onde há fumaça, há fogo. E fogueiras. Lembra? Melhor não esquecer.

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7 outubro 2010

Em casa de ferreiro, liberdade de expressão é no pau. É o que nos ensina O Estado de S.Paulo.  Se diz vítima de censura e posa de vítima. (Leia mais aqui). Lorota. Quem não suporta conviver com opiniões diferentes é o próprio jornal.

Nem faz questão de disfarçar. Demitiram a colunista Maria Rita Kehl alegando "delito de opinião". Tudo por causa de um artigo bacanudo em que ela critica a forma como tentam desqualificar o voto dos mais pobres em Dilma.

A publicação declarou sua opção pela candidatura de José Serra e acusa o governo Lula de tentar amordaçar a imprensa. É justo. Todo mundo tem direito de dizer a bobagem que bem entender.

Mas tem que saber ouvir as tolices dos outros. Não é pra qualquer um. Muito menos para um jornal centenário, bem velhinho, declaradamente conservador e reaça. Basta ler seus editoriais para saber o quanto sua linha editorial é intolerante.

Como bem disse Millôr Fernandes, "democracia é quando eu mando em você; ditadura é quando você manda em mim". Não é simples?

Quer ser trouxa e acreditar que o Estadão defende nobres ideais? Bom proveito. Só não venha pedir coerência depois. Esse verbete não existe no manual de redação da família Mesquita.

Patrão só serve pra isso mesmo, contratar e demitir. Necessariamente nessa ordem. Pagou, tá novo. Quer escrever o que pensa? Semana que vem tem outro em seu lugar.

É assim a mídia nativa. Nasceu na Casa Grande e não visita a senzala. Não venha falar de pobre com eles. Te mandam calar a boca: estão muito ocupados defendendo a liberdade de imprensa.

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3 setembro 2010

O festival de besteiras que assola o país continua. Não bastassem os palhaços voluntários, há aqueles que sem querer nos fazem rir.

De nervoso.

O candidato ao senado pelo obscuro PTC de São Paulo chama-se Ciro Moura. E se apresenta apenas como Ciro, número 360.

O cara é mistura de gênio da garrafa de pinga com professor aloprado. Seu slogan é "Para uma mudança de 360 graus, vote em Ciro". Não é estupendo?

Se tivesse frequentado as aulas de geometria, o candidato saberia que um giro dessa magnitude devolve qualquer objeto, inclusive ele, ao mesmíssimo lugar.

Talvez seja uma confissão premeditada. Para que depois o povo eleitor não diga que foi enganado. O improvável senador sabe que com ele não chegaremos a nada.

Pois o ilustre desconhecido se apresenta sem seu sobrenome, para que os desavisados o confundam com o xará cearense, o Gomes.

Só isso explica os 19% de intenção de voto que as pesquisas registram a seu favor (e contra todos nós).

O Moura faz essas gracinhas sem nenhum remorso. No horário eleitoral, aparece na penumbra e não abre a boca. Apenas um locutor, em off, pede votos para "o Ciro".

Se não for estelionato, sei lá que nome tem essa lambança. Como não vai dar certo, deixa quieto. Pior que tá não fica.

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