5 maio 2011
Não há nada mais boiola do que a expressão “união homoafetiva”. Casamento gay não é um termo claro o suficiente? Precisava dar esse enfrescalhada no vernáculo? Cansei.
Pelo menos, é um assunto a menos a ocupar nossa agenda fashion. O Supremo Tribunal Federal está dando por encerrado o assunto: homossexuais têm o direito legal de estabelecer uniões civis estáveis com seus parceiros.
A rigor, não houve debate. Os adversários da proposta, salvo exceções raríssimas, esgrimiram argumentos toscos, vociferantes, preconceituosos e truculentos como uma conversa de bofes bêbados após o futebol de domingo. Afe.
Não dá pra entender que o mundo pode ser mais alegre e saltitante, cada um cuidando do que é seu? Tenho vontade de dar uma lampadada na cabeça de gente assim, que implica com a sexualidade alheia. Eu que os veja andando na Avenida Paulista!
O que ninguém pergunta é por que os gays insistiram tanto nesse assunto. Séculos de opressão e o que eles reivindicam é serem tão infelizes como os heterossexuais? Bom proveito.
Casamentos injustificáveis eu vejo por aos montes. Famílias indecorosas compostas de homens e suas respectivas mulheres. Não posso fazer nada por eles.
O comediante americano Henry Youngman definiu bem esse conflito humano: “O homem não sabe o que é a verdadeira felicidade até que se casa. Mas aí já é tarde demais”.
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