16 julho 2010

Afinal, uma boa notícia no mundo do futebol: os grandes clubes europeus faliram.

Não que seja uma novidade, mas agora até mesmos eles perceberam que o fundo do poço de arrogância chegou.

A constatação está em relatório da consultoria AT Kearney, publicado nesta quarta-feira, 14, pelo jornal espanhol El País. Leia aqui.

O documento vai direto ao ponto: a culpa da bancarrota é dos altos salários pagos aos jogadores. Eureca!

A carnificina que os dirigentes europeus promoveram nos últimos anos é bem típica do espírito imperialista que os acompanha desde a época das navegações.

Atravessam os mares, invadem outros países e arrancam de lá os maiores tesouros. Pilhagem. Essa tática predatória tem limite. E ele chegou. O crash se aproxima, irreversível.

Só os campeonatos da Alemanha e França são considerados lucrativos, e olhe lá. O lucro deles é baixíssimo, - 2% e 1%, respectivamente. O pior cenário econômico reúne Itália, Espanha e Inglaterra.

bola1 O futebol europeu faliu. Oba!

Não por acaso, os três campeonatos mais badalados. Pois são dados como mortos. Para eles não há saída, tamanha a esbórnia e desperdício.

O alerta dos consultores é claro: "Não é absurdo pensar que alguns clubes podem fechar as portas num prazo médio".

Os times não são especificados, mas é fácil imaginar quais sejam. Basta lembrar aqueles que todo garoto brasileira sonha em jogar: Real Madri, Barcelona, Inter, Milan, Manchester e por aí vai.

Se nossa cartolagem não fosse tão incompetente e corrupta, se houvesse um mínimo de visão de marketing esportivo, era a hora de dar o bote. Não custa sonhar. Em dois anos, bem planejados, poderíamos repatriar nossos craques e impedir a debandada dos novos talentos.

Mas quem vai dizer pra eles que a farra acabou? Chegamos a um ponto que ganhar R$ 200 mil por mês é pouco para a rapaziada da bola. A loucura não é só deles. Foi lavagem cerebral e lobotomia por contágio com a alucinação europeia.

Que seja breve e suficientemente dolorosa a decadência desses falsos magnatas. Vamos assistir de camarote. Ou de arquibancada. Bem melhor.

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3 dezembro 2009

LUXA Futebol do Luxemburgo é movido a grana

A cara de pau do Luxemburgo não tem limite. Ele dizer que se tivesse permanecido no Palmeiras teria sido campeão brasileiro é mais patético do que arrogante. Mas irrita do mesmo jeito.

O pior é que sempre encontro uns birutas que acreditam que ele é um gênio. Ah vá. Desde que voltou do fiasco no Real Madri, há cinco anos, ele trabalha com as maiores folhas de pagamento do Brasil.

Só a comissão técnica dele custa em torno de R$ 800 mil por mês. E o que ele ganhou nesse período, além dessa fortuna? Dois paulistinhas pelo Santos e outro com o Palmeiras.

O Luxemburgo não gosta de futebol. Ele gosta é de dinheiro. Quando de sua passagem pela Vila Belmiro em 2006 e 2007, foram feitas 78 (se-ten-ta-e-oi-to) transferências de jogadores.

Um dos que entraram e saíram foi o Zé Roberto, com um salário estimado em R$ 500 mil. Assim até eu monto time.

As outras transações envolveram nomes como Rodrigo Tabata, Baiano, De Nigris, Magnum, Rodrigo Tiuí, Adoniram, André Beleza, Jardel, Galvão e Leandro.

Tô passando mal... Só do Iraty – aquele clube que parece fachada para bingo ou tráfico de órgãos – vieram 11 jogadores. Onze. Calma que não vou citar nomes.

Financeiramente, o Luxa desembarcou nas praias de Santos como os aliados na Normandia. Terra arrasada. Quando ele chegou, o clube havia tido um superávit de R$ 60 milhões na temporada anterior, de 2005.

Nos dois anos seguintes, com a ajuda inestimável do aiatolá do Boqueirão, Marcelo Teixeira, foram R$ 21 milhões e R$ 36 milhões de prejuízo. Isso são números oficiais. No Palmeiras também não faltou dinheiro pra montar o melhor (e mais caro) elenco do país.

Só com a saída dele o time deslanchou, nas mãos talentosas e a preço de custo do Jorginho. (Para depois fazerem a bobagem antológica de contratar o Muricy. O que já é outra história. De mau gosto.)

Em resumo. Chega. Se depois desse ano medíocre no Palmeiras e da campanha ridícula no Santos, algum jornalista esportivo insistir que o Luxemburgo é o melhor técnico do Brasil, é caso perdido.

Manda o paspalho cobrir futebol no Afeganistão. E leva o Luxa com ele.

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