5 abril 2011

00346985 Muricy: óbvio, caro e inútil

Luis Álvaro de Oliveira era para ser o Belluzzo que deu certo. Nem. O presidente do Santos é apenas mais um cartola brasileiro, com suas ideias e decisões óbvias, dispendiosas e inúteis.

Contratar Muricy Ramalho é de uma pobreza administrativa, de uma falta de originalidade, de uma redundância absolutamente entediantes. Um fracasso. Mais uma derrota.

Nem é o caso de repetir aqui o que sempre digo: nenhum, nenhum, mas nenhum técnico merece ganhar R$ 700 mil por mês. Só para ficar claro: nenhum.

Também não cabe dizer o que os comentaristas todos já alertaram: Muricy não é um treinador com perfil para o jovem e talentoso time do Santos. Rei do chuveirinho, retranqueiro, acuado, previsível. Ao vencedor, as batatas. Nada mais.

Ridícula a postura do dirigente santista. Humilhou-se em praça pública, pagou mico ao vivo, em emissoras de rádio e TV, implorando pela vinda do mais um treinador. Vergonha alheia.

Arrogante a postura do "professor", que, sabendo da indigência do futebol brasileiro, deu-se ao direito de ficar na varanda de seu sítio, esperando o telefone tocar. E tocou. Várias vezes. Sempre a mesma pessoa do outro lado da linha: Luis Álvaro.

Queria ver o Muricy ser campeão brasileiro com o elenco do São Caetano. Se com o timaço que o Palmeiras lhe deu não chegou a lugar nenhum, sinal que não é ele, enfim, quem faz a diferença toda.

Como não faz Luxemburgo. Muito menos Felipão. Nem Andrés Sanchez. Ou o Belluzzo fanfarrão. Ou Arnaldo Tironi, ou Patrícia Amorim. Por que faria o Luis Álvaro?

Pena. Podia ser ele a mudar esse quadro. Como prometeu. Governança administrativa, transparência, responsabilidade financeira, o escambau. Que nada. Mais do mesmo.

Que venha Muricy Ramalho e seu mau humor. Que venha mais um título sem garra, sem talento e sem Paulo Henrique Ganso. É esse o estilo inconfundível da cartolagem brasileira: óbvio, dispendioso e inútil.

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1 outubro 2010

O Zico pipocou feio. Amarelou. Jogou no lixo sua estatueta de ídolo da maior torcida do país. Franguinho. Não era de briga, esse galinho. (Leia mais aqui).

Em vez de dar um petardo nas fuças daquela velharia do Conselho Fiscal, fez mimimi e pendurou as chuteiras como diretor do clube. Bananão.

Ninguém entra no mundo da cartolagem sem dividir bola com a turma da truculência. Traíra é o que não falta. Pelo visto, o Zico era o único ser humano que desconhecia que o mundo do futebol é sujo.

Num país de corruptos, acusar alguém sem provas é o melhor atalho para a safadeza. No máximo, daqui a décadas, se a Justiça resolver funcionar, o infeliz atesta sua inocência. Tarde demais.  Assunto encerrado. Caiu que nem um patinho.

zico Esse galinho não era de briga

Foto: Gazeta Press

Que o Zico se vá, então. Se for por falta de obrigado, adeus. Precisamos de gente que consiga jogar  sem bola. Dirigentes que saibam driblar a escória da politicagem, tabelar com a torcida, dar chapéu na imprensa e nunca sair de campo.

Arthur Antunes Coimbra não é nada fora dos gramados. É um perna-de-pau qualquer. Pode botar o chinelinho e ficar na beira da piscina, criando barriga e netos.

O futebol brasileiro continua esperando que apareça uma fera além das quatro linhas. Alguém que tenha talento e raça. Um craque de verdade.

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24 setembro 2010

Está na hora de contratar Wanderley Luxemburgo. Enfim, esse homem atingiu o ápice de sua carreira. Dirigentes, corram: agora, sim, ele é o maior técnico do Brasil.

Agora, ele sabe tudo de futebol. Depois de tanta humilhação, de acumular tantos fracassos, tantas derrotas, esse homem aprendeu a lição. Conquistou o que sempre lhe faltou: humildade. (Leia mais aqui).

Luxemburgo é capaz de salvar o Palmeiras, colocar o São Paulo nos trilhos, cobrir de glórias o Flamengo. Ele pode abraçar o Neymar e falar, de coração: "Não seja assim, meu filho. Não vale a pena".

Wanderley Luxemburgo Agora, sim, Luxemburgo é o melhor técnico do país

Foto: Gazeta Press

Com certeza, ele jamais voltará a ser arrogante, autoritário, ganancioso e egocêntrico. Nunca mais montará times com equipes técnicas caríssimas e jogadores mercenários. Não mais se cercará de bajuladores.

Wanderley Luxemburgo é um novo homem, acreditem. Capaz de viver o futebol em sua plenitude, na simplicidade de um boleiro, como na época do Bragantino.

Redenção. Luxa foi purificado na bacia das almas. Vai se reerguer, segurando a taça dos derrotados. Ele está pronto pra outra.

A clemência é uma espada que cravamos no peito de quem já está morto. Não existe humildade sem humilhação. O sucesso e o fracasso contam a mesma mentira. Seja bem-vindo, Luxemburgo.

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6 maio 2010

Sou torcedor do Santos. Associado e tudo mais. Mas sempre deixei de vibrar quando meu time era dirigido por Vanderlei Luxemburgo. Não conseguia. Ficava na miúda, rangendo os dentes.

Como santista, não lhe devo gratidão. O brasileiro de 2004 foi conquistado com uma equipe cuja base era mérito de Emerson Leão. O Rio-São Paulo de 1997 foi pífio. O bi paulista (2006-2007) veio com um time medíocre, apesar da então folha salarial mais cara do país.

Em um de seus retornos, Luxa humilhou o ídolo Giovanni, dispensando-o como a um velhote inválido. Essa eu nunca vou perdoar. Magoou. Felizmente, o craque retornou para as devidas homenagens.

E a última passagem de Luxemburgo, em 2009, foi o coroamento de uma trajetória mesquinha e mercenária. Montou um time chinfrim, pesado e caro, que ganhou o que merecia: nada.

Já desci a lenha nele aqui mesmo neste blog. Não gosto do profissional Vanderlei Luxemburgo. Não conheço a pessoa. Mas nesta história com os meninos da Vila, o homem tem razão (leia mais aqui).

Bando de moleques malcriados. E ingratos, sim. E falsos. Abraçam o cara numa semana e dias depois o tratam como inimigo a ser desmoralizado. Papelão.

Não por acaso, é o mesmo pessoal que deu aquele vexame (depois remendado) na visita ao lar espírita. E que levou mais de um puxão de orelha do rei Pelé. E que agora deixou novamente constrangido o técnico Dorival Junior.vanderlei luxemburgo tvi 20100310 A que ponto chegamos: o Luxemburgo tem razãoE que vem gerando antipatias desnecessárias, que ameaçam ofuscar o elenco mais talentoso dos últimos anos. A grandeza de um atleta também se mede pelo caráter. Que o digam Tostão, Sócrates, Zico e Falcão, entre tão poucos. É mascarado? Pode esperar, a sua hora vai chegar.

Jogador é profissional, ganha fortunas, tem responsabilidades. Em público, tem que dar exemplo de civilidade. Não pode agir como um torcedor típico, desmiolado, boca suja e fanfarrão.

Torcedor pode chamar corintiano de gambá, palmeirense de porco, são-paulino de bambi. Jogador (e dirigente) não pode. Torcedor provoca time adversário. O profissional respeita. Simples, não?

Jogador quer comemorar título com a torcida? Que beleza. Pois cante o hino, empunhe bandeiras, solte rojão, dance rebolation. Mas não tripudie, não ofenda, não incite, não aja como um fanático. Isso é coisa de babaca.

Vanderlei Luxemburgo tem minha solidariedade. Ninguém merece ser tratado dessa forma. Ele foi vítima de uma vingança ordinária, duas caras. Foi exposto a uma situação humilhante. Uma grosseria.

Está certo que ele não precisava fazer tanto mimimi. Bastava dizer, como disse, que ao Santos ele não volta mais. E que na Vila Belmiro ele só pisa como adversário. É isso aí! Ele tem meu mais absoluto apoio.

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