19 abril 2012

Acredite se quiser. O governador Geraldo Alckmin acordou animado e, do nada, prometeu triplicar a rede de metrô paulistano até 2018. Aham.

Isso significa construir 120 km em seis anos. Ou 20 km a cada 12 meses. Tudo bem, não fosse o fato de o PSDB ter demorado os últimos 14 anos para entregar míseros 25 km. A tucanada é lerda mesmo.

E porque conseguiriam fazer agora o que não foram capazes nas duas décadas em que estão atolados no poder? Tem que ser muito ingênuo (ou burro?) para acreditar numa bravata dessas.

Não é a primeira vez que Alckmin e sua turma alardeiam promessas dessa magnitude. Despoluir o rio Tietê e transformar suas marginas no maior canteiro do mundo foram algumas de suas fanfarronices.

Se nem do básico, tipo educação e segurança, eles dão conta, imagina algo tão trabalhoso como ampliar o metrô para o tamanho que ele deveria ter desde os anos 70? Pura bazófia, conversinha.

O delírio verbal do nobre governador fica mais evidente quando nos lembramos do estado de calamidade em que se encontram os trens da CPTM, que sofrem panes homéricas e semanais. Vida de gado.

É desanimador ter que ouvir esse tipo de balela. Ofende a inteligência até do otimista mais incorrigível. E nem adianta pedir pra esse pessoal registrar promessas em cartório. O Serra está aí para provar que papel aceita tudo.

Não podemos dizer que todo político mente. Até porque a lei permite a qualquer pessoa, em último caso, permanecer em silêncio. Mas o eleitor sabe que faz parte da retórica política o apelo à demagogia e as juras que jamais se cumprirão. Acredita quem quiser.

Veja mais:
+ R7 BANDA LARGA: provedor grátis!

+ Curta o R7 no Facebook

+ Siga o R7 no Twitter

+ Veja os destaques do dia

+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

1 julho 2011

Só mesmo o PT para transformar Fernando Henrique Cardoso no astro pop do momento.  Se dependesse do PSDB, o ex-presidente comemoraria seus 80 anos em alguma padaria de Higienópolis, em pé no balcão.

Mas diante do entusiasmo com que a presidente Dilma e petistas notórios como Marco Maia, presidente da Câmara dos Deputados, proferiram elogios a FHC, até os tucanos foram constrangidos a reconhecer algum valor no ilustre filiado.

Como não existe ingenuidade na política, a cortesia de um adversário só pode ser alguma armação. O tempo dirá que maldade está por trás de tanta homenagem. Vai ver o PT está com planos de privatizar o Banco Central e já começou a buscar aliados.

Claro que FHC merece uma festinha de aniversário. Bolo, velinhas, parabéns pra você. Mas daí a ser redimido pela História, ainda em vida, pode soar como provocação a José Sarney e Fernando Collor de Mello. Vai que a moda pega.

Sou a favor de que inimigos se tratem como tal. Sem intolerância, já está de bom tamanho. Guardemos elogios retumbantes para batizados e funerais. Mais do que isso, confunde, não é bom para a democracia.

Depois não venham reclamar das pessoas de bem que acham os políticos todos iguais.

Veja mais:

+ Curta o R7 no Facebook
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

28 abril 2011

Eu cantei a bola aqui, em agosto do ano passado. O PSDB iria virar pó depois das eleições presidenciais de 2010. Bela porcaria de previsão. Não precisava ser profeta para antever essa derrocada.

A criação do PSD (Partido Sem Destino?) é a prova definitiva de que não há oposição neste país. Um partido liderado por Gilberto Kassab só pode ser uma fiasco antecipado. A que ponto chegamos.

O prefeito de São Paulo é um representante notável do que há de mais inexpressivo na política brasileira. Cruzamento de tucano com demo, ele ir para a base de apoio do governo petista é um sinal preocupante. Fim de feira, xepa total.

Se o que sobrou do PSDB combativo é a ala capitaneara por Geraldo Alckmin, estamos perdidos. O governador de São Paulo não nasceu para dar porrada em ninguém, muito menos em quem possui mais poder que ele.

O DEM, ou PFL, ou Arena, tanto faz, definha em praça pública, não consegue nem sequer rosnar. Desesperados, seus integrantes trocam novamente de roupa para se aproximar das benesses do poder. Acabaram nus.

Deveríamos lamentar profundamente o fim da democracia neste país. Sim, porque sem adversários, qualquer governo está condenado ao fracasso. E não há República sem pluralismo.

Nem FHC, ou Serra, muito menos Marina Silva, têm credibilidade para se opor aos rumos que estão sendo dados ao Brasil. Simplesmente porque eles não oferecem alternativas. Mais do mesmo.

Vou me permitir uma conclusão pífia e vergonhosa: são todos farinha do mesmo saco. Político é tudo igual. Quando chegam ao poder, pedem para que esqueçamos o que escreveram ou disseram. São uns covardes.

Logo eu, que sempre enxerguei na política um campo de batalha. Acabou a luta. Perdemos todos.

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter

+ Todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

1 novembro 2010

Globo: o altar do sacrifício perdeu

As Organizações Globo agiram como um partido de oposição durante as eleições que levaram Dilma Rousseff à presidência da República.

Preferiam continuar aliados ao candidato das elites, como sempre estiveram durante a ditadura militar e os governos Collor, Itamar e FHC. Mas perdeu, playboy.

O jornal O Globo virou um panfleto diário. Sem nenhum pudor, estampou um ódio incontido ao governo Lula e à sua candidata. Mas foi na bancada do Jornal Nacional que se ergueu o altar do sacrifício petista.

O padrão Globo de qualidade é fácil de entender. Consiste em tratar escândalos conforme a coloração partidária e os interesses da firma.

O caso Erenice Guerra mereceu do JN 35 sangrentos minutos de reportagem só na primeira semana de repercussão. Já a denúncia envolvendo o aloprado tucano Paulo Preto teve uma única reportagem, quase nada.

Em sua entrevista de dez minutos ao vivo no JN, Dilma Rousseff ficou infinitos 4 minutos e 40 segundos respondendo sobre aborto. Mais 3 minutos e 25 segundos falando sobre a onipresente Erenice.

Ao final, teve tempo para responder a mais uma perguntinha. José Serra pode discorrer levemente sobre nove questões. Isso, sim, é tratamento diferenciado.

Com a vitória de Dilma, vai ser constrangedor o olhar de William Bonner e Fátima Bernardes. Cúmplices que são, nem vão tocar no assunto de como espremeram e destrataram a presidente eleita.

E tanta gentileza e profissionalismo com o candidato da família Marinho. Em vão.

São pagos pra isso, têm filhos para sustentar. Ok. Podem levar essa derrota pra casa. E convidar Arnaldo Jabor e Merval Pereira para jantar. Haja estômago. Mas amigos são fundamentais na hora da derrota.

Daqui a pouco, às 16 horas, volto com o raio-x dos outros derrotados da eleição.

Temos muito a passar a limpo.

Veja mais:

+ Os derrotados da eleição
+ Acompanhe os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter

+ Todos os blogs do R7


Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

1 setembro 2010

Como o candidato José Serra sai por aí acusando o PT de ter quebrado o sigilo fiscal da turma do PSDB?  Qual prova ele usa para fazer afirmação tão caluniosa? Isso é misto de desespero e má-fé.

Antes, um alerta fundamental: não estou aqui dizendo que não foram petistas aloprados os responsáveis pelo crime. Estou dizendo que não há nenhuma prova. Nenhuma. Nenhuma.

Se existem evidências, todos apontam para uma horda de pés de chinelo. Não esbarrou, ainda, em nenhum emissário do Planalto. Ainda, portanto, devemos ter um mínimo de cautela.

No plano das meras especulações, posso delirar e, num surto conspiratório, dizer que foi gente do Aécio Neves. Afinal , à época, o tucanato mineiro estava de olho na indicação à candidatura presidencial pelo PSDB.

Não vou fazer isso porque seria uma leviandade atroz. Coisa de quem não tem caráter.

serra Acusar sem prova é pior que quebrar sigilo

Foto: Divulgação/Agência Brasil

O próprio Serra já foi acusado de espionar adversários. Nunca comprovaram nada contra ele. E olha que ele se meteu com a família Sarney. Briga de cachorro grande.

Essa história de acusar sem prova e dar como certo o que é duvidoso causa estrago maior que qualquer quebra de sigilo.

Todo mundo fica torcendo para que o bagulho exploda nas mãos de algum petista de carteirinha. Também vou achar divertido ver algum cacique ser desmascarado em público.

Se for comprovado que a campanha da Dilma está envolvida em algo tão escandaloso, a candidatura dela vai ser impugnada. Mesmo que tudo se esclareça depois de outubro.

E não tem como esconder o desfecho das apurações. Os cães farejadores da Polícia Federal já foram atiçados. Nomes já se tornaram públicos.

Viram o despachante mequetrefe que foi colocado como falso procurador da filha do Serra? Aquele não engana ninguém, é 171 desde criancinha. E a falsificação dos documentos? Amadorismo de quinta.

Seja quem for o picareta que resolveu espionar a tucanagem, é gentinha burra e incompetente. Vão ser pegos, os larápios. E dá até para apostar que antes das eleições.

Portanto, calma, candidato! Não suje sua biografia com um ato covarde e irresponsável. Se forem petistas os envolvidos, o povão vai saber dar uma surra neles. Nas urnas.

Mas e se as acusações forem falsas? Além da derrota iminente, o senhor vai ter que carregar uma vergonha, uma indignidade. Deixe esse serviço sujo para seus assessores. Pelo menos se preserve!

Alguém que quer comandar este país não pode agir como um leviano. Já tivemos um presidente assim. Não precisamos de outro Collor. Não mesmo.

Veja mais

+ Acompanhe as notícias do Brasil no R7
+ Fique por dentro das eleições 2010

+ Leia os principais destaques do dia
+ Conheça todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks

27 agosto 2010

tucano blog ok Sem o conforto dos palácios, tucanos morrem ao relento

O PSDB e o DEM não sabem fazer oposição.  Nunca souberam. E não vai ser agora que vão aprender. Nasceram exclusivamente para usufruir do poder. Fora dele, são inúteis.

Os tucanos vão virar pó em outubro. Os demos foram para o brejo faz tempo. Não terão fôlego para se arrastar por mais quatro ou oito anos de nulidade. Sem o conforto dos palácios, vão morrer ao relento.

Ou melhor, antes disso, muitos vão atender aos seus instintos primitivos e se alinhar aos vencedores. É só o que sabem fazer. Não vai sobrar um único rato no porão. Estarão todos no convés do transatlântico governista.

Politicamente, vamos falir. O preço disso é muito caro. E tem nome: chama-se democracia. Porque ela só existe se houver enfrentamento e pluralidade de opiniões.

O Partido dos Trabalhadores fez esse papel, de chicotear adversários impiedosamente. Bons tempos aqueles, em que havia divergência, disputa política e debate ideológico.

Quando chegaram ao Planalto, os petistas trocaram o discurso sem nenhum pudor. É assim que funciona. Ficaram esperando as pedras na vidraça. Não é assim que funciona? Pois não vieram.

A incompetência de tucanos e demos é risível. Eles não sabem ficar fora da festança. Simplesmente não conseguem. Ficam tristinhos, amuados. Balbuciam, gaguejam, suam, tremem as mãos.

Durante os oito anos do governo Lula, ficaram perplexos. Boquiabertos, patetas. Parece que, na verdade, até hoje a ficha deles não caiu. Autistas, achavam que era questão de tempo para a História retomar seu curso, com eles no volante.

O fisiologismo, quando não recebe suas altas doses de cargos e benefícios,  é uma doença que cega, emudece e deixa surdo. Causa uma morte dolorosa.

Bem feito.

Veja mais

+ Acompanhe as notícias do Brasil no R7
+ Leia os principais destaques do dia
+ Conheça todos os blogs do R7

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitthis
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009-2011 Rádio e Televisão Record S/A